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	<title>Noiz &#187; África</title>
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	<description>Noiz Cultura Urbana</description>
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		<title>“Fela é uma lenda”</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 15:12:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
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Final de tarde, dia 15 de outubro, enquanto o mundo comemorava o Fela Kuti Day, eu estava numa estradinha perdida entre  Luziânia (GO) e Brasília tentando pela quinta vez no dia uma entrevista  com o adido cultural da Nigéria no Brasil para falar sobre o mais criativo músico nigeriano, ativista político, criador do afrobeat e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/FELA.jpg"><img class="size-full wp-image-1886  aligncenter" title="FELA" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/FELA.jpg" alt="FELA" width="400" height="387" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Final de tarde, dia 15 de outubro, enquanto o mundo comemorava o Fela Kuti Day, eu estava numa estradinha perdida entre  Luziânia (GO) e Brasília tentando pela quinta vez no dia uma entrevista  com o adido cultural da Nigéria no Brasil para falar sobre o mais criativo músico nigeriano, ativista político, criador do afrobeat e revolucionário Fela Kuti, homenageado da semana aqui no Groove Livre.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://groovelivre.wordpress.com/2009/10/17/fela-e-uma-lenda/" target="_blank"><span style="color: #ff0000;"><strong>CLIQUE AQUI</strong></span></a> e confira a breve entrevista feita para o Groove Livre, blog de Serjão Carvalho, também colaborador do NOIZ.</p>
<p>&gt; <a href="http://noiz.com.br/2009/10/17/fela-day-in-rio/" target="_blank"><strong><span style="color: #ff0000;">Leia também o texto de João Xavi: &#8220;Fela Day in Rio&#8221;</span></strong></a></p>
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		<title>Fela Day in Rio</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 23:57:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Xavi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
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		<description><![CDATA[A África já foi diagnosticada pela geopolítica contemporânea como a periferia esquecida. Que dentro do entendimento geopolítico implicaria em uma região periférica (terceiro mundista) que, diferente de espaços como a América Latina e Ásia (Brasil e Índia no G4, por exemplo) não recebe nem mesmo a inclusão perversa que chega até nós a cargo das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A África já foi diagnosticada pela geopolítica contemporânea como a periferia esquecida. Que dentro do entendimento geopolítico implicaria em uma região periférica (terceiro mundista) que, diferente de espaços como a América Latina e Ásia (Brasil e Índia no G4, por exemplo) não recebe nem mesmo a inclusão perversa que chega até nós a cargo das políticas neoliberais e da globalização dos mercados e estruturas de produção. E a afirmativa obviamente tem sua parcela de acerto. Porém, os geógrafos, que nesse tipo de análise operam fundamentalmente com dados de macro economia e indicadores sociais, deixaram de lado um aspecto fundamental para se compreender o poder de inserção e alcance de uma região. Minha pergunta é, onde fica a cultura nessa história? E, introduzindo o motivo maior deste texto: Será que nossos colegas acadêmicos já ouviram falar de <span style="font-family: Calibri;"><span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt;"><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fela_Kuti" target="_blank"><span style="color: #ff0000;">Fela Kuti</span></a></strong></span>?</span></span></p>
<p><strong><a href="http://noiz.com.br/2009/10/19/%e2%80%9cfela-e-uma-lenda%e2%80%9d/" target="_blank"><span style="color: #ff0000;">&gt; Leia também &#8220;Fela é uma lenda&#8221;, por Juca Guimarães para o Groove Livre</span></a></strong></p>
<p>Se as histórias de sofrimento e as imagens do flagelo vivido no continente mãe da humanidade não foram suficientes para mobilizar uma real sensibilização e qualquer organização séria e consistente que planeje minimizar os danos que nós causamos aos “esquecidos”. A música, como sempre, diga-se de passagem, cumpriu o papel de irromper o tampão da ignorância ano após ano habilidosamente construído para bloquear nossos canais de comunicação e de compreensão da voz do outro. E o principal embaixador informal dessa missão super humanitária é um nigeriano chamado <strong>Fela Anikulapo Ransome Kuti</strong>.</p>
<p>Fela esteve neste planeta entre 1938 e 1997, mas a força da sugestão de sua obra inspira hoje a realização do evento mundial <strong>Fela Day</strong>. Quando, no dia 15 de outubro, pessoas do mundo inteiro celebram o nascimento de Fela Kuti. Graças à força de todos os santos, ou a boa vontade de gente que rala pra produzir festas boas. Os culpados, que neste caso é bom citar, são as festas <a href="http://www.myspace.com/festamakula" target="_blank"><span style="color: blue;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Makula</strong></span> </span></a>e <span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://www.mucambo.org/quintessential/" target="_blank">QuintEssential Grooves</a></strong></span>, com o apoio da sempre guerreira <span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://radiogruta.com/" target="_blank">Rádio Gruta</a></strong></span>. Foram eles que promoveram a edição do Fela Day aqui no Rio. Mas para entender o que é o Fela Day e como ele aconteceu articulado em várias cidades do Brasil, nada melhor do que citar um trechinho do texto disponível no <a href="http://www.feladaybrasil.blogspot.com/" target="_blank"><span style="color: blue;"><span style="color: #ff0000;"><strong>blog</strong></span> </span></a>do evento: “A partir de Salvador, a comemoração chegou a outros estados, criando uma rede chamada Articulação Nacional Fela Kuti. Durante esta semana, grupos de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Brasília também promovem programas de rádio, saraus, shows, recitais, exposições e aulas sobre o nigeriano. A resposta foi imediata e ativistas de 8 estados apontaram positivamente para celebração, o que, sem dúvida, é um marco para expansão da música e do pensamento político do artista no país.”</p>
<p>No Brasil tive notícias de que o Fela Day aconteceu no Rio de Janeiro, na Bahia, Recife, Brasília, Cabo Frio, e São Paulo. Alguém sabe onde mais? Tive a sorte de presenciar o turbilhão que foi o Fela Day aqui no Rio e não me arrisco a tentar transpor em palavras a experiência daquela noite. Mas posso tentar minimamente apresentar algumas impressões. Respira fundo, e vamos lá! O primeiro acerto foi o local escolhido, o já batido bairro da Lapa (que MC Aouri, dos Inumanos, chama de LAboratório Pequena África) tem uma ligação histórica, filosófica e espiritual com os nossos ancestrais africanos. O que, na lógica de uma celebração como a proposta no Fela Day, fez todo o sentido. O espaço, Casa de Jorge, também é um ambiente agradável e, incrivelmente! Com som bom o bastante pra segurar a onda da banda. A banda, ah, a banda! Esse sim foi o grande trunfo. A banda do Fela Day, anunciada como a única banda de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Afrobeat" target="_blank"><span style="color: blue;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Afrobeat</strong></span> </span></a>do Brasil, o que não é muito difícil de confirmar como verdade, foi formada por músicos de primeiríssima qualidade. Gente do quilate de Lucio Branco, Alexandre Garnizé e, encarnando o papel de Fela, Donatinho. Pra mim, que sempre escutei Fela através de fitas K7 e arquivos Mp3, foi um choque ver uma banda com gente de carne e osso tocando com precisão, até mesmo nos cacoetes, o som eternizado pelo povo de Lagos. O mais incrível foi perceber que aquela aura que está presente nos vídeos das apresentações de Fela, principalmente os filmados em Lagos, baixou com toda força dos arranjos recheados de metais, sintetizadores e com um baterista que emulava a presença de <strong>Tony Allen</strong> batucando firme na alma de quem se espremeu para dançar naquela noite de quinta. A troca de suor generalizada serviu para evidenciar até ao mais insensível o que se buscava ali no sentido da palavra celebração.</p>
<p>Perceber a força da música, que revela a potência de um sentimento, o espírito de um momento histórico vivido naquela periferia nigeriana onde Fela criou seu império particular, é vislumbrar uma maneira possível de reverter “a nova ordem mundial”. Nova no que diz respeito ao mundo Moderno, ditado pela agenda judaico cristã, esse mundo que se moldou depois da devastação racionalmente promovida da África. É perceber como é possível o terceiro mundo fazer o mundo inteiro girar diferente, mesmo que só por uma noite. Mesmo que só pela força da música.</p>
<p>O universo de Fela permanece circulando por aí, um viva ao Mp3! Em áudio e vídeo. Um dos melhores Dj´s do Rio, Dj Tamenpi, publicou em seu blog, <span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://sopedrada.blogspot.com/" target="_blank"><span style="color: #ff0000;">Só Pedrada</span></a></strong></span>, um especial com discos de Fela. Eu recomendo a audição cuidadosa. E para quem quiser saber mais da história de Fela, existem por aí alguns bons documentários, posso citar de cara “Black President” e “<span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://www.blockbusteronline.com.br/item/98188/fela+kuti+music+is+the+weapon/" target="_blank"><span style="color: #ff0000;">Music is the weapon</span></a></strong></span>” (esse se encontra até em locadoras populares), mas deve ter mais alguns escondidos por aí.</p>
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		<title>Gabão: o que você tem haver com isso?</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 03:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Don Perna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Gabão]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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Aqui em Belém existem muitos estudantes africanos  e no final do mês de agosto estive com quatro estudantes gaboneses, onde fomos convidados (Coletivo Audio Visual Negro Cosme) para documentar e fazer um som numa palestra sobre o Gabão (África). Eu não sabia e confesso, que primeiro fiquei surpreso, ou não. Você sabe como é? Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/09/AliBenBongo1_interna.jpg"><img class="size-full wp-image-1461 alignnone" title="AliBenBongo1_interna" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/09/AliBenBongo1_interna.jpg" alt="AliBenBongo1_interna" width="450" height="268" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui em Belém existem muitos estudantes africanos  e no final do mês de agosto estive com quatro estudantes gaboneses, onde fomos convidados (Coletivo Audio Visual Negro Cosme) para documentar e fazer um som numa palestra sobre o Gabão (África). Eu não sabia e confesso, que primeiro fiquei surpreso, ou não. Você sabe como é? Os europeus sempre se intrometeram muito com o nosso povo, vai vendo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O Gabão, país com 1,5 milhões de habitantes, elegeu apenas dois presidentes desde que se tornou independente da França em 1960 e desde 1967, Omar Bongo Ondimba presidia o Gabão e em junho deste ano morreu<br />
aos 73 anos de idade. Eu imagino, que para permanecer tanto tempo no poder deva haver muita fraude nas eleições, mais segundo as leis do país, o presidente do Senado deve organizar eleições em um<br />
prazo de 30 a 45 dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final de quatro décadas de regime de Omar Bongo, os gaboneses exigem uma melhor partilha das riquezas provenientes dos recursos naturais do país, imagine que 60% da população vivem abaixo do limiar da pobreza no quarto maior exportador de petróleo do continente africano. A população não precisaria trabalhar se todos ganhassem com o petróleo explorado.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses estudantes aqui no Pará, pertencem ao partido de oposição da família de Omar que ocupa diversos cargos no país e ainda quererem continuar no poder.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu preparei meu set de Afrobeat e com muito prazer fiz meu som antes e depois da palestra.</p>
<p style="text-align: justify;">O que isso tem haver com cultura urbana? O que isso tem haver com você? Sabias onde ficava o Gabão? Porque a França adorava o Omar? Quantas matérias, de quantas opiniões sobre a eleição em Gabão têm na internet?</p>
<p style="text-align: justify;">Pensei ai e na proxima NOIZ se fala!</p>
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