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	<title>Noiz &#187; Matérias</title>
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	<description>Noiz Cultura Urbana</description>
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		<title>Fora de Órbita Beatz em Salvador</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 16:49:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Nóiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto e fotos: Fernando Gomes (http://www.flickr.com/fernandogomes) Na noite desta sexta, 22 de julho, aconteceu em Salvador a segunda edição da festa Fora de Órbita Beatz. Desta vez, o Sankofa African Bar, no Pelourinho, foi o cenário da guerra de bumbos, caixas, timbres, loops e samples dos beatmakers selecionados previamente por meio de votação no site [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Texto e fotos:</strong> Fernando Gomes (<a href="http://www.flickr.com/fernandogomes" target="_blank">http://www.flickr.com/fernandogomes</a>)</p>
<p>Na noite desta sexta, 22 de julho, aconteceu em Salvador a segunda edição da festa<br />
Fora de Órbita Beatz. Desta vez, o Sankofa African Bar, no Pelourinho, foi o cenário<br />
da guerra de bumbos, caixas, timbres, loops e samples dos beatmakers selecionados<br />
previamente por meio de votação no site da festa (<a href="http://positivoz.com/foradeorbita" target="_blank">http://positivoz.com/foradeorbita</a>).</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DJ-Gug-e-Jorjão-Bafafé-em-ação.jpg"><br />
</a><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DJ-Jarrão.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-7989" title="DJ Jarrão" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DJ-Jarrão-490x326.jpg" alt="" width="490" height="326" /></a></p>
<p>Além dos beatmakers convocados &#8211; Victor Haggar, Alex Draumar, Lone, Diego 157,<br />
Gurih e Servo -, esta edição contou com a presença internacional do DJ Big T, que<br />
trouxe da Suíça um set especial para a Fora de Órbita. Outro destaque da festa foi a<br />
apresentação do homenageado Jorjão Bafafé, percussionista que, junto com DJ Gug,<br />
protagonizou um momento histórico de interação entre tambores e toca-discos.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DJ-Gug-e-Jorjão-Bafafé-em-ação.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-7988" title="DJ Gug e Jorjão Bafafé em ação" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DJ-Gug-e-Jorjão-Bafafé-em-ação-490x326.jpg" alt="" width="490" height="326" /></a></p>
<p>Num clima de forte energia, a final foi disputada entre Diego 157 e Victor Haggar, com<br />
Diego sagrando-se campeão. O grupo Versu2 fez um breve show coletando imagens<br />
para o seu próximo videoclipe (da música Meu Habitat) e o DJ Jarrão foi responsável<br />
por encerrar essa noite de celebração à boa música.</p>
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		<title>Para reciclar a nós mesmos</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jun 2011 15:18:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Nóiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Lara Marx Paulo Fagner da Silva Ávila carrega no nome e nos traços, a família que o apresentouaos ritmos da raiz negra. De Cuiabá, envolvido em movimentos sociais desde 1996, herdou o nome sob o qual expõe ideias e vivências, em letras e sons fundidos no movimento hip hop: Linha Dura. Antes integrante de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Lara Marx</p>
<p>Paulo Fagner da Silva Ávila carrega no nome e nos traços, a família que o apresentouaos ritmos da raiz negra. De Cuiabá, envolvido em movimentos sociais desde 1996, herdou o nome sob o qual expõe ideias e vivências, em letras e sons fundidos no movimento hip hop: Linha Dura. Antes integrante de uma banda de hardcore, o músico escolheu o rap pela proximidade que o ritmo tem das comunidades. Hoje, canta a mistura, a diversidade, a tradição e a autenticidade.<br />
Na última quinta-feira (23), esses elementos foram parte da programação do Projeto</p>
<p>Estéreo Saci (<a href="http://itaucultural.org.br/estereosaci" target="_blank">itaucultural.org.br/estereosaci</a>), do Itaú Cultural, que apresentou o show de Linha Dura com a participação de Família Gângsters, Rappin&#8217; Hood e Arcanjo Ras. O Projeto, iniciado como uma web-rádio sobre os movimentos da música brasileira, adquiriu um novo patamar em 2011 e traz o tema &#8220;Lixo, Moda e Preconceito&#8221;, também em debates e oficinas, o que dialoga com a visão de Linha Dura sobre o que desenvolve: &#8220;acho que o inconformismo define bem o meu trabalho, de uma pessoa que acredita que a gente pode viver num mundo legal, sem tirar ninguém, sem explorar ninguém&#8221;.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7861" title="2" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/2.jpg" alt="" width="490" height="328" /></a></p>
<p>Antes da música invadir a Sala Itaú Cultural, os aplausos nos bastidores indicaram duas possíveis interpretações: a previsão do sucesso que viria a mostrar-se o MC em palco; e um flash da energia e emoção extrema que o show por completo iria transbordar. O cenário, composto por 800 kg de lixo que serão destinados à reciclagem, também anunciava a palavra que marcaria a passagem: transformação.</p>
<p>O DJ Valenz puxou a ressonância de aplausos e a batida ritmada quando a música &#8220;Identidade&#8221;</p>
<p>abriu a apresentação de Linha Dura, que constrói a música pela mistura dos cantos tradicionais cuiabanos, do gingado Siriri ao improvisado Cururu. O instrumental intimista, de bateria suave e solos precisos da banda Família Gângster revelou a sintonia entre os músicos, que ensaiaram com Linha Dura apenas no dia do show. Com elementos de ska, a sequência &#8220;Estátua&#8221;, &#8220;Sentimento Reflexo&#8221; e &#8220;Direção&#8221;, mostrou que o MC é guiado pela “certeza de que a realidade está aí para ser modificada”(palavras de Paulo Freire, citadas ao vivo).</p>
<p>Com Arcanjo Ras, as &#8220;Vibrações Positivas&#8221; do reggae ocuparam o ar do Itaú Cultural. O fogo estava presente no canto e na linguagem de movimento dos músicos. &#8220;Sou um fã do Arcanjo&#8221;, declara Linha Dura, que vai lançar o trabalho de Ras pelo selo Todavida.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/l.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-7863" title="l" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/l-490x400.jpg" alt="" width="490" height="400" /></a></p>
<p>Salta aos olhos e ouvidos que, para o rapper, dividir o palco e o ritmo com o parceiro de composição Rappin&#8217; Hood é como integrar uma amálgama. &#8220;Desde criança eu ouço Rappin&#8217; Hood, foi um presente do [Edson] Natale, acho que agora vamos construir várias frentes&#8221;, explicou o rapper de Ciuabá. A junção da música brasileira com o Hip Hop, unindo o local e o universal, é o motivo destacado por Rappin&#8217; como determinante para tornar o trabalho de ambos muito próximos.</p>
<p>O encerramento em celebração deixou o recado: &#8220;do luxo se faz moda, do lixo a gente debate o preconceito. Na verdade, temos que reciclar a nós mesmos&#8221;.</p>
<p>A busca da verdade que nomeia o próximo disco de Linha Dura, a ser lançado em agosto deste ano, continuou reverberando em São Paulo com a apresentação na Casa Fora do Eixo no domingo.</p>
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		<title>Emicida encerra temporada do Viva Voz no Oi Futuro</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jun 2011 19:04:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Nóiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>

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		<description><![CDATA[Rapper se apresenta nos dia 24 e 25 de Junho no Oi Futuro Ipanema as 21hs Fotos:  Dani Gurgel e Patrick Será a última apresentação de Emicida no Rio de Janeiro antes do Rock In Rio e para ocasião o Rapper convida também a cantor Fabiana Cozza Cria da Zona Norte de São Paulo, Emicida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em>Rapper se apresenta nos dia 24 e 25 de Junho no Oi Futuro Ipanema as 21hs</em></p>
<p><strong>Fotos:  Dani Gurgel e Patrick</strong></p>
<p>Será a última apresentação de Emicida no Rio de Janeiro antes do Rock In Rio e para ocasião o Rapper convida também a cantor Fabiana Cozza</p>
<p>Cria da Zona Norte de São Paulo, Emicida surgiu no cenário rap em 2006, ao se destacar em torneios de freestyle, e teve uma trajetória meteórica. Depois de um single (Triunfo – 2008) e uma mixtape (Pra Quem Já Mordeu um Cachorro Por Comida Até Que Eu Cheguei Longe – 2009), o rapper chegou a 2010 já como referência do hip hop nacional, ao lançar o badalado CD Emicidio. Seu talento poderá ser conferido ao vivo nos dias 24 e 25 no Oi Futuro Ipanema, às 21h, no Projeto Viva Voz. Estas apresentações serão a última oportunidade de os cariocas conferirem o show de Emicida antes do Rock in Rio onde o Mc vai se apresentar ao lado de Martinho da Vila e Cidade Negra.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/4625425597_64b7b4cb28.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-7819" title="4625425597_64b7b4cb28" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/4625425597_64b7b4cb28-490x326.jpg" alt="" width="490" height="326" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Com seu estilo provocador, Emicida chamou a atenção de ouvintes que nunca haviam se interessado pelo rap e ajudou a renovar o público deste estilo musical no Brasil. O rapper foi destaque nos principais jornais do Brasil e em programas de TV, como o Altas Horas e o Programa do Jô, da Rede Globo. Ele também foi capa da revista TRIP e teve o clipe de uma de suas músicas (Rua Augusta) em primeiro lugar no TOP 10 da MTV.</p>
<p>Em recente turnê pelos Estados Unidos, Emicida se apresentou no festival Coachella e gravou um EP em Nova Iorque, com os renomados produtores K Salaam &amp; Beatnik. No Brasil, o rapper já participou dos principais festivais de música, como o Lupaluna, em Curitiba, e o Urban Music Festival, em São Paulo.</p>
<p>Sobre Fabiana Cozza</p>
<p>&#8220;A paulistana Fabiana Cozza, tem se destacado como uma das mais importantes intérpretes do Brasil.<br />
Nos últimos anos, Fabiana tem sido convidada por ícones da música brasileira e internacional para turnês e gravações. Entre eles destacam-se: João Bosco, Chico César, Zimbo Trio, Francis Hime, Sadao Watanabe, Carlos Lyra, Dona Ivone Lara, Ivan Lins, Nei Lopes, Almir Guineto, Leci Brandão, Tom Zé e Orquestra Jazz Sinfônica. De sua geração, Fabiana tem dividido o palco com parceiros e admiradores como a cantora Maria Rita, o rapper Rappin Hood, os paulistanos do Quinteto em Branco e Preto e Emicida.&#8221;</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/4525043093_b60eccc2b4.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-7818" title="4525043093_b60eccc2b4" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/4525043093_b60eccc2b4-490x275.jpg" alt="" width="490" height="275" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Sobre o Oi Futuro</p>
<p>O Oi Futuro tem a missão de democratizar o acesso ao conhecimento para acelerar e promover o desenvolvimento humano. O principal foco das ações do instituto de responsabilidade da Oi é a promoção de um futuro melhor para os brasileiros, reduzindo distâncias geográficas e sociais. Os programas Oi Tonomundo, Oi Kabum! (escolas de arte e tecnologia), NAVE e Oi Novos Brasis atendem 600 mil crianças e jovens, desenvolvendo metodologias educacionais inovadoras, promovendo a inclusão digital e fornecendo conteúdo pedagógico para a formação de professores e educadores da rede pública. O Oi Conecta, um programa em parceria com o Governo Federal, leva banda larga a mais de 40 mil escolas públicas, beneficiando cerca de 26 milhões de alunos. Na área cultural, O Oi Futuro atua como gestor do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, mantém dois espaços culturais no Rio de Janeiro (RJ) e um em Belo Horizonte (MG), além do Museu das Telecomunicações nas duas cidades. O Oi Futuro apoia, ainda, projetos aprovados pela Lei de Incentivo ao Esporte. A Oi foi a primeira companhia de telecomunicações a apostar nos projetos sócio-educativos inseridos na nova Lei.www.oifuturo.org.br.</p>
<p>SERVIÇO</p>
<p>Emicida part. Fabiana Cozza</p>
<p>Dias 24 e 25 de junho, às 21h.</p>
<p>Oi Futuro em Ipanema, Rua Visconde de Pirajá, 54.</p>
<p>Tel: 3201-3010</p>
<p>Ingressos: R$ 15</p>
<p>Classificação Etária 14 anos</p>
<p>A meia entrada é vendida apenas com apresentação da carteirinha e/ou documento de identificação no ato da compra.</p>
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		<title>Ingovernável/Inclassificável</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 17:52:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Nóiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Criolo lança seu elogiado álbum Nó na Orelha e não abandona seu DNA rap. ao contrário: bota o rap novamente em sintonia com os anseios de outros públicos Por Velot Wamba Fotos Luciana Faria Certa feita, em um grande jornal de São Paulo, Emicida escreveu um texto interessante sobre o Criolo (agora sem o Doido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Criolo lança seu elogiado álbum Nó na Orelha e não abandona seu DNA rap. ao contrário: bota o rap novamente em sintonia com os anseios de outros públicos</em></p>
<p><strong>Por Velot Wamba<br />
Fotos Luciana Faria</strong></p>
<p><strong><br />
</strong><br />
Certa feita, em um grande jornal de São Paulo, Emicida escreveu um texto interessante sobre o Criolo (agora sem o Doido que acompanhava sua alcunha), onde o comparava ao Ney Matogrosso. Honraria à parte, no primeiro show pós-lançamento de seu álbum, Nó Na Orelha, a comparação ganha certo sentido na medida que o artista mantém intacta sua performance/traço de autor passando por diversos estilos musicais, mas, penso em outra palavra para defini-lo: ingovernável. Até porque as diferenças começam no fato que Criolo escreve suas próprias canções &#8211; ainda que evidentemente a mão de Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman, os produtores, esteja o tempo todo presente.<br />
O show da última quarta-feira no SESC Vila Mariana, poderia até ser ruim &#8211; o que não foi o caso -, mas o que importa é que aquela audiência “precisava” ouvir aquilo. Criolo é desses casos que, tendo anos de caminhada e disco nas costas, desponta em determinada situação de forma que pareça ser uma grande novidade, um fato novo na música.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_5167-1-1_lucianafaria.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-7693" title="IMG_5167-1-1_lucianafaria" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_5167-1-1_lucianafaria-490x326.jpg" alt="" width="490" height="326" /></a></p>
<p>A simples presença no palco, inicialmente sozinho e declamando a poesia “Lantejoula” já deu a letra do que viria: apresentação vibrante, sempre no limite, o Criolo nos lembrando que ainda é o mesmo doido da época da Rinha. Com a casa cheia e a plateia jogando muito a favor, veio “Mariô”, única parceria do álbum, com Kiko Dinucci (também presente na banda do show), “Sucrilhos”, quando DJ Dan Dan, seu comparsa de Rinha sai das picapes e se junta ao Criolo para comandar a galera que sai das poltronas do teatro e vai pra frente.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_5406-1_lucianafaria.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-7697" title="IMG_5406-1_lucianafaria" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_5406-1_lucianafaria-490x326.jpg" alt="" width="490" height="326" /></a></p>
<p>As faixas do álbum foram apresentadas a maioria com arranjos um tanto quanto alterados, Criolo mudou de figurino, dançou, correu pelo palco, urrou descontroladamente na catártica e sintomática “Não Existe Amor em SP”, defendeu sua bandeira, o rap, em diversos momentos, citou herois da cultura do “outro lado da ponte”, como Sérgio Vaz, Alessandro Buzo, Consciência Humana, SNJ, RPW, Facção Central, entre outros.</p>
<p>De novidade, teve o som “Para Mulato”, presente no álbum Memórias Luso/Africanas, de Gui Amabis, e um clássico do romantismo musical, “Domingo à Tarde”, de Nelson Ned.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_5208-1_lucianafaria.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-7694" title="IMG_5208-1_lucianafaria" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_5208-1_lucianafaria-490x326.jpg" alt="" width="490" height="326" /></a></p>
<p>No bis, Criolo voltou com Kiko Dinucci ao palco e cantou a inédita “Olhos de Safira” e encerrou a fartura  de forma apoteótica com o rap “Cerol”, cantada em coro por seus fãs de outros carnavais, um dos hinos informais do rap paulistano.</p>
<p>Quando Criolo pede para que seus pais se levantem, os dois visivelmente emocionados, e fala “Pai, mãe, essa vitória é nossa!”, o sentimento é de vitória compartilhada pelos mais de 500 mil manos que fazem arte nas periferias Brasil afora, dos saraus às rodas de samba, dos MCs aos grupos de teatro. Como Criolo falou pra mim em uma entrevista, “eu sou abençoado por me estenderem as mãos. O que mais tem nesse país é gente talentosa”. Fica a dica.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_5290-1_lucianafaria1.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-7700" title="IMG_5290-1_lucianafaria" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/06/IMG_5290-1_lucianafaria1-490x326.jpg" alt="" width="490" height="326" /></a></p>
<p>Um artista razoavelmente articulado, com gana e o típico “sorriso no rosto e punho cerrado”, tal qual do poema de Sérgio Vaz, por si só, é um feito em São Paulo, que vive um momento de “sapatenização” (nem tão lá nem tão cá, um formato na medida para os caretas e os ousados) desassombrada na música, feliz, “desencanados”. Criolo chega, grita, bate cabeça, esmerilha em diversos formatos de canção, e reafirma a vigência da escritura rap. E, dentre os diversos possíveis recados espalhados no disco e no show, há dois a destacar: “Fique atento irmão, quando te oferecem o caminho mais fácil” e “O mundo real não é o rancho da pamonha”. Ingovernável para os padrões do que se espera de um cantor, não só de um MC.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/materias/ingovernavelinclassificavel.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
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		<title>Lançamento do videoclipe &#8220;Pretin&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Mar 2011 01:52:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Nóiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se você não pode comparecer no show de lançamento do clipe &#8220;Pretin&#8221;, confira agora no NOIZ como foi a festa. Por: Iuri Salles Fotos: Bruna Oliveira “Flora! Flora! Flora!”, era o que gritava o público presente no StudioSP, casa na rua Augusta, assim que perceberam que a musa do rap nacional iria iniciar o show [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Se você não pode comparecer no show de lançamento do clipe &#8220;Pretin&#8221;, confira agora no NOIZ como foi a festa.</em></p>
<p><strong>Por: Iuri Salles</strong></p>
<p><strong>Fotos: Bruna Oliveira</strong></p>
<p>“Flora! Flora! Flora!”, era o que gritava o público presente no StudioSP, casa na rua Augusta, assim que perceberam que a musa do rap nacional iria iniciar o show de lançamento do videoclipe &#8220;Pretin&#8221;, que ocorreu na madrugada de terça, 22 de março, para quarta-feira. Acompanhada pela Karol de Souza e Karol Konka, as mulheres colocaram a festa toda para dançar.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/03/IMG_3292.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6904" title="IMG_3292" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/03/IMG_3292-490x326.jpg" alt="" width="490" height="326" /></a></p>
<p>Flora Matos passeou entre seus hits e músicas inéditas, ainda houve espaço para as meninas (Karol Souza e Karol Konka) cantarem suas próprias canções. No momento mais aguardado do show, quando o clipe seria transmitido para os presentes, Flora não escondeu o nervosismo, era possível ver a MC sussurrando frases do tipo: &#8220;Ai meu Deus&#8221; e &#8220;Vamos que vamos&#8221;. Mas toda essa apreensão foi se diluindo com a aprovação imediata dos expectadores, após o término do clipe, Flora desceu do palco bateu fotos e atendeu todos fãs que foram parabenizá-la.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/03/IMG_3254.jpg"></a><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/03/IMG_3345.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6905" title="IMG_3345" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/03/IMG_3345-490x326.jpg" alt="" width="490" height="326" /></a></p>
<p>O clipe vem com cores vibrantes e é muito bonito visualmente, está realmente acima da média. Quem torce pelo rap nacional saiu com as melhores expectativas de lá. A noite começou com rock n&#8217;roll, isso mesmo: rock. A banda Do Amor do Rio Janeiro com um som bem eclético, que vai do Indie Rock ao Brega, agradou os ouvintes &#8220;Aqui você encontra o que você quiser, samba rock, carimbó, lambada, tudo&#8221; disse ao site NOIZ, Marcelo Callado baterista do grupo. Na sequência, entrou outro grupo de rock, Nevilton, que levantou a casa cantando &#8220;Viver em paz com quem quer que seja ouvindo música e bebendo cerveja&#8221; refrão da música &#8220;Paz e Amores&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/03/IMG_3254.jpg"></a><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Flora-Matos-e-Karol-Conká.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-7120" title="Flora Matos e Karol Conká" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Flora-Matos-e-Karol-Conká-326x490.jpg" alt="" width="389" height="584" /></a></p>
<p>Nos intervalos quem quebrava tudo era o DJ brasiliense Barata.</p>
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		<title>Inquérito lança disco na Livraria Suburbano Convicto</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 15:55:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Nóiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Além do lançamento na livraria do escritor Alessandro Buzo, o grupo participa de um chat na Rede TV e de um lançamento especial na loja Via Hip-Hop São Paulo, SP &#8211; Poesias, músicas, livros, discos e todo acervo relacionado a cultura Hip-Hop. Assim é a Livraria Suburbano Convicto, que no próximo dia 13 de janeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Além  do lançamento na livraria do escritor Alessandro Buzo, o grupo  participa de um chat na Rede TV e de um lançamento especial na loja Via  Hip-Hop</em></p>
<p>São  Paulo, SP &#8211; Poesias, músicas, livros, discos e todo acervo relacionado a  cultura Hip-Hop. Assim é a Livraria Suburbano Convicto, que no próximo  dia 13 de janeiro (quinta-feira), se transforma em palco para o  lançamento do CD Mudança, do Inquérito.</p>
<p>Da região  metropolitana de Campinas, o grupo coloca nas ruas a segunda remessa do  CD, que lançando no dia 20 de novembro de 2010, esgotou o primeiro lote  em apenas uma semana.</p>
<p>A ideia de fazer o  lançamento dentro da livraria, considerada também um ponto da cultura Hip-Hop no centro da cidade de São Paulo, é deixar o artista mais  próximo de seu público, como justifica Alessandro Buzo, o proprietário  do espaço. <em>“Quando um  grupo lança um CD num show, muitas vezes o público não vê nem o CD, não  troca ideia com o artista e na livraria isso é diferente. A junção do  rap com a literatura é normal, é o foco da nossa livraria, lado a  lado, tipo irmão”</em>, pontua.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/01/OgAAADlQDryFcDQF-vVYMu_GzWK5L4hj8sSTvmHu8LtrwB8la45pTepbxRgcg5NsuWSrFfRk2e5ARpJ9Qr_2Mu6o0Y4Am1T1ULA6JXzBXbMzOhOf-r_EwNF8Z7NS.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5743" title="OgAAADlQDryFcDQF-vVYMu_GzWK5L4hj8sSTvmHu8LtrwB8la45pTepbxRgcg5NsuWSrFfRk2e5ARpJ9Qr_2Mu6o0Y4Am1T1ULA6JXzBXbMzOhOf-r_EwNF8Z7NS" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/01/OgAAADlQDryFcDQF-vVYMu_GzWK5L4hj8sSTvmHu8LtrwB8la45pTepbxRgcg5NsuWSrFfRk2e5ARpJ9Qr_2Mu6o0Y4Am1T1ULA6JXzBXbMzOhOf-r_EwNF8Z7NS.jpg" alt="" width="490" height="326" /></a></p>
<p>Desta união já surgiu uma parceria entre o escritor e <strong>Renan Inquérito</strong>, líder do grupo, que em 2007, participou do primeiro volume da coletânea <em>Pelas Periferias do Brasil</em>, que reuniu autores de todo país numa obra literária.</p>
<p>Para o rapper, lançar o novo disco no espaço tem tudo a ver. <em>“O  rap e a literatura caminham juntos, sobretudo a literatura marginal,  que serve tanto de matéria prima para minhas letras. Sou um profundo  admirador e divulgador desse movimento literário. Acho fantástico e em  todo disco insiro alguma coisa”</em>, conta.</p>
<p>A declaração do MC é confirmada pela música <strong>Poucas Palavras</strong>, presente no novo disco, que faz uma homenagem aos comunicadores da periferia.</p>
<p>Assim, o lançamento do disco Mudança abre a agenda de rap na livraria Suburbano Convicto em 2011.</p>
<p>No  último ano, artistas como RAPadura, Central Brasileira do Flow,  Emicida, Fino du Rap, entre outros, como Izzy Gordon, passaram pelo  espaço para lançar os álbuns.<a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/01/OgAAADlQDryFcDQF-vVYMu_GzWK5L4hj8sSTvmHu8LtrwB8la45pTepbxRgcg5NsuWSrFfRk2e5ARpJ9Qr_2Mu6o0Y4Am1T1ULA6JXzBXbMzOhOf-r_EwNF8Z7NS.jpg"><br />
</a></p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/01/RENAN-INQUÉRITO_redimensionada.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5745" title="RENAN INQUÉRITO_redimensionada" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/01/RENAN-INQUÉRITO_redimensionada.jpg" alt="" width="427" height="640" /></a></p>
<p><strong>Inquérito em São Paulo</strong></p>
<p>Após realizar o  lançamento na livraria Suburbano Convicto, o grupo Inquérito participa,  no dia seguinte – 14 de janeiro – de um chat no grupo de comunicação<strong> Rede TV !</strong></p>
<p>O objetivo é apresentar o trabalho do grupo e promover a interação com os internautas, que podem fazer perguntas em tempo real.</p>
<p>No encontro, o Inquérito divulga o novo disco, <strong>MUDANÇA</strong>, que traz 20 faixas, com seis participações especiais de músicos como RAPadura, DBS, Realidade Cruel, Emicida, Cagebê e Dexter.</p>
<p>Para finalizar a semana, no sábado – 15 de janeiro – a partir das 14h, o <strong>Inquérito </strong>autografa os CDs na loja Via Hip-Hop, na galeria do rap na Rua 24 de maio.</p>
<p>Os três eventos  fazem parte do calendário de divulgação do grupo, que inicia 2011 mais  próximos dos fãs, participando de encontros diferenciados, como estes.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/01/lançamento-Inquérito-no-Buzo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5744" title="lançamento Inquérito no Buzo" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2011/01/lançamento-Inquérito-no-Buzo.jpg" alt="" width="490" height="692" /></a></p>
<p><strong>Serviço – </strong>O  lançamento na acontece na Livraria Suburbano Convicto, no dia 13 de  janeiro às 19h. O espaço está localizado a rua Treze de Maio, 70,  Bixiga.</p>
<p>Já o chat acontece no dia 14 de janeiro, ás 17h e pode ser acompanhado pelo site <a href="http://www.redetv.com.br/" target="_blank">www.redetv.com.br</a>.</p>
<div>O  lançamento na loja Via Hip-Hop está marcado para as 14h do sábado, dia  15 de janeiro, na galeria do rap localizada a rua 24 de maio, no centro  de São Paulo.</div>
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		<title>2010 &#8211; 3ª e ultima Parte &#8211; O que melhor Rolou( Discos Além Rap)</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Dec 2010 17:57:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Nóiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Editor do NOIZ escolhe os discos &#8211; e outros artigos &#8211; que fizeram sua cabeça dentro do hip hop e algumas boas novas para além. Por: Velot Wamba Confira Parte I http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html Confira Parte II http://noiz.com.br/materias/2010-parte-2-o-que-de-melhor-rolou-livros-hqs.html Não sou chegado a listas em geral, e faço uma série de PORÉNS aos que lerão a lista: 1. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Editor do NOIZ escolhe os discos &#8211; e outros artigos &#8211; que fizeram sua cabeça dentro do hip hop e algumas boas novas para além.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><em><strong>Por: </strong>Velot Wamba</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><strong> Confira Parte I </strong><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html" target="_blank">http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html</a></p>
<p><strong> Confira Parte II </strong><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-parte-2-o-que-de-melhor-rolou-livros-hqs.html" target="_blank">http://noiz.com.br/materias/2010-parte-2-o-que-de-melhor-rolou-livros-hqs.html</a></p>
<p>Não sou chegado a listas em geral, e faço uma série de PORÉNS aos que lerão a lista:</p>
<p>1. Não há ordem de importância na lista;</p>
<p>2. Pode ter algo eventualmente lançado em 2009, mas que eu tenha conhecido apenas em 2010;</p>
<p>3. Esta lista é PESSOAL e não reflete a posição do site como um todo;</p>
<p>4. Espero que os leitores adicionem mais discos/singles/mixtape/livros/etc nos comentários;</p>
<p>5. Resolvi colocar alguns itens “além rap” pela simples e genuína vontade de compartilhar boas novas com vocês;</p>
<p>6. A lista definitivamente não dá conta do hip hop brasileiro e fatalmente dirá respeito ao que rola no eixo Sul do país (QUEREMOS COLABORADORES DE OUTRAS REGIÕES);</p>
<p>7. Está cheio de listas similares espalhadas pela net melhores/mais bem informadas por aí.</p>
<p>Com tudo isto em vista, acredito que a razão de existir da lista foi uma maneira de botar em ordem na minha cabeça tudo que rolou por aí e compartilhar com os leitores e ajudá-los a fazer o mesmo exercício.</p>
<p>O hip hop vai bem obrigado &#8211; ótimos grupos de dança em todo o país, beatmakers surgindo aos montes, grupos fantásticos aparecendo, mídia especializada cada vez mais forte &#8211; e 2011 promete muito.</p>
<p>Continuem conosco lendo/criticando/comentando e, mais importante, participando dessa cultura. A rua é noiz mais uma vez!</p>
<p><strong>M.Takara 3  &#8211; Sobre Toda e Qualquer Coisa</strong> . Discaço pra quem tá com vontade de encarar desafios. Maurício Takara conseguiu com este álbum criar uma linguagem genuinamente própria e desconcertante, um álbum onde a percussão e os elementos eletrônicos dialogam de um jeito único, gerando atração e estranhamento.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-3%c2%aa-e-ultima-parte-o-que-melhor-rolou-discos-alem-rap.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=IhSU8ZvN8uA" target="_blank"></a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Mateus Aleluia &#8211; Cinco Sentidos</strong>. Ele foi membro d’Os Tincoãs, um trio vocal fantástico que criou as melhores músicas brasileiras de inspiração afro-religiosa. Fuçando na net você acha toda a discografia que é boa de cabo a rabo. Eis que esse ano Mateus ressurge, voz e violão, acompanhado de muitos bambas, e solta um disco lindaço, de emocionar muito &#8211; como blues antigo, diria um Mano Brown. Olha o vídeo aí, com a canção “Cordeiro de Nanã”, que está nesse álbum. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=XqPWV0M8B-o" target="_blank"></a></p>
<p><p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-3%c2%aa-e-ultima-parte-o-que-melhor-rolou-discos-alem-rap.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>NX Zero &#8211; Projeto Paralelo</strong>. 6 anos depois do Linkin Park se juntar ao Jay-Z e colocar o raprock de novo em pauta, o grupo (emo?) NX Zero juntou MCs brasileiros e estrangeiros e lançou um álbum que causou polêmica no universo do hip hop. Entra na lista por botar o rap de novos MCs na cena da música pop. E ver como o público &#8211; tanto o do NX Zero quanto o do rap &#8211; reagem à “novidade”.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=mpRDtlWQxBs" target="_blank"></a></p>
<p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-3%c2%aa-e-ultima-parte-o-que-melhor-rolou-discos-alem-rap.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>Marcelo D2 Canta Bezerra da Silva.</strong> D2 criou coragem, respirou fundo e encarou o desafio de interpretar sucessos de um sambista que só tinha sucessos e falava sem intermediários com o povo &#8211; tivesse rádio ou não a seu favor. Não é uma obra-prima, mas não faz feio também.</p>
<p><p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-3%c2%aa-e-ultima-parte-o-que-melhor-rolou-discos-alem-rap.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=X1YLf4tgggg" target="_blank"><strong> </strong></a></p>
<p><strong>Juca Culatra e o Power Trio &#8211; s/t (EP)</strong>. Juca é um cantor de reggae de Belém que injeta bom humor no reggae e deixa os maneirismos temáticos (“Jah”, “Babilônia” etc etc) de lado e faz um dos shows mais bacanas no país. Despretensiosamente, quebra umas “regras” e faz música descontraída, feliz com refrões como “Eu sou um brocólis exposto ao sol”.</p>
<p><p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-3%c2%aa-e-ultima-parte-o-que-melhor-rolou-discos-alem-rap.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Cb7-Xp4he_I" target="_blank"><strong> </strong></a></p>
<p><strong>Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz &#8211; s/t</strong>. O maestro Letieres Leite é um dos gênios da música baiana moderna. Com a Orkestra Rumpilezz, presta homenagem a todo o universo musical baiano e ao candomblé &#8211; obviamente, tudo devidamente retrabalhado sob padrões jazz. Discaço muito absurdo, um divisor de águas no universo instrumental percussivo, pedindo pra ser descoberto pelos DJs de ouvidos atentos do Brasil e do mundo.</p>
<p><p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-3%c2%aa-e-ultima-parte-o-que-melhor-rolou-discos-alem-rap.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=7GsaNo27Jyg" target="_blank"></a></p>
<p><strong>Essa foi a 3ª e última Parte da nossa retrospectiva desse ano de 2010 que teve muitas coisas boas para nossa cultura</strong>.<br />
<strong>O site Noiz deseja um ótimo 2011 a todos Boas Festas e até ano que vem!!!<br />
NOIZ</strong></p>
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		<title>2010 Parte 2  &#8211; O que de Melhor Rolou (Livros &amp; HQs)</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 18:43:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Nóiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Editor do NOIZ escolhe os discos &#8211; e outros artigos &#8211; que fizeram sua cabeça dentro do hip hop e algumas boas novas para além. Retrospectiva parte I &#8211; (Discos nacionais &#38; internacionais)confira aqui: http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html Por: Velot Wamba Livros: A Rima Denuncia &#8211; GOG.  Apanhado das melhores letras do Mc de Brasília, acompanhado de comentários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Editor do NOIZ escolhe os discos &#8211; e outros artigos &#8211; que fizeram sua cabeça dentro do hip hop e algumas boas novas para além.</em></p>
<p><em>Retrospectiva parte I &#8211; (Discos nacionais &amp; internacionais)confira aqui: </em><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html" target="_blank">http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html</a><br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>Por: </strong>Velot Wamba</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><strong>Livros:</strong></h2>
<p><strong>A Rima Denuncia &#8211; GOG</strong>.  Apanhado das melhores letras do Mc de Brasília, acompanhado de comentários e devidamente metrificados por Nelson Maca para o livro. Dá pra sacar perfeitamente a evolução da escrita do MC e como foi se tornando mais agudo no seu imaginário lírico voltado pra denúncia social. Inspirador.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Convite-virtual_Rima_Denuncia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5701" title="Convite-virtual_Rima_Denuncia" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Convite-virtual_Rima_Denuncia.jpg" alt="" width="450" height="627" /></a></p>
<p><strong>Estação Terminal &#8211; Sacolinha</strong>. Sacolinha não escreveu um romance como se escreve um rap, como costumam dizer a respeito dos livros do ferréz, por exemplo. Não, ele fez uma operação inteligentíssima: usou o ambiente onde se passa muito das situações de uma possível letra de rap &#8211; no caso, um terminal de ônibus da Zona Leste paulistana &#8211; e transformou no personagem principal. As tramas que desenvolve a partir de personagens cujas vidas estão atreladas ao Terminal do título, redimensionam a vida na periferia ao mesmo passo que coloca a literatura periférica em um novo patamar. Um livro pouco comentado, mas fundamental.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Capa-Estação-Terminal-alta1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5700" title="&lt;KENOX S860  / Samsung S860&gt;" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Capa-Estação-Terminal-alta1.jpg" alt="" width="450" height="674" /></a></p>
<h2><strong>HQs</strong></h2>
<p><strong>Memória de Elefante &#8211; Caeto</strong>. Autobiografia do autor &#8211; um típico jovem de classe média que vê seu mundo desmoronar, mas não titubeia e segue em frente -, transformando o que seria uma tragédia em combustível criativo. A Folha de S.Paulo qualificou como a pior HQ do ano &#8211; só por isso já merece a atenção de quem sabe separar homens de crianças.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/12/memoria-de-elefante-640x840.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5698" title="memoria-de-elefante-640x840" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/12/memoria-de-elefante-640x840.jpg" alt="" width="450" height="590" /></a></p>
<p><strong>A Guerra de Alan &#8211; Emmanuel Guibert </strong>. Tem uma letra do Emicida que ele fala algo como “muitos falam que são guerreiros, mas não tem noção do que é uma guerra”. Neste livro que é uma biografia em quadrinhos de um figuraça do exército estadunidense durante a Segunda Guerra, vemos algo curioso: ele esteve na guerra, mas não deu um único tiro. Se já não bastasse o “exotismo” de contar uma história de guerra sem uma única cena de batalha, a história do soldado Alan Cope é verdadeiramente cativante e o talento do autor, Guibert (o mesmo que fez <em>O Fotógrafo</em>, sobre a atuação dos Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão) fazem dessa HQ uma das leituras mais estimulantes do ano.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/12/a_guerra_de_alan_capa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5697" title="a_guerra_de_alan_capa" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/12/a_guerra_de_alan_capa.jpg" alt="" width="450" height="593" /></a></p>
<p><strong>Promessas de Amor a Desconhecidos Enquanto Espero o Fim do Mundo &#8211; Pedro Franz</strong> . Direto do Sul do país, o maior quadrinista da atualidade. Lidando com referências de mídias diversas e com muita vontade de contar uma história que fale de nosso tempo, o cara criou todo um universo de dar inveja aos criadores de Matrix. Com uma diferença: ele é muito melhor. No site, pra download: <a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fsobreofim.wordpress.com%2F&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNE27wjLw0q9fOynwPEpza4m_cSlSw" target="_blank">http</a><a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fsobreofim.wordpress.com%2F&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNE27wjLw0q9fOynwPEpza4m_cSlSw" target="_blank">://</a><a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fsobreofim.wordpress.com%2F&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNE27wjLw0q9fOynwPEpza4m_cSlSw" target="_blank">sobreofim</a><a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fsobreofim.wordpress.com%2F&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNE27wjLw0q9fOynwPEpza4m_cSlSw" target="_blank">.</a><a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fsobreofim.wordpress.com%2F&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNE27wjLw0q9fOynwPEpza4m_cSlSw" target="_blank">wordpress</a><a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fsobreofim.wordpress.com%2F&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNE27wjLw0q9fOynwPEpza4m_cSlSw" target="_blank">.</a><a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fsobreofim.wordpress.com%2F&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNE27wjLw0q9fOynwPEpza4m_cSlSw" target="_blank">com</a><a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fsobreofim.wordpress.com%2F&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNE27wjLw0q9fOynwPEpza4m_cSlSw" target="_blank">/</a><strong> </strong></p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Promessas-de-Amor-a-Desconhecidos-Enquanto-Espero-o-Fim-do-Mundo-Pedro-Franz.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5699" title="Promessas de Amor a Desconhecidos Enquanto Espero o Fim do Mundo - Pedro Franz" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Promessas-de-Amor-a-Desconhecidos-Enquanto-Espero-o-Fim-do-Mundo-Pedro-Franz.jpg" alt="" width="450" height="636" /></a></p>
<p>Amanhã tem 3ª e última parte da Retrospectiva desse ano de 2010 que teve muita coisa boa para nossa cultura!!!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noiz.com.br/materias/2010-parte-2-o-que-de-melhor-rolou-livros-hqs.html/feed</wfw:commentRss>
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		<title>2010 &#8211; O Que Melhor Aconteceu (Discos Nacionais e internacionais)</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 17:27:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Nóiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>

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		<description><![CDATA[Editor do NOIZ escolhe os discos &#8211; e outros artigos &#8211; que fizeram sua cabeça dentro do hip hop e algumas boas novas para além Por: Velot Wamba Não restam dúvidas: 2010 foi um ano forte para o hip hop. Só na reta final e, circunscrito a São Paulo que é onde vivo, tivemos o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Editor do NOIZ escolhe os discos &#8211; e outros artigos &#8211; que fizeram sua cabeça dentro do hip hop e algumas boas novas para além</em></p>
<p><strong>Por:</strong> Velot Wamba</p>
<p>Não restam dúvidas: 2010 foi um ano forte para o hip hop. Só na reta final e, circunscrito a São Paulo que é onde vivo, tivemos o arrebatador show de lançamento da mixtape Emicídio, o festival Dialeto e o lançamento do single Subirusdoistiozin do Criolo Doido (que, em minha humilde opinião, é um divisor de águas estético e um desafio lançado ao rap brasileiro), que não dão margens a muita discussão sobre o potencial do rap que virá em 2011.</p>
<p>Não sou chegado a listas em geral, e faço uma série de PORÉNS aos que lerão a lista:</p>
<p>1. Não há ordem de importância na lista;</p>
<p>2. Pode ter algo eventualmente lançado em 2009, mas que eu tenha conhecido apenas em 2010;</p>
<p>3. Esta lista é PESSOAL e não reflete a posição do site como um todo;</p>
<p>4. Espero que os leitores adicionem mais discos/singles/mixtape/livros/etc nos comentários;</p>
<p>5. Resolvi colocar alguns itens “além rap” pela simples e genuína vontade de compartilhar boas novas com vocês;</p>
<p>6. A lista definitivamente não dá conta do hip hop brasileiro e fatalmente dirá respeito ao que rola no eixo Sul do país (QUEREMOS COLABORADORES DE OUTRAS REGIÕES);</p>
<p>7. Está cheio de listas similares espalhadas pela net melhores/mais bem informadas por aí.</p>
<p>Com tudo isto em vista, acredito que a razão de existir da lista foi uma maneira de botar em ordem na minha cabeça tudo que rolou por aí e compartilhar com os leitores e ajudá-los a fazer o mesmo exercício.</p>
<p>O hip hop vai bem obrigado &#8211; ótimos grupos de dança em todo o país, beatmakers surgindo aos montes, grupos fantásticos aparecendo, mídia especializada cada vez mais forte &#8211; e 2011 promete muito.</p>
<p>Continuem conosco lendo/criticando/comentando e, mais importante, participando dessa cultura. A rua é noiz mais uma vez!</p>
<p>DISCOS/SINGLES/EPs/MIXTAPES</p>
<p><strong>Akira Presidente &#8211; Meu Sotaque Meu Flow</strong>. Muito se fala da malandragem carioca no rap e logo citam o trabalho de Marcelo D2 para exemplificar tal fato. Óbvio que o trabalho de D2 é um pilar importante e todo MC carioca que se meter no ramo terá que “tratar” de alguma forma de seu legado. De resto, há ainda um Bill, um De Leve, Marechal, Black Alien e todo um panteão de bons MCs com os quais lidar. Mas o Rio é maior que isso e o rap também. Akira Presidente fez um disco que, se não arriscou muito esteticamente, provou que o MC tem muita bala na agulha e uma forma de identificar e transformar em arte o tal “sotaque” fluminense muito interessante.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>Slim Rimografia &amp; Thiago Beats com Kamau &#8211; A Missão (single) e </strong><strong>Slim Rimografia &amp; Thiago Beats &#8211; Mais Que Existir (single)</strong>. Dois singles pauladas no ano, agora ao lado de Thiago Beats, Slim Rimografia deve lançar disco em 2011 e reafirmar seu papel de destaque dentro do rap mais progressista e corajoso no Brasil.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/audio/slim-rimografia-e-thiago-beats-m-i-s-s-a-o-part-kamau.html" target="_blank">http://noiz.com.br/audio/slim-rimografia-e-thiago-beats-m-i-s-s-a-o-part-kamau.html</a></p>
<p><strong>Rapadura</strong> <strong>- Fita Embolada do Engenho (mixtape)</strong>. Ao lado do grupo Costa a Costa, Rapadura é o outro nome forte do rap nordestino. Letras espertas, flow diversificado e muita correria &#8211; o que muitas vezes acaba faltando -, fizeram com que essa mixtape chegasse aos meus ouvidos e cativasse minha atenção por dias inteiros a fio. Original, esperto e cheio de personalidade. Precisa mais do que isso?</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>Max B.O &#8211; Ensaio, O Disco</strong>. O disco quase esquecido de Max B.O, tamanha a demora pra sair. Rendendo homenagem visual a um disco de Wilson Simonal, ao fim e ao cabo do trabalho, tá na cara que Max trabalha com a história da música negra a seu lado. Disco de um artista consolidado do gênero, não causa estardalhaço, mas deixa bem claro que o MC é personagem diferenciado do hip hop.</p>
<p><a href="http://www.maxbo.com.br/" target="_blank">http://www.maxbo.com.br/</a></p>
<p><strong>Jairo Periafricania</strong> <strong>- O Sonho Não Envelhece</strong>. Poeta notório da confraria mais importante dos círculos poéticos periféricos, o Sarau da Cooperifa, Jairo Periafricania chega com trabalho robusto e maduro, produzido por Crônica Mendes (A Família) e não faz feio. Cheio de balanço, Jairo tem escrita forte e registra aqui um dos temas “clássicos” da Cooperifa aqui, “Quilombo Cultural”, além de balanços funk, como “O Amanhã” e faixas bem informadas sobre política, como “Politicamente”.</p>
<p><a href="http://www.myspace.com/jairoperiafricania" target="_blank">http://www.myspace.com/jairoperiafricania</a></p>
<p><strong>Espião &#8211; Cada Um Cada Um</strong>. Se Kamau guerrilha silenciosamente (o significado de seu alter ego), espião faz jus a seu nome de MC e, no sapatinho, construiu seu espaço no rap nacional. Nào estranharia, por exemplo, se seu trabalho no grupo Rua de Baixo, tenha servido de norte para o de um Ogi. Nenhuma faixa explode de cara, mas o efeito de seu trabalho é permanente, honra as raízes do rap e guardam um ou dois segredinhos. Além de tudo isso, poucos contam uma história como ele. Não é pouca coisa em um gênero que a ideia de cada MC é quase uma bandeira.</p>
<p><a href="http://www.myspace.com/espiao" target="_blank">http://www.myspace.com/espiao</a></p>
<p><strong>Rincon Sapiência</strong> <strong>- Promotrampo (single)</strong>. Em um cenário dominado pelas grifes jovens e onde ostentação consumista parece ter se tornado uma fixação na lírica do rap nativo, o cara chegar com o hit arrasa quarteirão de 2010 falando de auto-estima periférica e de uma elegância construída em brechós, num é pouco. Estrela radiante do ano, ganhou contrato com o produtor de 9 em 10 hits da música urbana brasileira dos últimos 10 anos e é a grande aposta radiofônica do rap em 2011. Uma coisa é certa, pelas faixas “Elegância” e “Música Preta”, a Zona Leste de São Paulo vai chegar com responsa na grande mídia, honrando o fogo na bomba do De Menos Crime e os manos e as minas do Xis.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>Flora Matos vs Stereodubs</strong> <strong>(mixtape)</strong>. A musa do rap nacional não é só um rostinho bonito que ainda não chegou na TV: ela é também a voz feminina mais bonita e rascante da cena. A escrita cada vez mais precisa e colorida, cheia de nuances, encontram canal perfeito na sua voz única, em seu swing certeiro. Neste disco, com o Stereodubs, fecha um ciclo de sua carreira e deixa todos os amantes de seu trabalho numa expectativa enorme. “Pai de Família”, “Esperar o Sol”, “Pretin”, “Até o Infinito” &#8211; são muitos os sons memoráveis em um só trabalho, muitos feitos em tào pouco tempo. Item de colecionador.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>Criolo Doido &#8211; Subirusdoistiozin (single)</strong>. Mestre, e podem anotar: seu disco vai dividir águas no rap, passando o cetro do mestre do Canão pro mestre do Grajaú. Produção impecável de Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman, duas faixas que tão gastando a agulha da minha vitrola, dicção única do MC mais angular da atualidade, performer único no palco, talento enorme nas gravações. Subirusdoitiozin e Grajauex, apontando caminhos e com inflamável potencial pop. Sai da frente que o criolo vai honrar a linhagem tresloucada do rap que vai de Wu Tang Clan, RZO, passa por Sabotage e cabe um Sombra, por exemplo. E pro alto &#8211; bem alto &#8211; e avante!</p>
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<p><strong>Projota &#8211; Projeção (mixtape)</strong>. O que vou escrever sobre o Projota se refere ao Rashid que vem logo abaixo. Novos MCs que vieram do lado Norte de São Paulo e criaram rapidamente um público pro seu trabalho, aprendendo rápido a lição dos que chegaram antes e definindo todo um universo de assuntos em comum. Com letras expressivas e dramáticas, servindo-se do trabalho de produtores igualmente jovens e talentosos, ajudaram a consolidar uma nova cara pro rap paulistano e deixaram de ser promessas para se tornar realidade, que terão muita lenha pra queimar em 2011.</p>
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<p><strong>Rashid &#8211; Hora de Acordar (mixtape)</strong></p>
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<p><strong>Cogumelo Panda &#8211; O Diário de Yuri Gagarin (EP)</strong>. Hippie hop, conexões alucinógenas entre subúrbio paulista, Guarulhos, e delírios mineiros de Pouso Alegre. Produções alto astral, flow de 2 MCs que honram a tradição maloqueira de um RZO, chegaram no sapatinho, alguns poucos shows em 2010, uns clipes caseiros a la filme B na manga e um caminho distinto no rap. Não é pouca coisa e já dá pano pra manga pra ouvintes, e, sobretudo, pra MCs e produtores que não respeitam convenções do rap nacional.</p>
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<p><strong>Mr. Bomba &#8211; De Ponta a Ponta</strong>. Nessas de fazer “rap pra pista de dança”, o Bomba tá umas braçadas na frente. O disco tem “Biriri’, música que já tá por aí faz um tempo e mais umas 2 ou 3 canções com cara que vào dominar as pistas em 2011.</p>
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<p><strong>Emicida &#8211; Emicídio (mixtape)</strong>. Nos dois últimos anos o rap teve nome: Emicida. A mixtape nova consolidou sua trajetória e sua dicçào no rap brasileiro. A maturidade é tamanha que dá a impressão de ser um MC mais maduro, só que com a vontade e a luz típica da mocidade. 2011 será a prova dos 9: algum som dessa mixtape tem potencial pra sobrepor “Triunfo”, o hino indiscutível da nova geração? Sempre apresentando jovens produtores, sempre propondo, sempre criando e fazendo coro ao seu verso “Quer saber o sentido da vida? Pra frente!”</p>
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<p><strong>Rael da Rima &#8211; Música Popular do Terceiro Mundo</strong>. Rael tá em todo lugar, em single monstro com Kamau (“Pretinha), em faixa suave e marcante com Emicida (“Beira de piscina”) e com seu grupo arrasa-quarteirão, o Pentágono.</p>
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<p><strong>Inquérito &#8211; Mudança</strong> . Se o disco de 2008 já era uma porrada, esse é uma voadora giratória, finnish win de Street Fighter. Conseguindo mesclar beats modernos e uma lírica devedora tanto do rap politizado de um GOG quanto o gangsta de um Facção Central. Prova disso é unir pontas nas participações, colocando DBS, Emicida, Realidade Cruel e Dexter, por exemplo, lado a lado.</p>
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<p><strong>AXL &#8211; Caos Pessoal (mixtape)</strong>. Novidade mais que bemvinda do interior de São Paulo, com essa mixtape chegou com vontade e provando que tem muita lenha pra queimar. Jovem MC que é cria promissora da nova geração, deixando a certeza que o rap século XXI tá criando sólidas e boas raízes. Vai brilhar em 2011, fiquem atentos.</p>
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<p><strong>Pentágono &#8211; s/t (EP)</strong>. Desde 2001 abalando o rap da cidade de mil grau, São Paulo, donos de um dos shows mais certeiros do rap nacional.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>Nathy MC &#8211; s/t.</strong>. Colocou um hit de pista bonitão na roda, “Dama e o Vagabundo”, com a [participação de Ogi. E só de “duelar” com o Ogi e não fazer feio, já merece pontos de montão.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>Lurdez Da Luz &#8211; s/t</strong> . Estreou solo bonito, continuando o diálogo criado em seu grupo base, Mamelo Sound System e altamente comunicativo. “Zirigidum” e “Andei” são sons antológicos e já colocam a Lurdez em um lugar especial dentre as garotas no rap e na música brasileira como um todo. Livre e iluminada, como poucas vezes. Merece carinho e uma audiência maior.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>ParteUm &#8211; A Autoridade da Razão (EP)</strong> . O prelúdio do próximo passo (largo) do seu Fabio Luiz aka ParteUm, MC predileto dos bons MCs, beatmaker predileto dos bons beatmakers. Cada vez mais eficiente nas rimas, mais eloquente e definitivo nas produções, ParteUm criou um universo onde cabe apenas seu trabalho e não permite muitas comparações. Não é som pra fracos de espírito e honra com estilo nomes como Jay Dilla e Madlib, cada vez mais certeiro e dialógico com as coisas/situações do Brasil, sem rifar argumentos, sentimentos e sonoridade. Pra embarcar e se deixar levar por mais essa viagem cerebral. Aquecendo as turbinas pra 2011.</p>
<p><a href="http://www.parteum.com/" target="_blank">http://www.parteum.com/</a><strong></strong></p>
<p><strong>MV Bill &#8211; Causa Justa</strong>. O “Preto Tipo A” do rap nacional não tem mais nada a provar no rap. E nào sào os prêmios que ganhou que indicam isso: quando você põe um som e antes da voz entrar você consegue identificar o artista, é um claro sinal que o mesmo criou uma atmosfera própria, uma estética particular. Suas letras certeiras desde sempre foram recebendo e incorporando elementos, como a voz/universo feminino com a Kmilla CDD, o violino, as produções soturnas mas swingadas, o humor na descriçào das relações amorosas, o dedo na ferida cada vez mais fundo aliado com a voz grave e de timbre singular do MC. Nào é o melhor álbum de sua carreira, mas não faz feio &#8211; pelo contrário.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>Ogi &#8211; A Vaga &#8211; (single virtual)</strong>. Produção do DJ Zala impecável. Ogi, o MC dileto dos que curtem uma literatura urbana à moda do João Antonio, mais uma vez esmirilha no desenvolvimento de uma história comum (a procura por um emprego), partindo de uma frase do Mano Brown. Pra variar, a cadência da história funciona perfeitamente a sua levada bêbada. Babadosamba? Não, bebadorap, coisa que o Ogi faz como nenhum outro, mais uma nova fronteira aberta no rap nacional. Esperando total o seu álbum, Crônicas da Cidade Cinza.</p>
<p><a href="www.myspace.com/ogidocontra" target="_blank">www.myspace.com/ogidocontra</a></p>
<p><strong>Ca.Ge.Be &#8211; Oba! Clareou (clipe)</strong>. Música que estará no álbum Vilarejo, com um dos refrões mais bonitos do ano, mostrando mais uma vez que, a partir da matriz rap, o grupo da Zona Norte faz mais um disco que deveria ser escutado/divulgado pra quem gosta de música popular com potencial radiofônico. O álbum promete. http://www.youtube.com/watch?v=xCK0xZR46II</p>
<p><strong>Kamau, Rael da Rima e Stereodubs &#8211; Pretinha (single virtual)</strong>. O que dizer? Seria hit do ano se o rap estivesse nas rádios, só isso. Kamau apavorando na letra de amor, no processo de sedução, levada matadora, contemplando tanto a visão da dama quanto do cavalheiro, os erros e acertos na hora do “xaveco”, com refrão redentor e perfeito do Rael. Beat cobrindo os espaços, simples e com textura fina. Pra ouvir e aprender. Em todos os sentidos. Ah, é uma resposta/homenagem ao som “Pretin” da Flora Matos.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/materias/2010-o-que-melhor-aconteceu-discos-nacionais-e-internacionais.html"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
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		<title>Governo desvia verba e impede Feira de Hip Hop</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 18:28:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Nóiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por: Jéssica Balbino jornalista, escritora e blogueira (www.jessicabalbino.blogspot.com) Para cobrir outras áreas, governo do DF desvia verba destinada a cultura e obriga cancelamento de evento nacional A possibilidade de reunir, num único evento, pela primeira vez, na capital do país, ativistas do hip-hop de todo Brasil, representantes de todas as áreas – rap, discotecagem, dança, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Jéssica Balbino</p>
<p>jornalista, escritora e blogueira (<a href="http://www.jessicabalbino.blogspot.com/">www.jessicabalbino.blogspot.com</a>)</p>
<p><em>Para cobrir outras áreas, governo do DF desvia verba destinada a cultura e obriga cancelamento de evento nacional </em></p>
<p>A possibilidade de reunir, num único evento, pela primeira vez, na capital do país, ativistas do hip-hop de todo Brasil, representantes de todas as áreas – rap, discotecagem, dança, graffiti e conhecimento – ficou só no sonho com a notícia dada, nesta terça-feira (7) via twitter e e-mail pelo articulador cultural Dj Raffa Santoro, em nome da Associação Cultural Claudio Santoro junto com Aninha Atitude.</p>
<p>Triste, ele informa que a 1ª Feira Nacional de Hip Hop &amp; Cidadania foi adiada por tempo indeterminado em razão de desvios de “última hora” dos recursos destinados ao evento.</p>
<p>O relator do Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF), anunciou ontem que vai cancelar todas as emendas de autoria dele que tenham por objeto eventos e patrocínios culturais e transferi-las para a infraestrutura turística do Distrito Federal.</p>
<p>Tais recursos já estavam assegurados para o projeto e foram desviados para honrar compromissos do atual governo em outras áreas, o que impede a realização da Feira.</p>
<p>“Com isso, pedimos desculpas a todos que diretamente e indiretamente estavam colaborando, participando na elaboração e divulgação desse evento, como também aos expositores que se preparavam para expor seus produtos e por fim, a todos aqueles que se inscreveram nos concursos oferecidos na Feira”, afirma Dj Raffa.</p>
<p>Antes de dar a informação, o relator, em nota oficial, justificou a apresentação das emendas porque &#8216;o sistema de liberação de verbas por emenda ou solicitação parlamentar tem como pressuposto uma habilitação prévia das entidades ou dos institutos interessados perante o Sistema de Convênios do Governo Federal, o Siconv&#8217;.</p>
<p>De acordo com Dj Raffa, seria assinado o termo de convênio com a Secretaria de Turismo para a realização do evento, a partir de uma verba proveniente de emenda do deputado Paulo Tadeu (PT). “A verba só precisava passar pela procuradoria do Distrito Federal, depois de assinado era empenhado, ou seja, a verba já existia e só esperávamos os trâmites burocráticos normais”, informa.</p>
<p>Ainda de acordo com ele, os recursos não vinham da cultura. A emenda do deputado Paulo Tadeu foi dada para um determinado projeto que não aconteceu. Devido aos escândalos, ficou perdida na Brasíliatur, órgão do governo Arrudas, criado por Paulo Octavio e que acabou quando houve o escândalo na capital da federação.</p>
<p><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Raffa.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5477" title="Raffa" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Raffa-427x490.jpg" alt="" width="427" height="490" /></a></p>
<p>“Conseguimos, então, através da Câmara Legislativa e apoio da bancada eleita aqui no DF tirar os recursos da Brasíliatur e colocar na Secretaria de Turismo. Foi quando soubemos que grande parte dos recursos já tinham sido utilizados para outros projetos mesmo sem a gente saber. Tivemos todo apoio do Secretário de Turismo e estando na secretaria, era só fazer o projeto, aprová-lo e assinar o convênio para empenhar o dinheiro e realizar o evento”, explica Dj Raffa.</p>
<p>A matéria divulgada no jornal Estado de São Paulo traz a fala do relator do orçamento, que explica que o cadastro das entidades precisa de uma apresentação de documentos como certidão negativa de débito, cópia do CNPJ, estatuto da entidade interessada, alvará de funcionamento, declaração de três autoridades dizendo que conhecem a instituição há mais de três anos e experiência comprovada na realização de eventos. Sem a documentação, segundo Argello, não há cadastro e não pode ser celebrado convênio com o governo, pois o Siconv só analisa propostas de quem passou pela fase. “A competência de análise documental e outras ações pertinentes não estão na alçada do Parlamento”.</p>
<p>Contudo, este mesmo senador, Gim Argello, que é o relator do Orçamento, teria, segundo notícia do mesmo jornal, liberado verbas para empresas fantasmas. Responsável pelo orçamento da União para 2011, liberou mais de R$ 500 mil para empresas que não existem.</p>
<p>Em um documento de junho de 2009, Gim Argello pede R$ 600 mil ao ministro da Cultura. O dinheiro seria repassado ao Instituto Renova Brasil para realização do I Encontro Cultural de Brasília.</p>
<p>Ao todo, R$ 532 mil foram liberados, como indica o Siaf &#8211; Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal. Tudo sem licitação.<br />
De acordo com a reportagem, esse mesmo esquema teria sido feito outras vezes, com outros institutos. Só a RC teria recebido, pelo menos, R$ 3 milhões – R$ 1,4 milhão teria sido repassados por meio de emendas individuais do senador Gim Argello.<br />
Gim Argello disse que não conhece pessoalmente o Instituto Renova Brasil nem a empresa RC, e que o critério para liberação de dinheiro foi o mérito do projeto de promoção do turismo e cultura.<br />
O senador disse também ao jornal que não acompanha a execução dos projetos que receberam dinheiro das emendas dele.</p>
<p>Diante dos fatos, a organização da Feira desculpa-se mais uma vez. “Obrigado pela compreensão e temos a absoluta cerca que essa falta de respeito com o hip-hop e a cultura no geral não acontecerá no próximo governo do Distrito Federal e entorno”, finaliza Dj Raffa.</p>
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