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	<title>Noiz &#187; Juca Guimaraes</title>
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	<description>Noiz Cultura Urbana</description>
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		<title>Victor Alvim, o “Lobisomem”</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 02:37:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual foi o seu primeiro contato com a literatura de cordel? Vim conhecer a literatura de cordel já depois de adulto. Nasci no Rio de Janeiro e aqui não temos a tradição do cordel tanto quanto no Nordeste brasileiro. Quando comecei a praticar capoeira aumentei em muito meu interesse em diversas áreas da cultura popular, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/05/1.jpg"></a><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/05/2.jpg"><img class="size-full wp-image-3522 alignnone" title="2" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/05/2.jpg" alt="2" width="500" height="346" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual foi o seu primeiro contato com a literatura de cordel?</strong><br />
Vim conhecer a literatura de cordel já depois de adulto. Nasci no Rio de Janeiro e aqui não temos a tradição do cordel tanto quanto no Nordeste brasileiro. Quando comecei a praticar capoeira aumentei em muito meu interesse em diversas áreas da cultura popular, incluindo a literatura de cordel.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como vc vê a projeção da literatura de cordel para outros Estados? O imaginário e a técnica narrativa do cordel podem se adaptar aos temas do cotidiano de grandes metrópoles também? Existe um cordel urbano? Vc pode citar alguns exemplos?</strong><br />
O cordel vem acompanhando as transformações do mundo, principalmente nos temas. São abordados os assuntos mais diversos, tudo o que se imaginar pode ser descrito em cordel. Temos poetas em muitos outros estados fora do Nordeste, mas esta região continua sendo a maior referência. Citando exemplos de cordéis atuais: Big Brother Brasil – Um programa Imbecil; O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em Cordel, o livro LULA na LITERATURA DE CORDEL, Manual da Copa do Mundo; ABC da Gramática, Camisinha para todos etc</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>De que forma a internet pode ajudar a divulgação do cordel clássico?</strong><br />
Facilitando o acesso a informações históricas sobre o cordel, sobre seus maiores poetas, vendas de folhetos via correio, disponibilizando em sites e blogs grandes clássicos do gênero, muitos já com quase um século de existência e que hoje podem ser lidos pela internet por pessoas de todo o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por ser um meio de comunicação, a internet pode ser uma ferramenta para o surgimento de um novo tipo de cordel ou a impressão no papel é uma característica fundamental do cordel?</strong><br />
Realmente a internet vem sendo um novo ambiente para o cordel. Muitos novos poetas vem mantendo uma produção exclusivamente virtual em comunidades do orkut.e blogs. Dezenas deles nunca publicaram um folheto impresso em papel mas são excelentes autores e mantém a qualidade de cordelistas mais tradicionais.<br />
Desafios virtuais também vem acontecendo entre poetas q moram distante e que certas vezes nem se conhecem pessoalmente. Algumas dessas pelejas já foram publicadas em folhetos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais as obras mais relevantes do Cordel na sua opinião?</strong><br />
Os grandes clássicos serão sempre, na minha opinião, as obras mais importantes. Leandro Gomes de Barros, João Martins de Atayde, José Camelo, José Pacheco, Firmino Teixera do Amaral&#8230;só pra citar alguns dos grandes autores e que considero todas as suas obras importantíssimas referencias. Citando alguns folhetos: A PELEJA DE RIACHÃO COM O DIABO; PELEJA DE CEGO ADERALDO COM ZÉ PRETINHO, A CHEGADA DE LAMPIÃO NO INFERNO, O ROMANCE DO PAVÃO MISTERIOSO, A MORTE DE GETÚLIO VARGAS, VIAGEM A SÃO SARUÊ entre muitas outras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que vc acha da estética da xilogravura ser usada em outros formatos como: estampa de roupas, capas de CD, gravuras, camisetas, cartazes de filmes, etc etc etc.</strong><br />
Acho válido e muito bonito. Acredito que sempre q as xilogravuras forem usadas remeterão a literatura de cordel e ao Nordeste em geral. É como se fossem uma simbologia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual a sua opinião sobre os movimentos sociais que pregam a preservação do purismo no cordel sem alterações no formato, temática e distribuição? Essa preocupação toda está asfixiando o Cordel?</strong><br />
Não vejo movimentos de purismo sendo pregados por pessoas relevantes no mundo do cordel atual. Vejo a maioria dos poetas acompanhando a evolução do mundo, dos temas e dos meios de comunicação, adaptando suas obras cada vez mais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Cordel tem uma estrutura muito oral. Quando você escreve, o texto é definido pelo som das palavras?</strong><br />
É definido pela métrica. Um número exato de sílabas por verso, número de versos por estrofe e a estrutura de rimas entre os versos. Isso vai depender se o texto for em sextilha, setilha, martelo etc&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por muito tempo, o Cordel foi a único elemento literário que registrou a linguagem popular do nordestino. Atualmente, a língua ainda sofre suas alterações e é enriquecida com novas gírias, o Cordel ainda cumpre essa função de registrar o jeito de falar das pessoas. Esse registro é contemporâneo? Vc pode dar algum exemplo de gíria atual que já está presente no Cordel?</strong><br />
Acho que um exemplo que posso dar são meus próprios cordéis que misturam a linguagem nordestina com as gírias e expressões cariocas, já que sou nascido e criado no Rio de Janeiro. Olegário Alfredo de Minas Gerais também utiliza expressões típicas de sua região em seus folhetos. A linguagem é um reflexo do próprio autor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que vc acha dos textos de rap? Eles têm alguma semelhança com o Cordel? Qual?</strong><br />
Não sou um profundo conhecedor do rap mas admiro muito os Racionais, MV Bill entre outros. Vejo que o rap é mais livre nas suas composições, não costuma seguir métricas regulares como o cordel. Mas tem a semelhança importantíssima de ser um meio de expressão que vai do povo pro povo. Uma linguagem que é compreendida perfeitamente por seus admiradores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Apelidos e causos são assuntos recorrentes na literatura de Cordel, de onde veio e porque Lobisomen?</strong><br />
Lobisomem foi o apelido que recebi quando fui batizado na capoeira. 99% dos capoeiristas são conhecidos por apelidos. O meu vem das minhas características físicas: sombrancelhas grossas e unidas, dentuço e “bicudo”. A partir de meu apelido aumentei ainda mais meu interesses pelos causos de lobisomens e coleciono livros, gibis, cordéis tudo que encontro sobre este personagem folclórico</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que o Zeca Pagodinho achou do Livreto de sua autoria&#8221;A Fantástica História de Zeca Pagodinho e o Extraterrestre&#8221;? que você fez em sua Homenagem.Qual a sua relação com o samba?</strong><br />
Curto samba desde a infância. Nasci no berço do samba:o Rio de Janeiro. Já toquei em bares com um grupo de samba, componho também e no meu primeiro cd solo transformei algumas cantigas de capoeira em samba. Zeca Pagodinho é meu ídolo e uma das figuras mais populares do Rio de Janeiro e talvez do Brasil. Resolvi homenageá-lo mas não queria escrever sua biografia. Li no jornal uma nota q ele tinha visto um disco voador e criei o restante da historia. Ainda não ouvi dele próprio o que achou do cordel mas acredito que tenha gostado pois postou uma matéria em seu site oficial, me enviou ingressos para o show de gravação de seu dvd e mandou me agradecer através de sua assessoria de imprensa. Espero em breve ouvir dele mesmo sua opinião sobre o cordel.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Você esta as vésperas de lançar o livreto &#8220;o maravilhoso encontro de jorge ben jor com são jorge&#8221;como grande defensor da cultura brasileira e da literatura cordel o que o seu encontro com Jorge Ben representou para você?E o que este livreto representa na sua história?</strong><br />
Lancei este livreto semana passada no dia 23 de abril, dia de São Jorge. Este trabalho representa uma homenagem a entidade que todos os dias peço proteção e luz para viver e me aproximar de Deus e também a um gênio da música popular brasileira e também devoto do santo guerreiro: JORGE BENJOR. Foi uma honra muito grande pra mim ter escrito este trabalho. Me emociono só de pensar nisto.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/05/1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3518" title="1" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/05/1.jpg" alt="1" width="546" height="540" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde encontramos mais informações sobre você e seus trabalhos?como adiquiri-los?</strong><br />
Para maiores informações sobre a literatura de cordel visitem o site da Academia Brasileira de Literatura de Cordel www.ablc.com.br ou meu blog www.quintal-do-lobisomem.blogspot.com  Quem quiser me escrever também fique a vontade: victorlobisomem@yahoo.com.br</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Obrigado a vocês pelo convite para entrevista e pela divulgação da cultura brasileira (Victor Alvim, o “Lobisomem”)</em></p>
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		<title>Orgulhosamente, o Noiz apresenta: Nelson Sargento.</title>
		<link>http://noiz.com.br/sem-categoria/orgulhosamente-o-noiz-apresenta-nelson-sargento.html</link>
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		<pubDate>Sun, 02 May 2010 16:07:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[nelson sargento]]></category>

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		<description><![CDATA[Nelson Sargento por Noiz!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Eu  sou o samba. A voz do morro&#8230;&#8221;</em>.  Essas duas frases ganham dimensões astronômicas quanto ditas ou cantadas  por uma  das figuras mais cativantes do samba brasileiro.<br />
A lenda Nelson  Sargento. Sábio,  humilde, atencioso, articulado e com uma incrível percepção musical o  sambista  recebeu o NOIZ para uma conversa animada sobre samba, hip hop e a  qualidade na  música.<br />
Com   mais de 90 anos de idade, 400 músicas  gravadas, mais de uma dúzia de filhos &#8211; entre legítimos e adotados &#8211; e  algumas  dezenas de netos e bisnetos, Nelson Sargento tem uma presença cativante.  A voz  branda desfila uma série de opiniões e observações sobre os assuntos,  enquanto o  olhar astuto busca a reação da audiência. Com poucas palavras o mestre  descreve  e exemplifica as relações próximas entre o rap e o samba.</p>
<p><a href="http://vimeo.com/11285007"></a><p><a href="http://noiz.com.br/sem-categoria/orgulhosamente-o-noiz-apresenta-nelson-sargento.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p></p>
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		<title>A lucidez de Criolo Doido</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 16:06:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[criolo doido]]></category>
		<category><![CDATA[dvd]]></category>
		<category><![CDATA[rao]]></category>
		<category><![CDATA[rap nacional]]></category>
		<category><![CDATA[rinha dos mcs]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois da ponte, à esquerda, onde duas lajes são um tríplex o agitador cultural e rapper Criolo Doido engendra os rumos das incursões e revoluções no movimento hip hop de São Paulo e do país. Com duas décadas de vida dedicadas ao rap, o Criolo Doido tem experiência e discernimento suficientes para falar abertamente sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Depois da ponte, à esquerda, onde duas lajes são um tríplex o agitador cultural e rapper Criolo Doido engendra os rumos das incursões e revoluções no movimento hip hop de São Paulo e do país.</p>
<p>Com duas décadas de vida dedicadas ao rap, o Criolo Doido tem experiência e discernimento suficientes para falar abertamente sobre o rap nacional. Tanto como fomentador quanto como integrante da cena.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2893" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/02/criolo3.jpg"><img class="size-full wp-image-2893 " title="criolo3" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/02/criolo3.jpg" alt="Criolo Doido durante apresentação no Festival Dialeto, em 2009. Foto: Divulgação/Dialeto" width="614" height="409" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Criolo Doido durante apresentação no Festival Dialeto, em 2009. Foto: Divulgação/Dialeto</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Aos 35 anos, o criador da legendária ‘Rinha dos MCs’ _aquela onde só um canta de galo e o resto é frango _prepara-se para lançar o primeiro DVD. A festa de lançamento será no próximo dia 27, no Hole Club.</p>
<p>‘Live in São Paulo’ é o registro de um show realizado em dezembro de 2008 em uma edição especial da Rinha dos MCs, no centro da cidade. O DVD, produzido pelo coletivo Arranca Tampa e dirigido pela Viviane Rocha, tem dez faixas que sintetizam os 20 anos de carreira do músico e no bônus a inédita Grajauex. Homenagem ao bairro onde ele se criou na zona sul da capital e também para todas as quebradas do rap.</p>
<p>“A rinha pode ser comparada como uma espécie de peneira ou uma escola onde o mestre é o próprio Mc, mas eu acho que o grande mérito é a formação da autoestima. O mano chega lá e enfrenta o medo de subir no palco e mostrar o seu talento”, avalia o rapper.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2894" class="wp-caption aligncenter" style="width: 537px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/02/criolo1.jpg"><img class="size-full wp-image-2894  " title="criolo1" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/02/criolo1.jpg" alt="DVD foi gravado em dezembro. Arte da capa: Lia Udi Foto e lambes: Gabriel Correia" width="527" height="359" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">DVD foi gravado em dezembro. Arte da capa: Lia Udi Foto e lambes: Gabriel Correia</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais do que uma prova de fogo, a rinha é o ambiente onde os jovens que não encontram espaço para fazer rap podem lutar pelo seu sonho e reaquecer a esperança.</p>
<p>“Se o mano encontra força dentro dele para enfrentar uma platéia de 500 pessoas e desenvolver a sua arte, ele vai ter coragem também para ir numa empresa e entregar o currículo. A mensagem real da rinha é essa: esperança. Sem esperança não tem confiança”.</p>
<p>Desde 1989, o rapper mantém como temas recorrentes de suas músicas a ecologia, os conflitos sociais e a repressão. “Eu digo numa letra o seguinte: “Para quem tá com fome desce três marmitex’ e é isso. Tem que pensar no problema e na solução mais simples. Antes de tratar os grandes temas de desigualdade, tem que acabar primeiro com a fome”.</p>
<p>O DVD tem participações especiais de peso. Estão lá: Terra Preta, DJ Marco, DJ Dan Dan, o coletivo Xelami, os poetas Alessandro Buzo e Akins, a galera do Pentágono, ente outros. Ao todo são 45 minutos de show mais bastidores e entrevista.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2895" class="wp-caption aligncenter" style="width: 563px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/02/criolo2.jpg"><img class="size-full wp-image-2895  " title="criolo2" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/02/criolo2.jpg" alt="Criolo Doido, ele sabe o que faz. Foto: Gabriel Correia " width="553" height="369" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Criolo Doido, ele sabe o que faz. Foto: Gabriel Correia </dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
Caminhada de um lúcido</strong></p>
<p><strong>ONTEM &#8211; </strong>O primeiro contato com rap não poderia ter sido mais impactante para o Criolo Doido. “Eu tinha 14 ou 15 anos e um colega de escola fez umas rimas porque achava que não ia passar de ano da sétima para a oitava série. Ouvi aquilo e nem sabia que era rap, mas foi ali que a coisa bateu na minha cabeça”. Desse primeiro contato com o rap veio a vontade de fazer rap também e registrar os dramas do cotidiano.</p>
<p><strong>HOJE &#8211; </strong>A necessidade de fazer música e intervir na sociedade são os motores criativos do Criolo. “Tudo o que eu faço é para a cidade de São Paulo é pela cidade. O rap é uma filosofia. Não posso pensar o que é que o rap vai fazer por mim, mas sim o que é que eu faço pelo rap. Enquanto existirem os problemas que estão aí hoje vai existir o rap. E, se um dia os problemas acabarem, vamos fazer rap para comemorar”. Sobre os alagamentos e a onda de violência no Grajaú, Criolo Doido é categórico. “A culpa é de quem arquitetou a cidade e deixou o nosso povo excluído e sem opções. Cada garoto fumando crack no Grajaú é um troféu para quem promove a exclusão dos pobres. É isso que eles querem. Eu poderia fazer uma música sobre as famílias que estão desabrigadas por todo o bairro, mas não vou fazer por respeito à dor deles. A crítica contra os governantes eu faço em todas as minhas letras”.</p>
<p><strong>AMANHÃ -</strong> Além da rinha, que vai continuar como a principal atividade do músico, o rapper quer se dedicar a novas experiências e gêneros. Os principais deles  o samba e a MPB. “Não é que eu esteja cansado do rap, mas eu estou cansado da minha presença dentro do rap. Quero fazer mais, quero ir além. São 20 anos dentro da rap. Eu vivo o rap com a máxima intensidade, mas não é só isso que eu posso fazer. Se alguém vier criticar ou reclamar só posso dizer que estará apontando a arma para a pessoa errada. Eu não estou abandonando nada. Fiz muito pelo rap”.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cem mil volts de poesia</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 15:56:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[byra dornelles]]></category>
		<category><![CDATA[dj cheech stavele]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[palavra elétrica]]></category>
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		<description><![CDATA[No início era o verbo, a palavra. Depois veio a eletricidade e a palavra pode então ficar eletrificada. O poeta Byra Dornelles, linha de frente do FreakOut Muzik – A Palavra Elétrica, faz da poesia e do megafone suas armas para promover uma revolução cultural.  Com a parceria do DJ  Cheech Stavele, em 1998, Byra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">No início era o verbo, a palavra. Depois veio a eletricidade e a palavra pode então ficar eletrificada. O poeta Byra Dornelles, linha de frente do FreakOut Muzik – A Palavra Elétrica, faz da poesia e do megafone suas armas para promover uma revolução cultural.  Com a parceria do DJ  Cheech Stavele, em 1998, Byra criou o coletivo fanzine FreakOut para divulgar a poesia e a contracultura no Rio de Janeiro.</div>
<dl id="attachment_2625" class="wp-caption aligncenter" style="width: 627px; text-align: justify;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/IMG_7704.JPG"><img class="size-full wp-image-2625  " title="IMG_7704" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/IMG_7704.JPG" alt="Byra Dornelles, linha de frente do FreakOut Muzik Foto: Janaína Castelo Branco" width="617" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Byra Dornelles, linha de frente do FreakOut Muzik</dd>
</dl>
<p style="text-align: justify;">Os vídeos das apresentações inflamadas do FreakOut Muzik viraram febre na internet. A poesia ganhou um sopro de modernidade e guerrilha. O coletivo já participou dos principais eventos de poesia do eixo Rio-SP.</p>
<p style="text-align: justify;">Há dois anos foi lançado o álbum “A Palavra Elétrica – volume 1”, com download grátis na internet. A mistura de DJ, megafone, contrabaixo, colagens de textos do Torquato Neto com a performance do Byra  provocam  sensações memoráveis do texto vivo, pulsante e em chamas.</p>
<p style="text-align: justify;">“Quando eu era garoto as poesias vinham num flash. Era tudo muito instinto e inspiração. Hoje leio muito para criar um repertório para os meus textos. A energia, nos dois momentos, é igual”, disse. Numa conversa de quase quatro horas com o Nóiz, regada a chás, cafés e uma improvável coxinha de soja, o poeta contou a sua história.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos 53 anos, Byra já conheceu mais de um terço do mundo. Viajou para a Europa, morou em Cuba por quase um ano e viveu três meses em Paris. Conheceu de perto  e absorveu toda a inovação cultural de Nova Iorque.   Boa parte dessas andanças ele fez nos anos 70 e 80 quando foi técnico de som e produtor de quase todos os grandes nomes da MPB. A lista é respeitável e conta com nomes como Djavan, Hermeto Paschoal, Tom Jobim, Beth Carvalho, Paulinho da Viola, Lobão, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">A poesia começou mais cedo do que a música na vida do Byra, aos 15 anos ele já escrevia textos com forte identificação na efervescência da geração hippie, Como o trecho a seguir que acaba num mantra:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“&#8230; levaremos algum tempo até que nossas energias se misturem e novamente compreenderemos que somos um. Ommmm”.<br />
</em><br />
Atualmente, o foco da poesia do Byra  é a urbanidade de São Paulo, mais precisamente as ruas da metrópole. Morando há 18 meses em Perdizes, o gaúcho que é carioca de criação está se encantando pela capital. “Paulo Leminsky dizia que todo bairro tem um louco que todos tratam bem.  Eu, do meu lado, espero que Perdizes me trate bem”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">A fase paulistana da obra do FreakOut  Muzik começa com o texto  ‘Ode a SP’, que teve uma versão em vídeo gravada numa estrada férrea na fronteira em Brasil e Bolívia.</p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://noiz.com.br/novidades/cem-mil-volts-de-poesia.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>É uma ode peculiar que chama a atenção pela economia de adjetivos e riqueza de substantivos para descrever  os  cenários da cidade. Sobre a movimentada Rua Augusta o texto diz:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Entre os gritos no Ipiranga, o esgoto a céu aberto. Na Augusta e Paulista, os punk, as putas , as travas e os emos. As anfetas, as bolas e as balas. Todos os vícios e delícias”.<br />
</em><br />
Uma das expressões mais marcantes da ode é ‘ambientes audioconfusos’, sobre o barulho constante da cidade,  que  é  emprestada do Fausto Fawcett, autor do livro Básico Instinto, lançado em 2000.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/IMG_7699.JPG"><img class="aligncenter size-full wp-image-2626" title="IMG_7699" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/IMG_7699.JPG" alt="IMG_7699" width="588" height="392" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para o volume 2 do FreakOut Muzik, que deve sair em 2010, um novo material está sendo composto. De temperamento crítico, Byra quer usar a poesia para apontar os problemas sociais. “O trânsito, a chuva ácida, o ônibus que demora 55 minutos para passar no ponto, a violência, são assuntos do cotidiano de quase todo mundo” avalia.</p>
<p style="text-align: justify;">Em janeiro de 2010, o FreakOut vai participar do evento Malocália _organizado pelo coletivo  Poesia Maloqueirista, do Caco Pontes e Berimba (SP). &#8220;Sairemos  do Sesc Pompéia invadindo as ruas com megafones e amplificadores a pilha&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/IMG_77281.JPG"><img class="aligncenter size-full wp-image-2624" title="IMG_7728" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/IMG_77281.JPG" alt="IMG_7728" width="672" height="448" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Outro tema de interesse do artista são as pichações da cidade. “Quero escrever algo com as frases de rua daqui. Tenho uma lista de grafites ótimos. ‘Odeie o seu ódio’, ‘Legalize novamente a maconha’, ‘Não deixe a faculdade atrapalhar a sua educação. São fantásticos e estão espalhados por aí”, disse.<br />
Ouvinte atento de Racionais e Jay-Z, Byra vê muitos pontos de ligação entre o seu trabalho e o hip hop. “Não é só a coisa de ter DJ, tem também à postura libertária do rap. É preciso ter coragem para seguir em frente e enfrentar os desafios. Sem a repressão da Igreja católica, o homem teria chegado à Lua mil anos antes. Não dá mais para aceitar calado opressão do sistema. A revolução tem que ser feita já”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Os próximos projetos do poeta guerrilheiro são a publicação de um livro “meio romance, meio biografia” sobre a história da mitológica banda Os Mutantes e do seu líder Arnaldo Baptista; outro projeto é um livro com crônicas e histórias da MPB. “Vi e ouvi muita coisa bacana”, disse. Nesse livro vai entrar os detalhes da gravação, aqui no Brasil, de um álbum ao vivo do baixista Ron Carter. “Uma verdadeira lenda do jazz que tocou por muito tempo com o Miles Davis. Eu fui técnico de som nesse show. Foi fantástico, virou um grande álbum e eu descolei umas mil doletas”.</p>
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		<title>RAPadura, a cara do Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 02:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[hip hop]]></category>
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		<category><![CDATA[rap nordestino]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheça o rapper nordestino e ouça seu som "Amor Popular"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em Lagoa Seca (CE), pequeno povoado de Juazeiro do Norte, famosa por sua fé e devoção em &#8220;padim ciço&#8221;, mais da metade da população conhece de perto a realidade da privação e do sofrimento.   De acordo com dados do Mapa de Pobreza e Desigualdade dos Municípios Brasileiros, elaborado pelo IBGE em 2003, a incidência de pobreza na região é de 52,14%.</p>
<div id="attachment_2371" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/KARLLYNHOS23.JPG"><img class="size-full wp-image-2371" title="KARLLYNHOS23" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/KARLLYNHOS23.JPG" alt="RAPadura no palco. Foto: Karllynhos" width="510" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">RAPadura Xique Chico no palco. Foto: Karllynhos</p></div>
<p style="text-align: justify;">Foi nesse povoado que nasceu, em 1984, o rapper RAPadura Xique Chico e o seu som enraizado na tradicional cultura popular brasileira.   A mistura de rap com baião, como ele mesmo afirma na letra &#8220;amor popular&#8221;, veio para fazer poeira subir no meio do terreiro e  levantar defunto no meio do tumulto. O som é empolgante e com rimas que valorizam o sotaque forte do sertão. Nas letras, o rapper de 25 anos, faz referências e homenagens para os sons e os heróis sertanejos. Ciranda, repente, embolada, maracatu e baião, como numa feira, estão lado a lado de Luiz Gonzaga, Caju e Castanha, Patativa do Assaré, Januário, Heleno Ramalho, Banda de Pau e Corda, Zé do Cerrado, Chico de Assis, Quinteto Armorial entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Conhecedor dos textos de cordel, o RAPadura utiliza com maestria as palavras em rimas pesadas e inovadoras. O garoto tem música no coração, quando criança o pai músico o levava nas festas. &#8220;Ele tocava violão e eu cantava junto. Tinha forró, brega e vários outros ritmos regionais&#8221;, lembra.</p>
<div id="attachment_2373" class="wp-caption aligncenter" style="width: 584px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/CAPA-FITA-EMBOLADA-DO-ENGENHO.jpg"><img class="size-large wp-image-2373" title="CAPA-FITA EMBOLADA DO ENGENHO" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/CAPA-FITA-EMBOLADA-DO-ENGENHO-1024x1022.jpg" alt="Fita Embolada do Engenho" width="574" height="572" /></a><p class="wp-caption-text">Fita Embolada do Engenho</p></div>
<p style="text-align: justify;">O ponto alto dessas festas era a parte do improviso. &#8220;Fazíamos sempre&#8221;. Nas misturas de ritmos inusitados do RAPadura, a miséria típica do dia-a-dia nordestino dá lugar a esperança. Vale à pena conferir: &#8220;Amor Popular&#8221; e &#8220;À Cidade Grande&#8221;.</p>
<p>Ouça &#8220;Amor Popular&#8221; <a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/RAPadura_Amor_Popular.mp3">RAPadura_Amor_Popular</a></p>
<p>A batalha do RAPadura para levar a carreira adiante não é fácil. Além do esforço para fazer hip hop longe dos grandes centros, o rapper também luta para tirar a &#8220;Mainha&#8221; do aluguel. &#8220;Meu grande sonho é um dia poder viver só da música&#8221;, conta. O novo trabalho do músico se chama &#8220;Fita embolada na boca do povo!&#8221; e traz a música &#8220;Norte e Nordeste&#8221;, são 04:45 min. de exaltação à cultura dos irmãos e irmãs da região mais cheia de poesia do país.</p>
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		<title>Em 2010, Akira para presidente</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 14:45:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[akira presidente]]></category>
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		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[O rapper carioca Akira Presidente, 29 anos, está empolgadíssimo com as gravações do seu primeiro álbum, com previsão de lançamento para fevereiro de 2010. Serão doze faixas em um disco repleto de participações especiais. &#8220;Tenho o prazer de trabalhar com amigos talentosíssimos que estão ao meu lado desde o começo&#8221;, disse o rapper boa praça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O rapper carioca Akira Presidente, 29 anos, está empolgadíssimo com as gravações do seu primeiro álbum, com previsão de lançamento para fevereiro de 2010. Serão doze faixas em um disco repleto de participações especiais. &#8220;Tenho o prazer de trabalhar com amigos talentosíssimos que estão ao meu lado desde o começo&#8221;, disse o rapper boa praça que não perde uma oportunidade para um bom bate papo misturando gírias paulistas e cariocas, numa síntese da linguagem dos morros e das quebradas.</p>
<p style="text-align: justify;">O público pode esperar um álbum de peso com todas as características marcantes do som cheio de flow do Akira. &#8220;Comecei fazendo freestyle. Então o meu negócio é esse rimar rápido e rimar bem&#8221;, comentou.</p>
<p style="text-align: justify;">Formado em Direito, por pouco o rapper não trocou o hip hop por uma carreira de advogado. &#8220;Fiquei um tempo trabalhando em um escritório e mantendo as correrias do rap, por isso, que eu me apresento com roupa social. Na época, era essa a minha realidade. Tinha que dar expediente nos dois&#8221;, lembrou.</p>
<p style="text-align: justify;">No Rio, o nome do Akira é muito respeitado na cena hip hop por ser um dos pioneiros nas batalhas de freestyle. &#8220;Tinha a &#8216;festa do Real&#8217; onde cada mano entrava com um real para participar da disputa. Era sinistro quem ganhava levava a bolada toda. Lembro que, na primeira vez, ganhei tudo e embolsei R$ 6,50. Depois a festa cresceu pra caramba e geral vinha abaixo com as batalhas. Foi assim que tudo começou&#8221;, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos destaques do <span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://noiz.com.br/2009/10/12/ginga-e-fala-giria-giria-nao-dialeto/" target="_blank">1º Festival Dialeto</a></strong></span>, que rolou no dia 10 de outubro em São Paulo, Akira tem planos ambiciosos para a sua música. Ele acredita que é preciso sacudir o cenário do hip hop para trazer um público novo.  &#8220;Quero fazer sucesso e não tenho nenhum problema de admitir isso. No hip hop tem muita gente que, por conta do radicalismo, acha que é errado querer o sucesso. Tem até vergonha de cobrar o cachê porque compromete a ideologia da música. Comigo não é assim. Quero fazer a minha, mas com a grana na mão&#8221;.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2238" class="wp-caption aligncenter" style="width: 655px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/11/akirainterna.jpg"><img class="size-large wp-image-2238  " title="akirainterna" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/11/akirainterna-1024x351.jpg" alt="Akira Presidente na &quot;selva de concreto&quot;, São Paulo. Foto: Serjão Carvalho/siteNOIZ" width="645" height="221" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Akira Presidente na &#8220;selva de concreto&#8221;, São Paulo. Foto: Serjão Carvalho/siteNOIZ</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">
<p>Akira defende que o artista de rap precisa se empenhar mais para produzir um espetáculo que surpreenda o público. &#8220;Hoje num show o sujeito acaba ouvindo uma música famosa do cara, duas legais e mais seis ou sete que ele nunca ouviu. A energia do show acaba diminuindo. Eu quero algo diferente. Quero poder tocar as minhas músicas e também as músicas de quem eu admiro e que tem a ver com o meu som. Por exemplo,  no meu show eu quero tocar uma música do Emicida porque eu sei que é isso que o público quer&#8221;, avaliou.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sinal, a preocupação do Akira com os fãs vai bem além do show de qualidade. Ele está atento às mudanças no perfil da audiência.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Infelizmente existe uma geração perdida. São jovens que não querem saber de nada. Se drogam, não respeitam ninguém e não querem saber se vão passar dos 20 anos. Não tem nenhuma preocupação. Vive o hoje e pronto&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">* Na lista de participações especiais estão: Apolo, Marechal, Max B.O, Msario, Sain, Aori, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">* O apelido Akira Presidente é nome composto e pomposo. A origem é a seguinte: O garoto era muito fã de um anime japonês chamado Akira, que fez muito sucesso no Brasil no início dos anos 90. Depois virou até longa de animação. &#8220;O presidente vem do meu jeito de querer sempre ajudar as pessoas e saber se elas estão bem. Então eu sempre era o presidente do bonde&#8221;, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Visite o myspace de Akira Presidente: www.myspace.com/akirapresidente</p>
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		<title>Dança com os manos, dança com a vida</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 19:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[bboy]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Gilponês resgata vida e obra de Nelson Triunfo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Aos 30 anos, o jornalista, rapper e escritor Gilponês pode se considerar uma testemunha viva da história do rap nacional, que acompanha desde os nove anos de idade. Atualmente, o premiado escritor se dedica a resgatar uma parte muito importante dessa história: A vida e obra de Nelson Triunfo, que completou 55 anos de idade no dia 28 de outubro.  O dançarino Triunfo é um dos precursores do hip hop no país e, nas palavras do escritor, um mártir do movimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia 31, haverá uma festa na Casa do Hip Hop de Diadema para comemorar o aniversário do Nelsão. Não vão faltar break, shows, grafite e muitas atrações. O lançamento do livro está previsto para 2010.</p>
<p style="text-align: justify;">Acompanhe a entrevista exclusiva do NOIZ com o escritor Gilponês, que morou alguns anos no Japão e lá montou um grupo de rap Saga Shuriken, com amigos brasileiros. O grupo disponibilizou no myspace as músicas &#8216;Responsa&#8217; e &#8216;Dê um stop&#8217;</p>
<div id="attachment_2071" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/11/saga.jpg"><img class="size-full wp-image-2071" title="saga" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/11/saga.jpg" alt="Gil (primeiro à esq.). Grupo Saga Shuriken  Foto: myspace" width="600" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Gil (primeiro à esq.). Grupo Saga Shuriken  Foto: myspace</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Como surgiu a ideia de fazer esse livro? Você já conhecia o Nelson?<br />
</strong>Conheci o Nelsão rapidamente em 1997 ou 1998, em um evento em São Paulo, mas foi em Bauru, três anos depois, que mantivemos mais contato. Ele passou uns dias por lá, cidade em que eu morava, e nesta ocasião pude conversar mais com essa lenda viva do hip-hop brasileiro. Alguém até filmou uma sessão de freestyle entre eu e ele, mas eu nunca vi essa gravação.</p>
<p style="text-align: justify;">Passei quase quatro anos no Japão e, nesse período, o Nelsão mantinha contato pela internet. Quando voltei ao Brasil, no final de março, sonhei que tinha escrito a biografia dele. Depois que acordei, pensei: e por que não? Telefonei pro Nelsão, propus realizar este trabalho e ele entendeu meu propósito. Selamos essa parceria da maneira mais brasileira possível, numa feijoada dominical, e só tenho a dizer que para mim é uma grande honra poder registrar uma trajetória de vida tão fascinante quanto de Nelson Triunfo. A responsabilidade é enorme! Mas eu estou pronto pra missão e quem me conhece sabe o quanto estou me dedicando a ela!<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Sendo música de rap você tem outro ponto de vista, diferente do de um escritor, como isso deve se refletir no livro?<br />
</strong>Digamos que sou um bom ouvinte de rap, desde 1988. Mas sempre acompanhei o hip-hop como um todo, mesmo tendo identificação maior com o rap. Não levo jeito para desenhar nem dançar, mas admiro e valorizo muito o grafite e o break. Nelsão é assim, nunca dá mais atenção a um ou outro elemento da cultura hip-hop, procura equilibrar a coisa. Acho que, como temos um modo de pensar parecido, esses valores vão transparecer bem nas páginas do livro. O mais interessante é que não vai ser um livro de teorias. Os conceitos que o Nelsão transmite serão contados na prática, através de relatos de passagens incríveis da vida dele.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Você acha que o Nelson Triunfo recebe a devida importância no movimento por conta das suas contribuições?<br />
</strong>Não. Nelsão é unanimidade no hip-hop nacional, é presença constante em programas de televisão e reportagens na imprensa, mas acho que ele merece muito mais do que isso. Aliás, todo reconhecimento que o Nelsão receber ainda será pouco perto de sua importância. Sem exagero: para mim, Nelsão é um mártir cultural.<br />
Ele tem ótimo coração e sempre tocou o hip-hop por amor à cultura. Em muitas ocasiões, pensou demais nos outros e acabou se esquecendo de si mesmo. Ele próprio admite isso. Mas, apesar da vida simples que leva, Nelsão é muito feliz, tem uma família de ouro e mantém-se em plena atividade, com saúde para continuar trabalhando em pró do hip-hop de raiz por muito tempo.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/11/IMG_3902.JPG"><img class="aligncenter size-full wp-image-2072" title="IMG_3902" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/11/IMG_3902.JPG" alt="Nelson Triunfo no centro de São Paulo  Por Janaína Castelo Branco" width="635" height="423" /></a></strong></p>
<p><strong>NOIZ ::: Por que os artistas de break não tiveram o mesmo destaque dos Mcs e DJs? Faltam eventos ou promoção da dança dentro da cultura hip hop?<br />
</strong>O break só existe no chão, na rua. Não dá para empacotar o break e vender numa prateleira, como se faz com os discos de rap. Isso faz com que o break nunca perca sua essência como cultura &#8220;de rua&#8221;. Faz, também, com que às vezes ele seja deixado de lado por algumas pessoas que só miram holofotes, flashes e lentes do mainstream.<br />
Eu sou contra alguém dizer que &#8220;ouve hip-hop&#8221;, sou contra as prateleiras de &#8220;hip-hop&#8221; nas lojas de CDs. Hip-Hop não é gênero musical, a música é rap. Hip-hop é toda a cultura que também inclui o break e o grafite. Mas não dá para combater os rótulos criados pela mídia leiga. Também não dá para negar que o rap ganha mais destaque do que o break.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas acredito que, independentemente da falta de divulgação, a dança de rua nunca vai morrer no Brasil &#8211; e muito graças a Nelson Triunfo. Eventos não faltam, incentivadores também não. Quem conhece o trabalho do Rooney Yo-Yo (Pixa-In) sabe disso. Também há gangues de break maravilhosas no Brasil, que frequentemente se apresentam no exterior e encantam gringos. O próprio Nelsão já levou a Funk Cia para a Alemanha duas vezes.<br />
Vale lembrar que Thaide, outro grande incentivador do break, conheceu o hip-hop através da dança, e só depois começou a fazer rap. GOG, X e até Chico Science também foram b.boys. E foi o break praticado no metrô São Bento que impulsionou a gravação do primeiro disco oficial de rap brasileiro, a coletânea &#8220;Hip-Hop Cultura de Rua&#8221; (Eldorado, 1987).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Como está a produção do livro? Você deverá fazer quantas entrevistas? Quais os pontos você pesquisou e que te chamaram mais atenção?</strong><br />
Digamos que o livro está ainda na fase inicial e a ideia é terminá-lo até o final de 2010, mas vou fazer as coisas sem pressa. Completei uns 20% da pesquisa e escrevi uns 10% do texto final, e ultimamente ando debruçado sobre vários rascunhos que ainda preciso &#8220;costurar&#8221; com calma nos próximos meses. Não planejei um número específico de entrevistas, vou gravar enquanto achar necessário. Além de colher várias horas de depoimentos, tenho acompanhado o Nelsão em alguns eventos e pesquisado também com pessoas que participaram/participam de sua vida. Pretendo ouvir pessoas como Thaide, Zulu King Nino Brown e Tony Tornado, além de muitos b.boys e pessoas envolvidas com a organização dos bailes blacks dos anos de 1970 e 1980.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda pretendo ir a Triunfo (PE), para conhecer o ambiente em que Nelsão nasceu e cresceu. Também planejo ir a Paulo Afonso (BA), onde ele conheceu o soul e o funk e montou sua primeira equipe de dança, chamada Os Invertebrados.</p>
<p style="text-align: justify;">A facilidade que tenho é o fato de Nelsão ser muito comunicativo e ter ótima memória. Isso faz com que, a cada entrevista, eu volte para casa com mais perguntas do que respostas&#8230; E ele tem muitas histórias boas para contar, muitas passagens de vida surpreendentes. É um verdadeiro griot (contadores de estórias das antigas tribos africanas, grandes referências da chamada &#8220;oralitura&#8221;) nordestino! Quero escrever um texto literário, mas com riqueza de detalhes sobre cada fase da vida do Nelsão, porque todas são muito interessantes. A trajetória de vida de Nelsão é um exemplo que merece ser perpetuado e, quando o livro sair, as pessoas vão entender por que digo isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Você pretende escrever outros livros sobre o hip hop? Qual o assunto?<br />
</strong>Pretendo reescrever por inteiro um trabalho que conclui em 2001, sobre a história do rap no Brasil, de modo a corrigir alguns pontos e atualizá-lo também. O livro se chama &#8220;Resistência, Arte e Política &#8211; registro histórico do rap no Brasil&#8221;, e esta versão antiga está disponível para download na biblioteca do portal Bocada Forte.<br />
Também tenho o objetivo de escrever outras biografias de personalidades interessantes do hip-hop nacional. Já tenho alguns nomes em mente, mas por enquanto estou 100% concentrado na biografia do Nelsão e, só depois de concluir esta nobre missão, vou pensar em outros projetos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>NOIZ :::</strong> Como você avalia a atual geração do rap? Quais são os artistas que chamam a sua atenção? Nacional e gringo.</strong><br />
Como em todo gênero musical, o rap tem muita coisa boa e muita coisa ruim. Nem tudo que é bom, ganha o reconhecimento, enquanto tem muita coisa ruim bombando nas rádios e pistas de dança. Mas a parte boa me deixa bastante otimista com relação ao futuro do rap, porque a cada dia pipocam talentos soberbos por aí, e muita gente boa que está na estrada faz tempo ainda tem gás e talento pra se manter na cena por longo tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sou mais apreciador de rap nacional, e destaco GOG, Racionais, MV Bill, DMN, LF, Sombra, Kamau, Emicida, RZO, Black Alien, Mzuri Sana, Nitro Di e DBS &amp; a Quadrilha como os que mais tenho escutado. Sobre rap gringo, tenho acompanhado pouquíssima coisa e gosto dos antigos, como NWA (e dissidentes), Run-DMC, De La Soul, A Tribe Called Quest, Public Enemy e KRS-One. Das safras mais recentes: Fugees, The Pharcyde, Common, Nas&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/11/IMG_3895.JPG"><img class="aligncenter size-full wp-image-2069" title="Nelson Triunfo, no centro de São PAulo. Por Janaína Castelo Branco" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/11/IMG_3895.JPG" alt="IMG_3895" width="627" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>NOIZ :::</strong> Você acha que a literatura está se popularizando no hip hop? O que falta para promover a leitura dentro do movimento?<br />
</strong>O Chuck D (Public Enemy) tem uma frase muito boa, mais ou menos assim: &#8220;Um rapper fala sobre o que sabe. Portanto, se o conhecimento for limitado, obviamente o rap também será limitado&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">É interessante verificarmos que o hip-hop tem feito muita gente pegar em livros, seja para rechear as letras de rap, seja porque através do hip-hop essas pessoas despertaram para a importância de se manterem bem informadas. Ainda estamos longe de ter um número representativo de leitores, mas é bom ver que o fenômeno da leitura está crescendo na periferia, na contramão dos que acreditam que &#8220;o livro vai morrer&#8221; (ideia da qual eu discordo).</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje o hip-hop registra suas próprias memórias não só em grafites e letras de rap, mas também em livros. Hoje temos o movimento da chamada &#8220;literatura marginal&#8221;, temos o Sarau da Cooperifa do revolucionário mestre Sérgio Vaz, além de livros de personalidades importantes do rap. Thaide e DJ Raffa já lançaram biografias, o DJ TR lançou um livro sobre a história do hip-hop no Brasil, o GOG também está preparando um livro&#8230; Acho que estamos num bom caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que, antes, o povão não se identificava com os livros que eram empurrados a eles. Agora, as pessoas se identificam com os livros e os autores porque sabem que aquilo ali é a sua história e que os escritores são pessoas iguais a elas, que falam a sua língua e vivem os mesmos problemas que elas. Ferréz, Sacolinha, Alessandro Buzzo, Sérgio Vaz, Paulo Lins e tantos outros nomes estão ajudando a impulsionar esta coisa maravilhosa chamada leitura, eles estão fazendo muito moleque trocar o cano por um livro. Para estes caras, eu tiro o chapéu e faço reverência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>NOIZ :::</strong> Quais os seus escritores preferidos?</strong><br />
Não sei se tenho escritores preferidos, talvez tenha livros preferidos. Muita literatura brasileira, principalmente Machado de Assis, gênio das palavras. Dele, destaco &#8220;Dom Casmurro&#8221;, &#8220;Memórias Póstumas de Brás Cubas&#8221; e &#8220;O Alienista&#8221;, além de seus contos maravilhosos, como &#8220;A Igreja do Diabo&#8221; e &#8220;A Cartomante&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Também gosto muito de literatura russa, principalmente de Fiódor Dostoiévski &#8211; já li três vezes &#8220;Crime e Castigo&#8221;, que em minha opinião é o melhor livro do mundo. Eu não posso esquecer de mencionar Franz Kafka (“O Processo”, “O Castelo”, “A Metamorfose”), George Orwell (&#8220;1984&#8243;, &#8220;A Revolução dos Bichos&#8221;), Alex Haley &#8220;Malcolm X&#8221; e &#8220;Negras Raízes&#8221;) e todos os autores da literatura marginal brasileira, além dos livros de MV Bill e Celso Athayde.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>NOIZ ::: </strong>Quais as biografias mais legais que você leu? Porquê?<br />
</strong>As mais representativas dentro do hip-hop foram as de Malcolm X e Kunta Kinté (&#8220;Negras Raízes&#8221;), ambas do Alex Haley, que considero leituras indispensáveis. Também fiquei impressionado com &#8220;Fight the Power: Rap, Race and Reality&#8221;, escrito pelo Chuck D, &#8216;meio biográfico&#8217;, mas que não possui versão em português.</p>
<p style="text-align: justify;">De autores brasileiros, destaco os livros de Fernando Morais e Ruy Castro. Uma biografia interessantíssima é &#8220;O Anjo Pornográfico&#8221;, de Ruy Castro, sobre a vida de Nelson Rodrigues. &#8220;Chatô, o Rei do Brasil&#8221;, do Fernando Morais, ajuda a entendermos o funcionamento prostituto da imprensa brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conheça um pouco mais sobre o autor</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Gilberto Yoshinaga (Gilponês), 30 anos, nascido em Mogi das Cruzes (SP).</p>
<p style="text-align: justify;">Entre 1999 e 2001, produziu e apresentou o &#8220;Som das Ruas&#8221;, o primeiro programa a tocar rap nacional na Rádio Unesp de Bauru (SP).</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2001, escreveu o livro-reportagem (não-publicado) &#8220;Resistência, Arte e Política &#8211; registro histórico do rap no Brasil&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Em dois anos consecutivos (1998 e 1999), ganhou prêmios literários na Academia Brasileira de Letras (ABL). Os dois textos premiados faziam alguma menção ao hip-hop.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.myspace.com/sagashuriken">www.myspace.com/sagashuriken</a></p>
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		<title>Triunfo: a ponte do soul para o hip hop</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 02:24:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
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		<description><![CDATA[ Com quase 1,90m de altura Nelson Triunfo chama a atenção por onde passa. O leve sotaque típico de pernambucano do Triunfo vem acompanhado de uma avalanche de histórias. Graças à boa memória, nenhum fato fica sem a referência de data ou local do ocorrido. Em um bate-papo de quase uma hora com a equipe do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="TEXT-ALIGN: justify"> Com quase 1,90m de altura Nelson Triunfo chama a atenção por onde passa. O leve sotaque típico de pernambucano do Triunfo vem acompanhado de uma avalanche de histórias. Graças à boa memória, nenhum fato fica sem a referência de data ou local do ocorrido.</p>
<p>Em um bate-papo de quase uma hora com a equipe do NOIZ, Triunfo explicou, numa análise panorâmica irretocável, tudo o que aconteceu de importante no soul, funk e hip hop nos últimos 30 anos.</p>
<p>A conversa começa logo nos anos 60. Na época, a jovem guarda ditava as regras da música brasileira. Os percussores do movimento Roberto Carlos e Eduardo Araújo bebiam na fonte do soul (a raiz da black music). &#8220;Tinha uma referência forte da música negra que já me chamava atenção para estes caras. Lá fora tinha James Brown, Beatles, Ray Charles e Jimi Hendrix tudo isso ainda nos anos 60. Os anos 70 foram uma consequência dos anos 60&#8243;, disse Triunfo.</p>
<p>Na época, ele era um estudante do ginásio que mudou da Bahia, onde começou os estudos, para Brasília. &#8220;Eu saia de Brasília para ir a bailes no Rio e em São Paulo.  No Rio a gente ia só para comprar o pisante. Aquele sapato estiloso de sola boa para deslizar na pista de dança&#8221;.</p>
<p>Nas viagens  para o Rio ou para São Paulo, o rapaz teve a oportunidade de participar dos bailes mais badalados do país. Era o tempo do baile da Lespan, na Avenida Brasil; do baile de Madureira e do Rocha Miranda. &#8220;Lá iam pessoas como Toni Tornado, Gerson King Combo, Ademir Lemos, Mister Funk Santos e o Big Boy um dos primeiros DJ. Uma geração depois apareceram os caras da Black Rio, Carlos Daffé. Era muita gente boa dançando man&#8221;, lembra.</p>
<p>Além da seleção de estrelas que frequentavam os bailes, muitos craques da dança se divertiam a noite inteira nas pistas. &#8220;A maioria ficou para trás. Alguns saíram depois voltaram, mas só eu fiz a ponte do soul para o hip hop&#8221;.</p>
<p>A ponte começou na rua. Mais precisamente na Rua 24 de maio, no centro de São Paulo. Com um grupo de amigos, Triunfo fazia a roda de dança e improvisava os primeiros versos de rap que se tem notícia.</p>
<p>Em plena ditadura militar, a liberdade e a alegria dos bailes da Chic Show ou do Palmeira eram uma afronta para o regime linha dura. A resposta era violenta. &#8220;Era foda. O baile estava lotado e a polícia jogava bomba de fumaça lá dentro. Depois separaram homem de um lado e mulher de outro&#8221;. Essa cena de guerra aconteceu em 79, num dos bailes da Chic Show, na Brasilândia, zona norte da capital paulista.</p>
<p>E não era só nos bailes que a coisa ficava feia por conta da repressão. &#8220;Na rua, quando eles viam um preto com o cabelão e calça boca-de-sino, a polícia descia soco no estômago e tapa na cabeça&#8221;. Para escapar das blitze da polícia a estratégia eram os &#8220;desvios legítimos&#8221;. &#8220;Ficava sempre alguém de olho enquanto rolava a dança de rua. Se a polícia estava chegando, era dado o alerta e a gente desvia, saia por ali ou por aqui&#8221;.</p>
<p>Nessa mesma época, o rap estava ganhando corpo e força nos Estados  Unidos, seguindo uma linha evolutiva saída direto do soul. &#8220;Aqui era para acontecer à mesma coisa. Era para o rap brasileiro nascer naquele momento, mas aconteceu um problema que atrasou um pouco o negócio&#8221;.<br />
Em 1978 e 1979, a Discoteca invadiu o Brasil e os bailes com a ajuda de uma telenovela da TV. &#8220;Era o tempo de &#8216;abre as suas asas, me leve com voceeeeê&#8217;. Os negos véios não gostavam e deixaram os bailes de lado. Eles queriam mesmo era o soul queriam curtir a batida quebrada e não aquele som de disco&#8221;.</p>
<p>Sem o espaço nos bailes, os rapazes que já eram fãs do hip hop americano e estavam dispostos a montar a cultura de rua por aqui.</p>
<p>&#8220;Em 1983 o movimento já era grande. Foi quando eu saí na Vai-Vai fazendo uns passos de break no meio do desfile. Eu vinha sambando pra caramba e em alguns momentos marcados da letra eu dava um peão e deslizava. A galera ficava louca e a escola ganhou o troféu daquele ano&#8221;.</p>
<p>Nessa época, Triunfo, que morava no centro, passava parte do seu tempo ensaiando um grupo de amigos que fazia um rap que logo caiu no gosto do público. &#8220;Era o Black Junior que cantava &#8220;Mas que linda Estás&#8221;. Eles trabalhavam na feira e iam lá para casa com um monte de frutas. Era um barato&#8221;.</p>
<p>O break e o funk estavam de novo nas pistas. &#8220;O Gilberto Gil então me chamou para participar do clipe da música &#8216;funk-se quem puder&#8217;&#8221;.</p>
<p>No ano seguinte, em 1984, foi a vez do país inteiro cair na dança de rua. Por ironia, com a ajuda de uma telenovela, da mesma emissora que havia atrasado o nascimento do rap. &#8220;A rede Globo me convidou para fazer a coreografia de abertura da novela Partido Alto&#8221;.</p>
<dl id="attachment_1964" class="wp-caption aligncenter" style="width: 583px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_3937.JPG"><img class="size-large wp-image-1964" title="IMG_3937" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_3937-1024x697.jpg" alt="Por Janaína Castelo Branco/siteNOIZ" width="573" height="391" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Por Janaína Castelo Branco/siteNOIZ</dd>
</dl>
</div>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p>Com o break fazendo sucesso, o rap brasileiro também ganhou força. &#8220;No final de 84, eu precisei dar uma parada para cuidar da saúde e fui passar o carnaval na Bahia e Pernambuco. Quando eu voltei, o pessoal que dançava comigo na Rua 24 de maio tinham ido dançar na São Bento&#8221;.</p>
<p>Em 1985 era assim, o pessoal chegava na 24 e perguntava onde é que está o break onde é que é o rap. Nisso todos os olhos se voltavam em direção à estação São Bento do metrô.</p>
<p>&#8220;Foi ali que cresceu tudo. Em 1986 chegaram o Thaíde, o Brown, os outros caras dos Racionais. Era todo sabadão. Todo mundo colando para se divertir&#8221;.</p>
<p>A consagração da São Bento foi em 1993, no primeiro encontro nacional de dança. Colocamos três mil pessoas na São Bento. “Até hoje estão falando desse encontro”.</p>
<p>Além da seleção de estrelas que frequentavam os bailes, muitos craques da dança se divertiam a noite inteira nas pistas. &#8220;A maioria ficou para trás.</p>
<p>Alguns saíram depois voltaram, mas só eu fiz a ponte do soul para o hip hop&#8221;. A ponte começou na rua. Mais precisamente na 24 de maio, no centro de São Paulo. Com um grupo de amigos, Triunfo fazia a roda de dança e improvisava os primeiros versos de rap que se tem notícia.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1966" class="wp-caption aligncenter" style="width: 574px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_3897.JPG"><img class="size-full wp-image-1966" title="IMG_3897" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_3897.JPG" alt="IMG_3897" width="564" height="376" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Por Janaína Castelo Branco/siteNOIZ</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div id="attachment_1968" class="wp-caption aligncenter" style="width: 617px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_3940xx.jpg"><img class="size-large wp-image-1968" title="IMG_3940xx" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_3940xx-1024x850.jpg" alt="Por Janaína Castelo Branco/siteNOIZ" width="607" height="505" /></a><p class="wp-caption-text">Por Janaína Castelo Branco/siteNOIZ</p></div>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>“Fela é uma lenda”</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 15:12:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
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		<description><![CDATA[Final de tarde, dia 15 de outubro, enquanto o mundo comemorava o Fela Kuti Day, eu estava numa estradinha perdida entre  Luziânia (GO) e Brasília tentando pela quinta vez no dia uma entrevista  com o adido cultural da Nigéria no Brasil para falar sobre o mais criativo músico nigeriano, ativista político, criador do afrobeat e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/FELA.jpg"><img class="size-full wp-image-1886  aligncenter" title="FELA" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/FELA.jpg" alt="FELA" width="400" height="387" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Final de tarde, dia 15 de outubro, enquanto o mundo comemorava o Fela Kuti Day, eu estava numa estradinha perdida entre  Luziânia (GO) e Brasília tentando pela quinta vez no dia uma entrevista  com o adido cultural da Nigéria no Brasil para falar sobre o mais criativo músico nigeriano, ativista político, criador do afrobeat e revolucionário Fela Kuti, homenageado da semana aqui no Groove Livre.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://groovelivre.wordpress.com/2009/10/17/fela-e-uma-lenda/" target="_blank"><span style="color: #ff0000;"><strong>CLIQUE AQUI</strong></span></a> e confira a breve entrevista feita para o Groove Livre, blog de Serjão Carvalho, também colaborador do NOIZ.</p>
<p>&gt; <a href="http://noiz.com.br/2009/10/17/fela-day-in-rio/" target="_blank"><strong><span style="color: #ff0000;">Leia também o texto de João Xavi: &#8220;Fela Day in Rio&#8221;</span></strong></a></p>
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		<title>Uma câmera na mão e uma verdade para contar</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 02:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
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		<description><![CDATA[Criolo Doido: ator em Profissão MC]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um coração dividido entre dois caminhos. Uma decisão urgente a ser tomada, sem muito tempo para pensar. É preciso agir e escolher um caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">É para esse dilema que o filme “Profissão MC” leva o espectador. Filmado com apenas uma câmera, em cerca de dez dias e sem nenhum tostão de apoio cultural, a obra dirigida por Alessandro Buzo e Toni Nogueira é a prova que não é preciso dinheiro ou superprodução para botar nas ruas um filme pungente que transborda realidade.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/novidades/cinema-profissao-mc.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p style="text-align: justify;">O filme, com roteiro de Buzo, conta a história do personagem Criolo Doido, interpretada pelo próprio, o mestre de cerimônia idealizador da Rinha dos MCs.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1855" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/ProfissaoMC006.jpg"><img class="size-full wp-image-1855" title="ProfissaoMC006" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/ProfissaoMC006.jpg" alt="Cena do filme Profissão MC - Serjão Carvalho/30mar2009" width="640" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Gravação de cena do filme Profissão MC - por Serjão Carvalho/30mar2009</p></div>
<p style="text-align: justify;">Morador de uma favela no extremo leste da capital paulista e há oito meses desempregado. A vida do personagem é cheia de problemas de difícil solução e a corda no pescoço fica ainda mais apertada quando surge a notícia da gravidez da namorada.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse ponto, o coração do personagem e o roteiro do filme se dividem entre duas escolhas cruciais. Seguir o caminho da hip hop e se tornar um MC ou aceitar o convite para ser microempresário de substâncias entorpecentes à margem da lei. Entre a biqueira e o microfone está o destino do personagem.</p>
<p style="text-align: justify;">“Um dia eu estava em casa dormindo e o telefone tocou. Era o Buzo querendo trocar uma ideia e propor uma parada. Como nem sempre o sinal do celular pega bem no Grajaú, eu subi na laje pra ouvir melhor a proposta. Ele falou: &#8216;Eu vou fazer um filme e quero você como protagonista, topa? Eu topei na hora. Foi uma honra”, conta Criolo Doido.</p>
<p style="text-align: justify;">A identificação com o personagem se deu naturalmente, enquanto Buzo explicava o roteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">“A minha realidade e a de muitos que moram na periferia não é nada diferente do filme. No caminho de casa até o ponto de ônibus, às 5h da manhã, eu vejo muitos manos que estão vivendo essa realidade”, disse.<br />
Realidade e verdade são duas palavras que vêm à mente durante a projeção do filme. Captado com apenas uma câmera, sem atores profissionais, filmado na comunidade D&#8217;avó no Itaim Paulista, o filme tem muitos elementos de documentário.</p>
<p style="text-align: justify;">“O mais emocionante foi ver que as pessoas da comunidade se interessaram pelo nosso trabalho. Durante as filmagens elas acompanhavam atentas e no intervalo aplaudiam. Elas perceberam que aquele momento era o resgate da dignidade delas. Era a verdade contata do nosso jeito”, comentou Criolo Doido.</p>
<p style="text-align: justify;">O caminho do crime, no filme, é apresentado ao Criolo Doido pelo Das Antigas, chefão do tráfico e fornecedor de entorpecentes da região. O caminho do rap, é defendido por Dandan, interpreto pelo próprio, DJ Dandan, que acredita no pontencial artístico do amigo – como na realidade, quem o conhece sabe, que ele acredita e aposta em muita gente nova. Os dois desfechos estão na obra.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme, apesar de dramático, tem momentos de humor e descontração, que levaram o público às gargalhadas, principalmente nas falas do personagem Alemão, assistente do Criolo Doido no empreendimento de entorpecentes. São dele pérolas como “Criolo, estou contigo, eu só respiro porque você respira” ou “Livro é bom. Se eu soubesse ler, lia um também”.</p>
<p style="text-align: justify;">O esforço principal do filme é passar uma mensagem positiva. A própria realização do projeto sem apoio financeiro serve de exemplo para outros projetos. “É uma questão de absorver a técnica disponível e viabilizar o acesso aos equipamentos. Ninguém melhor do que nós mesmos para contar nossas histórias”, conclui o MC. A sessão de lançamento do filme, nesta terça, dia 13, na Matilha Cultura (Rua Rego Freitas, 542, República &#8211; SP), reuniu atores, rappers, grafiteiros, jornalistas, djs e muitos moradores do Grajaú (a quebrada do Criolo Doido). O rapper Kamau definiu em poucas palavras a sua opinião sobre o filme “Muito louco”, disse sem esconder a satisfação.</p>
<p>Confira abaixo o programa Trama/Radiola da TV Cultura com Criolo Doido</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/novidades/cinema-profissao-mc.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p> <p><a href="http://noiz.com.br/novidades/cinema-profissao-mc.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
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