Dj Jeff-Bass, representando o Brasil na Europa
Misturando muito groove brasileiro com outras vertentes da música negra, Dj Jeff-Bass tem dado o que falar fora do Brasil. Com sua mixagem técnica e muita música boa no repertório, originário de Curitiba, a terra em que os dj´s e produtores de hip-hop sempre estão em destaque, Jeff tem sacudido pistas de toda a Europa e vem conquistando seu espaço merecido.
Com vocês, DJ JEFF BASS:
Conta um pouco da sua história, como começou a tocar, seu primeiro contato com a música etc…
JEFF-BASS: Meu primeiro contato com música foi através do meu pai que é músico e tinha vários discos legais. A discotecagem surgiu pra mim quando eu Vi pela TV o Run DMC se apresentando e fiquei muito impressionado com o Jam Master Jay tocando… Na época eu era bem novo ainda mas decidi que queria aprender aquilo. O tempo passou e depois de ter me ferrado muito com o 3X1 lá de casa eu descobri que um amigo da escola tinha um par de toca-discos em casa, e o cara também colecionava discos e revistas sobre djs. Como eu era muito prego, não chegava nem perto do equipamento… Aprendi muita coisa só olhando mesmo, e depois ia pra casa praticar nas fitinhas k7. Bem depois eu trabalhei numa balada em Curitiba mesmo e aí conheci os equipamentos profissionais e vários djs que tocavam há muito tempo. Isso foi em 1995/1996 e foi aí que eu comecei mesmo a pensar na discotecagem como profissão.
Como voce define seu estilo? Sabemos que você mistura muito nos sets, samba, soul, funk, grooves brazucas, mangue-beat….
JEFF-BASS: Bom… Pra mim a música não tem limites, seja brasileira, americana, africana, enfim… Não gosto muito de definir o que eu faço, mas quando é necessário eu digo que toco música negra, o que já é muito abrangente! Se você analizar, são pouquíssimos estilos de música ocidental que não tem raízes negras.
Fale um pouco sobre suas mix-tapes, quantas já fez ao todo? Qual a importância delas na sua carreira?
JEFF-BASS: Há alguns anos atrás eu comecei a gravar uns sets em CD e distribuir pra galera, vendia alguns só pra bancar a produção do material mesmo. Mas um tempo depois eu percebi que eu poderia lançar no meu blog e assim atingir um público maior e sem custo nenhum. Mas isso também desvalorizava um pouco o trabalho.
Então em 2007 eu mostrei pro meu amigo Uilson Groove um set de funk e samba dos anos 60 e 70 que eu gravei e ele curtiu muito, e como ele estava com uma idéia de montar um selo pra divulgar os djs que tocam esse tipo de som, ele perguntou se eu gostaria de lançar aquele Set em CD.
Falei com um amigo de Brasília, o DJ Oops (Criolina) que fez uma capa bem legal e o CD saiu um tempo depois. Tivemos problemas com a duplicação do material e por isso tem poucas cópias em CD por aí, mas foi graças a essa “mix-tape” (DJ Jeff Bass #1) que eu fui convidado pela primeira vez a tocar fora do Brasil.
Como foi tocar pela primeira vez na Europa? Em quais países ja tocou?
JEFF-BASS: No começo foi difícil de acreditar! Eu tive que me adaptar a algumas coisas pra poder ir… a primeira delas foi tocar com serato que era uma coisa que eu não curtia, mas tive que comprar um por uma questão de praticidade, não tinha como carregar vários cases de discos.
Acabei descobrindo que é uma ferramenta e tanto e hoje uso pra tocar em todas as minhas gigs. Viajei pra europa pela primeira vez em 2007 pra tocar na Bélgica e na Itália, em 2008, Alemanha, Bélgica, França e Inglaterra… e agora em 2009/2010 na França, Áustria, Eslováquia, Portugal,Itália e Alemanha.
Ainda este ano volto para a França em Junho.
Qual a diferença do público brasileiro para o europeu?
JEFF-BASS: Acho que a principal diferença é que na europa as pessoas são mais abertas a novidades, mas a vantagem do brasileiro é ser mais solto, mais alegre apesar de não dar o devido valor ao que é produzido aqui (música), mas isso já está melhorando também.
Fale um pouco sobre as festas que você toca aqui no Brasil como a Cambalacho que já teve edições em SP
JEFF-BASS: Eu ainda sou muito visto como DJ de Hip-Hop porque é a minha raiz, e por isso acabo tocando mais em festas “Black”, essas festas deram uma caída por um tempo mas estão voltando a acontecer, o que prova que não era uma coisa passageira. Ponto pra nós!
Aqui em Curitiba eu tenho uma parceria com dois amigos DJs (Anaum e Schasko) e um VJ (Bisquit) que é o projeto CAMBALACHO, que vai fez dois anos agora em fevereiro. Nestes dois anos levamos a festa para Brasília, Goiânia, São Paulo e Rio de Janeiro graças a pessoas que tem projetos parecidos, e também fomos convidados a apresentar um programa numa rádio FM aqui de Curitiba.
A idéia do projeto é misturar músicas novas e antigas de estilos diferentes e dando um destaque para a música independente.
Espaco aberto:
twitter:
twitter.com/djjeffbass
canal no youtube:
http://www.youtube.com/ssupafreakk

