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19/08/2010 - por Site Nóiz
Emicida – Rap Para o Século XXI?
Evento global coloca o rap brasileiro pra inventar o século XXI ao lado de bons nomes de variadas expressões artísticas
Por Arthur Dantas
The Creators Project é “uma representação viva da criatividade global e expressão artística” é o que diz o catálogo do evento. E mais: querem reunir artistas do planeta todo que deem conta de criar o ano I do século 21 em 2010. Ambição pouca é bobagem. E em uma noite onde se reuniu instalações e vídeos de artistas do mundo todo, houve apresentações de Emicida, acompanhado de Kamau e DJ Zegon, o vanguardista grupo novaiorquino Gang Gang Dance (item de proa na lista de qualquer ouvinte de mente aberta) e Mark Ronson – que, apesar de um currículo invejável, onde cabe parcerias com Puffy Daddy e Ghostface Killah (Wu Tang Clan), chegou aqui com a credencial de ser o produtor do álbum mais famoso da problemática Amy Winehouse. E dentro desse evento tão ambicioso, porque cabia o Emicida?
Talvez porque o novo rap paulistano – e não só o MC assassino de MCs – esteja dando um passo além neste exato momento, colhendo os louros dos heróis do gênero do passado e olhando com sagacidade para o futuro. “Os derrotado pode escutar a mesma merda que sempre escutou / Sem me invejar, vai trampar, / mas lembre-se que é aquilo / Quem nasceu pra lagartixa nunca vai ser crocodilo, viu?”, essa provocação típica da lírica de Emicida faz parte da música “E.m.i.c.i.d.a”, parceria do MC com o produtor Nave, e abriu seu pocket show na Galeria Baró / Emma Thomas.
Se ambicioso foi o evento, marcou gol o MC ao convidar Kamau pra participar de seu show não como escada, mas como co-protagonista, no melhor estilo Chumbinho e Bacamarte – pra citar rima insana da melhor dupla de MCs cariocas até aqui, Speedy (R.I.P) e Black Alien. Legal foi sentir que, mesmo num evento para cerca de 2 mil pessoas, onde 90% da plateia estava com os olhos e a (im)paciência direcionada para a apresentação de Mark Ronson, a performance da dupla, que teve os beats soltos pelo mundialmente conhecido DJ Zegon (da dupla N.A.S.A), não passou despercebida. Jogando sob termos próprios e colocando “a favela no ar”, Emicida faz um som democrático, pra quem quiser colar. “Lá sem Dó, / Si, dá Ré, é Mí / Fazer o que, fi? / Nosso jogo, nossa regra / Tendeu? (Não!) / Licença aqui / Plantador de algodão / Coletor de milhão / Cobrador de buzão / Tudo nóis com a missão”, sintetiza em “1,2,3,4”, segundo som da apresentação. Daí em diante veio “Hey, Rap”, “Por Que Eu Rimo” (esta uma parceria com Kamau), “Chegaí”, “A Quem Possa Interessar” – um dos melhores sons de Kamau -, e, pra fechar com chave de ouro, o hit “Triunfo”. Ao fim desse som, quem estava indiferente teve tempo de fazer o seu “N” no ar e se sentir parte dessa “missão” que o artista-samurai se propôs. Assim, jogando nos termos da outra missão – aquela enunciada pelo festival –, o rap brasileiro também encontrou seu lugar no Ano I do século XXI.
8 Comentários
( deixe seu comentário abaixo )- Kamau
23/08/2010 às 17:58
Do you like it? I like!
- EloyAlves
23/08/2010 às 18:02
booooooooom demaaaaaaiiss
- ROGERIO R.K LA POSTURA
23/08/2010 às 22:19
EMICIDA….???
O MULEKE É BOM….VIVA A NOVA GERAÇÃO…TAMO JUNTO VIVA AI !!
- Coscarque
25/08/2010 às 14:27
Essa dupla deveria lançar um trampo juntos, é incrivel a sintonia desse dois malandros, parabens , Salvador espera a volta de vcs .
A rua é noiz e continuem mantando a Raiz desde Ontem
Um só caminho
- Mano Head
25/08/2010 às 22:58
Claro, emicida faz parte dessa nova geração! como nunca sozim! sempre é noix
- leo_dco
25/08/2010 às 23:04
representatividade 100% garantida!!! parabéns!!!
- vagner silva
04/12/2010 às 6:23
porra,ouvir kamau e emicida me faz sentir o mesmo quando ouvia no começo dos 90 thaide e doctors mcs,os caras não tem pra ninguem!
- MAVERICK
10/04/2011 às 20:58
MUUUITO BOM. EMICIDA CADE VOCE EM BH-SALVADOR ? TAMO DE BRAÇOS ABERTOS TE ESPERANDO MANO.
BOA SORTE NOS SEUS NOVOS PROJETOS MANO.
PAAZ, A RUA E NOIZ FAMILIA.

