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	<title>Noiz &#187; cinema</title>
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	<description>Noiz Cultura Urbana</description>
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		<title>Multicultural &#8211; Pentagono</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 20:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Coutinho</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noiz.com.br/2009/12/10/pentagono-videoclipe-multicultural/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a><br />
<span id="more-2390"></span></p>
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		<title>Pedro Gomes e um Pentagono multicultural</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 19:23:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leia entrevista e confira o videoclipe "Multicultural"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>por Juca Guimarães e Gisele Coutinho<br />
</em><br />
O grupo Pentagono dispensa apresentação. Os rapazes do Iporanga, zona sul de São Paulo, estão conquistando com passos largos o seu espaço no cenário do hip hop. O cineasta Pedro Gomes, para quem conhece a cena do rap nacional, também dispensaria qualquer tipo de apresentação, mas não é o caso o diretor que já tem no currículo o documentário &#8220;Freestyle: Um Estilo de Vida&#8221; e os videoclipes &#8220;O Que Tu Qué&#8221;; do Akira Presidente,  &#8220;É o Moio&#8221;; do Pentagono, entre outros, volta à cena com o lançamento do novo clipe dos meninos da sul: &#8220;Multicultural&#8221;, aqui, no site NOIZ.</p>
<div id="attachment_2400" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/51.jpg"><img class="size-full wp-image-2400" title="5" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/51.jpg" alt="5" width="650" height="223" /></a><p class="wp-caption-text">Pentagono: dezembro fechado com lançamento de EP e videoclipe Foto: Rogério Fernandes/Divulgação</p></div>
<p style="text-align: justify;">Pedro, 24 anos, bateu um papo com o NOIZ para falar um pouco sobre o seu processo de criação e as suas convicções sobre a produção cinematográfica. A necessidade viceral de se comunicar e o amor pela música refletem no trabalho dedicado do diretor.</p>
<p style="text-align: justify;">Confira na entrevista um pouco mais sobre as ideias do Pedro Gomes:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ: Qual a sua experiência na direção de videoclipes?</strong><br />
<strong>Pedro:</strong> O primeiro videoclipe que dirigi foi o do Akira Presidente com a música &#8220;O Que Tu Qué&#8221;. Nesse vídeo, como não tínhamos verba eu fiz tudo, desde câmera até edição. Depois recebi o convite de uma banda de rock chamada Pop Armada, foi um trabalho todo realizado em estúdio, uma experiência bem bacana e enriquecedora. E, o mais recente, foi o &#8220;É o moio&#8221; do Pentagono, onde pela primeira vez eu pude fazer tudo como queria, com relação, a equipamento e profissionais.</p>
<p><em><a href="http://noiz.com.br/2009/12/10/pedro-gomes-e-um-pentagono-multicultural/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ: Quais são os seus principais objetivos como cineasta?</strong><br />
<strong>Pedro: </strong>Tenho uma ansiedade em me expressar, elegi o audiovisual como a plataforma para suprir essa necessidade e, penso que após esse passo o outro deve ser a comunicação. Então os objetivos iniciais são sempre esses: expressar e comunicar, eu não tenho ambição de mudar nada, muito menos de conquistar algo, penso sim em realizar muito, cada vez mais. Creio que sendo esses meus objetivos o resultado será sempre positivo &#8211; isso é o que busco.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2401" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/moio1.jpg"><img class="size-full wp-image-2401 " title="moio1" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/moio1.jpg" alt="Pedro Gomes durante gravação do videoclipe &quot;O Moio&quot;   Foto: Divulgação" width="480" height="360" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Pedro Gomes durante gravação do videoclipe &#8220;O Moio&#8221; Foto: Divulgação</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
NOIZ: Gravar um clipe permite para o diretor uma escolha de linguagem, ele pode seguir literalmente o que diz a letra ou então contar outra estória que se enquadre na canção. Qual foi a sua escolha para este clipe do Pentagono?<br />
Pedro: </strong>Preocupo-me muito com isso, prefiro os clipes com conteúdo, com roteiro bem definido, porém, essa linguagem não é muito bem aceita por aqui. São poucos os clipes de rap, com o mc cantando e baforando na câmera que eu gosto, imagino que nesses casos o diretor não teve trabalho algum, apenas apertou o rec e foi. Contudo, nesse trabalho, por um desejo do grupo &#8211; que depois virou meu desejo também, nós optamos em fazer o que chamamos de &#8220;clipe de rap-ão&#8221;, mesmo assim, senti a necessidade de roteirizar o vídeo. Pensei em cada plano e seu significado. A música fala sobre cidade, metrópole, cinza, transito&#8230; Eu vim, com uma fotografia mais azulada, edição frenética, ruídos na imagem, etc. (Aqui entra a viagem), imprimi no filme os adjetivos que remetem às metrópoles.</p>
<p><em><a href="http://noiz.com.br/2009/12/10/pedro-gomes-e-um-pentagono-multicultural/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ: Você acha que os clichês de clipes de rap com mulheres e carrões estão desgastados e caíram no óbvio? Qual seria o caminho alternativo para inovar na linguagem do videoclipe?<br />
Pedro: </strong>Não existe &#8220;caminho alternativo&#8221;, ao afirmar isso eu ratifico o &#8220;outro caminho&#8221;. Existem escolhas profissionais, parte delas vem do grupo e a outra parte vem do diretor do clipe. Muitas pessoas acham o Hype Willians o melhor, eu discordo completamente, quem ai já viu um clipe dele de baixo orçamento? São sempre iguais, carros, charutos, iates, biquínis, etc&#8230; Ou seja, o cara tem um mega orçamento e vem (quase) sempre com as mesmas coisas. Agora, não cabe a eu dizer nada sobre isso, o Rael diz uma parada engraçado, &#8220;não é possível que os novos mc&#8217;s façam clipes como os mais antigos, os caras deviam, enquanto criança, ver esses mcs e imaginar que esse era o caminho, porque todos os que surgem (com raras exceções) fazem os mesmo vídeos&#8221;. Penso em fazer o meu, do meu jeito, tenho vários deles (diretores gringos) como referência, mas busco internamente o que acho melhor pra cada ocasião. Tenho que respeitar a opinião do artista, mas não necessariamente aceita-la, caso essa ideia, em questão, seja negativa no meu ponto de vista, é simples&#8230; saio fora.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ: Qual o seu videoclipe de rap nacional preferido?<br />
Pedro: </strong>Tem alguns que curto muito, gosto realmente do &#8220;Namoral&#8221; do Pentagono com direção do Leonardo Carvalhosa, curto o do DBS, gosto do &#8220;Bem pior&#8221; do Xis, Mv Bill com &#8220;Soldado do morro&#8221; e, por aí vai.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2402" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/nareal_peq2.jpg"><img class="size-large wp-image-2402 " title="nareal_peq2" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/12/nareal_peq2-1023x682.jpg" alt="Pedro Gomes: um cineasta em evolução     Foto: Divulgação" width="614" height="409" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Pedro Gomes: um cineasta em evolução Foto: Divulgação</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
NOIZ: O uso de efeitos especiais está mais acessível ou ainda só é disponível para as produções de grandes orçamentos? Tem algum efeito no clipe do Pentagono? Qual?<br />
Pedro:</strong> Tecnicamente &#8220;efeito especial&#8221; é tudo aquilo que muda a cara da cena original, ou seja, qualquer ajuste de cor, ruído, sujeira que você acrescenta à imagem, é sim um efeito especial. Com isso, nosso vídeo tem sim, efeitos e eles estão disponíveis às produções de baixo orçamento. Obviamente, tem muito recurso, muito mesmo, que ainda é outra realidade orçamentária. Trocando em miúdos, tem bastante coisa ai disponível, basta você saber usar, ter bom senso e vontade também. Ouso afirmar que a busca à simplicidade é sempre o melhor caminho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ: O Pentagono  é uma banda conhecida pela energia de palco e entrosamento dos músicos.  Essa característica também está no clipe?<br />
Pedro:</strong> Isso que as pessoas chamam de energia (nesse caso) eu chamo de personalidade + amizade, ou seja, &#8220;essa energia&#8221; sempre vai existir, até quando estamos todos sentados trocando idéia na madrugada, essa energia está ali presente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ: O lançamento do clipe com o site NOIZ é uma parceira nova. O que você acha dessa iniciativa? A internet tem uma participação importante na divulgação das bandas?<br />
Pedro: </strong>É, totalmente, perceptível o quanto a internet contribui para divulgar as coisas (boas e ruins). Um novo artista, hoje, não &#8220;nasce&#8221; sem a internet. Pode sim, um artista já conhecido lançar diversas obras fora dessa plataforma, mas uma &#8220;nova cara&#8221; precisa irremediavelmente da banda larga. Vejo com bons olhos essa parceria e também aprecio o site NOIZ, acompanho seu meteórico sucesso e, acima de tudo, respeito e apóio. Como diretor, é excelente ter meu trabalho aqui e, para o Pentagono, eu posso afirmar, que também é de muita valia esse lançamento.</p>
<p><a href="http://www.myspace.com/pedro_gomes"><strong>www.myspace.com/pedro_gomes</strong></a><strong>  </strong><a href="http://www.mentedovilao.blogspot.com"><strong>www.mentedovilao.blogspot.com</strong></a></p>
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		<title>Uma câmera na mão e uma verdade para contar</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 02:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Criolo Doido: ator em Profissão MC]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um coração dividido entre dois caminhos. Uma decisão urgente a ser tomada, sem muito tempo para pensar. É preciso agir e escolher um caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">É para esse dilema que o filme “Profissão MC” leva o espectador. Filmado com apenas uma câmera, em cerca de dez dias e sem nenhum tostão de apoio cultural, a obra dirigida por Alessandro Buzo e Toni Nogueira é a prova que não é preciso dinheiro ou superprodução para botar nas ruas um filme pungente que transborda realidade.</p>
<a href="http://noiz.com.br/2009/10/15/cinema-profissao-mc/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a>
<p style="text-align: justify;">O filme, com roteiro de Buzo, conta a história do personagem Criolo Doido, interpretada pelo próprio, o mestre de cerimônia idealizador da Rinha dos MCs.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1855" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/ProfissaoMC006.jpg"><img class="size-full wp-image-1855" title="ProfissaoMC006" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/ProfissaoMC006.jpg" alt="Cena do filme Profissão MC - Serjão Carvalho/30mar2009" width="640" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Gravação de cena do filme Profissão MC - por Serjão Carvalho/30mar2009</p></div>
<p style="text-align: justify;">Morador de uma favela no extremo leste da capital paulista e há oito meses desempregado. A vida do personagem é cheia de problemas de difícil solução e a corda no pescoço fica ainda mais apertada quando surge a notícia da gravidez da namorada.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse ponto, o coração do personagem e o roteiro do filme se dividem entre duas escolhas cruciais. Seguir o caminho da hip hop e se tornar um MC ou aceitar o convite para ser microempresário de substâncias entorpecentes à margem da lei. Entre a biqueira e o microfone está o destino do personagem.</p>
<p style="text-align: justify;">“Um dia eu estava em casa dormindo e o telefone tocou. Era o Buzo querendo trocar uma ideia e propor uma parada. Como nem sempre o sinal do celular pega bem no Grajaú, eu subi na laje pra ouvir melhor a proposta. Ele falou: &#8216;Eu vou fazer um filme e quero você como protagonista, topa? Eu topei na hora. Foi uma honra”, conta Criolo Doido.</p>
<p style="text-align: justify;">A identificação com o personagem se deu naturalmente, enquanto Buzo explicava o roteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">“A minha realidade e a de muitos que moram na periferia não é nada diferente do filme. No caminho de casa até o ponto de ônibus, às 5h da manhã, eu vejo muitos manos que estão vivendo essa realidade”, disse.<br />
Realidade e verdade são duas palavras que vêm à mente durante a projeção do filme. Captado com apenas uma câmera, sem atores profissionais, filmado na comunidade D&#8217;avó no Itaim Paulista, o filme tem muitos elementos de documentário.</p>
<p style="text-align: justify;">“O mais emocionante foi ver que as pessoas da comunidade se interessaram pelo nosso trabalho. Durante as filmagens elas acompanhavam atentas e no intervalo aplaudiam. Elas perceberam que aquele momento era o resgate da dignidade delas. Era a verdade contata do nosso jeito”, comentou Criolo Doido.</p>
<p style="text-align: justify;">O caminho do crime, no filme, é apresentado ao Criolo Doido pelo Das Antigas, chefão do tráfico e fornecedor de entorpecentes da região. O caminho do rap, é defendido por Dandan, interpreto pelo próprio, DJ Dandan, que acredita no pontencial artístico do amigo – como na realidade, quem o conhece sabe, que ele acredita e aposta em muita gente nova. Os dois desfechos estão na obra.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme, apesar de dramático, tem momentos de humor e descontração, que levaram o público às gargalhadas, principalmente nas falas do personagem Alemão, assistente do Criolo Doido no empreendimento de entorpecentes. São dele pérolas como “Criolo, estou contigo, eu só respiro porque você respira” ou “Livro é bom. Se eu soubesse ler, lia um também”.</p>
<p style="text-align: justify;">O esforço principal do filme é passar uma mensagem positiva. A própria realização do projeto sem apoio financeiro serve de exemplo para outros projetos. “É uma questão de absorver a técnica disponível e viabilizar o acesso aos equipamentos. Ninguém melhor do que nós mesmos para contar nossas histórias”, conclui o MC. A sessão de lançamento do filme, nesta terça, dia 13, na Matilha Cultura (Rua Rego Freitas, 542, República &#8211; SP), reuniu atores, rappers, grafiteiros, jornalistas, djs e muitos moradores do Grajaú (a quebrada do Criolo Doido). O rapper Kamau definiu em poucas palavras a sua opinião sobre o filme “Muito louco”, disse sem esconder a satisfação.</p>
<p>Confira abaixo o programa Trama/Radiola da TV Cultura com Criolo Doido</p>
<a href="http://noiz.com.br/2009/10/15/cinema-profissao-mc/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a> <a href="http://noiz.com.br/2009/10/15/cinema-profissao-mc/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a>
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		<title>Cultura para uma melhor reflexão, de Morro Grande para o Mundo</title>
		<link>http://noiz.com.br/2009/10/07/cineclube-tupinamba/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 02:53:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Xavi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
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		<description><![CDATA[Fotos: Cineclube Tupinambá

O cinema pensado e feito nas periferias do Brasil é uma realidade e já consegue conquistar sua cara (que é plural como a diversidade das expressões de cada região). Prova disso é a inserção de filmes produzidos em oficinas e projetos sociais que conseguem se desvincular do estigma de “cinema de pobre” e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Fotos: Cineclube Tupinambá<br />
</em><br />
O cinema pensado e feito nas periferias do Brasil é uma realidade e já consegue conquistar sua cara (que é plural como a diversidade das expressões de cada região). Prova disso é a inserção de filmes produzidos em oficinas e projetos sociais que conseguem se desvincular do estigma de “cinema de pobre” e conquistar novas fronteiras em mostras e festivais no mundo afora.</p>
<p style="text-align: justify;">O documentário “<em>Antes Que a Casa Caia</em>” é mais uma prova disso. Produzido no município de Araruama (Região dos Lagos, interior do estado do Rio) durante as Oficinas de Cinema Ambiental Humano Mar, acaba de receber o prêmio de Júri Popular na mostra de vídeo ambiental Mova Caparaó, em Alegre, no Espírito Santo. O filme expõe a situação do distrito de Morro Grande, área afastada do centro de Araruama, onde uma pedreira de mineração tira a tranqüilidade da população com agressivas e constantes explosões que provocam rachaduras nas casas e afetam a saúde física e psicológica dos moradores.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/tupinamba-1.jpg"><img class="size-full wp-image-1656 aligncenter" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" title="tupinamba 1" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/tupinamba-1.jpg" alt="tupinamba 1" width="512" height="362" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Felipe Oliveira, morador de Morro Grande e um dos diretores do documentário, foi convidado pela produção do festival e teve a oportunidade de acompanhar a exibição do filme no belo Teatro Virgínia Santos. O filme foi exibido na sessão noturna de sexta-feira, e segundo Felipe: “A história de como a pedreira mexe na vida das pessoas sensibilizou tanto o público que eles acabaram votando no nosso filme”. Garantindo por escolha popular a conquista do Troféu Pico da Bandeira. E como será que a comunidade recebeu a notícia? Felipe responde: “O troféu já rodou Morro Grande! Já passou pela escola, pela creche&#8230; Formigão (um dos diretores do filme) ficou empolgado e saiu mostrando o troféu pra toda comunidade, que está muito orgulhosa com a vitória da gente”.</p>
<p style="text-align: justify;">E a razão do orgulho não é pouca, o Mova Caparaó é um dos mais importantes festivais de cinema com temática ambiental do Brasil. Uma iniciativa que há seis anos reúne na região serrana do Espírito Santo algumas das cabeças que pensam a relação audiovisual e meio ambiente, promovendo um intercâmbio de experiências e possibilidades de formação para a população da Serra do Caparaó.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;">Paixão pelo cinema incentiva novas produções e organização popular</span></strong><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Felipe e Formigão estrearam com a direção de “Antes que a casa caia”, mas a história deles com o cinema não parou por aí. Dois anos depois da realização do filme eles seguem atuando no cenário audiovisual como exibidores e produtores de novos filmes. Os dois fundaram o Cineclube Tupinambá, e junto com outros amigos de Morro Grande promovem exibições itinerantes por toda zona rural de Araruama. Além de exibir, o Cineclube Tupinambá também produz seus próprios filmes com muita criatividade e qualidade. A prova disso é o vídeo “De saco cheio!”, filme que usa do humor para mostrar em apenas dez segundos o que poderia acontecer caso a natureza reagisse às agressões humanas. O filme fez tanto sucesso que concorreu no famoso Festival do Minuto.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/tupinamba-3.jpg"><img class="size-full wp-image-1657 aligncenter" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" title="tupinamba 3" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/tupinamba-3.jpg" alt="tupinamba 3" width="512" height="384" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E é através do cinema, exibindo filmes de bairro em bairro e tendo contato direto com a população que o Cineclube Tupinambá tem conseguido mobilizar a comunidade de Morro Grande. Estão acontecendo reuniões e encontros para debater as potencialidades e os problemas da região, incluindo a questão da pedreira.</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais da história dessa galera lendo a conversa que tivemos com Felipe via internet.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: O que te levou a fazer a oficina de cinema ambiental humano mar lá em 2007?<br />
Felipe Oliveira:</strong> Vou fala a verdade eu nem sabia o que era oficina de cinema. Trabalhava no Colégio Municipal Honorino Coutinho na época e o diretor sabia que sempre fui participativo nas atividades desenvolvidas na escola e voltada para o meio ambiente e falou que me liberava caso eu fosse fazer o curso. Aí eu caí dentro e estou até hoje!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Legal, então foi meio por acaso?<br />
Felipe:</strong> É, na verdade a informação chegou através da secretaria de educação. Porque em Morro Grande mesmo ninguém sabia&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Depois de ter feito a oficina, o filme, como foi o impacto disso pra vocês?<br />
Felipe:</strong> Pô, depois da oficina e do filme eu passei a reparar tudo de um jeito novo, primeiro achando que tudo dá um filme&#8230; Achei também que terminando a oficina não iríamos estar tão envolvido com os projetos e hoje, dois anos depois, vejo que eu represento esse projeto que deu e está dando certo, pois o contato com a equipe Humano Mar fez Morro Grande mudar. Hoje somos conhecidos nacionalmente através do filme “Antes que a Casa Caia”, que mostra uma dura realidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: E como é que nasceu o Cineclube Tupinambá?<br />
Felipe:</strong> A criação do cineclube Tupinambá veio de conversas com essa galera nota 10 do Cineclube Mate com Angu e da Abaeté. Porque afinal não sabíamos nem o que era um cineclube. Hoje Morro Grande tem um referencial em Cultura e Lazer. O Cineclube Tupinambá vem exibindo filmes com a idéia de causar uma mudança Cultural e Educativa nas Comunidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Exibimos filmes duas vezes por mês: toda primeira quinta-feira do mês tem uma exibição fixa na Casa da Alegria, em Morro Grande, 2° distrito de Araruama (RJ) e a outra é itinerante e acontece nas comunidades de Morro Grande.</p>
<p style="text-align: justify;">Além das exibições o cineclube apóia a organização de eventos sem fins lucrativos, muitos deles voltados para área de educação. Por exemplo: comemoração do dia do Índio 19 de abril C. M .Honorino Coutinho; Festa de Carnaval Bairro Jardim Califórnia, Festa Dias das Crianças na Associação de Moradores Jardim Califórnia; Festa de Aniversario da ONG Bebedouro das Araras; Baile da Turma de Formação de Professores onde a renda vai ser revertida para formatura no final do ano de 2010.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas são algumas iniciativas que o cineclube apóia com seu pequeno grupo e muita força de vontade. Pra saber mais, é só conferir as fotos no Orkut do Cineclube Tupinambá.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Por que esse nome Tupinambá?</strong><br />
<strong>Felipe:</strong> Vou começar assim: em Morro Grande, 2°distrito de Araruama, está um dos maiores e mais importante Sítios Arqueológicos do Brasil e o único dentro de um Colégio Municipal. No ano de 2001 essa história veio à tona, e com o apoio da Prefeitura, o Colégio Municipal Honorino Coutinho Ficou conhecido internacionalmente pelo seu Sítio Arqueológico e pela sua história. Mas já diz o ditado “tudo um dia passa”, essa onda passou. Faltou incentivo para darem continuidade ao projeto de resgate da cultura Tupinambá. Hoje o Colégio já não é mais uma referência e a comunidade não reconhece a força dessa cultura Tupinambá, daí surgiu à idéia de colocar o nome do Cineclube de TUPINAMBÁ. Na idéia de criar uma identidade por ter nascido em Morro Grande, terra dos Índios Tupinambás.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/tupinamba-4.jpg"><img class="size-full wp-image-1661 aligncenter" title="tupinamba 4" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/tupinamba-4.jpg" alt="tupinamba 4" width="512" height="384" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Além de exibir vocês também produzem, fala um pouco das produções do Cineclube Tupinambá.<br />
Felipe: </strong>Começamos a produzir através das provocações feitas nas Oficinas Humano Mar, até mesmo para demonstrar a idéia que o cineclube Tupinambá tem em relação ao meio ambiente. Um grande detalhe é que a gente nem tem idéia da proporção de onde esses filmes podem chegar. E isso é mais Legal porque você poder passar uma mensagem com as suas idéias e ser aplaudido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: E qual a mensagem do Tupinambá?<br />
Felipe:</strong> Aqui em nossas exibições a gente usa um slogan: Cultura para uma Melhor Reflexão. A nossa mensagem é fazer com que essas pessoas tenham uma visão mais crítica das coisas ao seu redor, e assim o poder de avaliar o que é errado, ou o que está certo. A gente quer plantar uma semente&#8230; Queremos que essa galera que assiste nossos filmes pare e pense na suas ações de acordo com a mensagem que foi passada. É isso: Lixo no Rio, não pode!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Como foi ter participado do festival Mova Caparaó e ter trazido pra casa o caneco de campeão?<br />
Felipe: </strong>O Festival Mova Caparaó realmente foi espetacular! Vai fica marcado porque posso afirmar que não imaginava trazer o troféu, o Prêmio de Melhor Vídeo Ambiental Nacional. Pude ver a força que o documentário Antes que a casa caia tem, além de fazer amizade com cineastas que estão a anos na estrada, adquirindo informações valiosas na troca de idéias&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E realmente, a emoção maior foi na hora em que anunciou o filme vencedor! Antes que A Casa Caia em 1°lugar e eu lá, na platéia. Subi ao palco representando Morro Grande, Araruama, Rio de Janeiro, Brasil, Observatório Ambiental Humano Mar, Cineclube Tupinambá, Abaeté e deu tudo certo! Foi a nossa vez, e até hoje estou andando com esse troféu na mão mostrando pra galera (risos).</p>
<p style="text-align: justify;">Assista ao documentário: “Antes que a casa caia”:<br />
<a href="http://www.humanomar.com.br/filme-bau/antes-que-a-casa-caia"><strong>http://www.humanomar.com.br/filme-bau/antes-que-a-casa-caia</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Assista ao filme: “De saco cheio!”:<br />
<a href="http://www.humanomar.com.br/topico/de-saco-cheio"><strong>http://www.humanomar.com.br/topico/de-saco-cheio</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Saiba como foi o festival Mova Caparaó:<br />
<a href="http://www.humanomar.com.br/topico/cobertura-mova-caparao"><strong>http://www.humanomar.com.br/topico/cobertura-mova-caparao</strong></a></p>
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		<title>CIDADANIA E CULTURA: Cinema na escada</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 16:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça o Cinescadão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Ilustra_Cinema_na_Escada.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1523" title="Ilustra_Cinema_na_Escada" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Ilustra_Cinema_na_Escada.jpg" alt="Ilustra_Cinema_na_Escada" width="432" height="437" /></a></p>
<p>A ideia surgiu em 2007, no início, como toda ideia revolucionária, soou um pouco estranha e alguns detalhes demoraram tomar forma. Basicamente, eles queriam mudar a realidade dura e cruel de três comunidades pobres da zona norte de São Paulo: Favela do Flamengo, Favela do Sem Terra e Favela do Sapo, como tantas outras comunidades, não tinham nenhum centro próprio de lazer. O cinema para moradores era uma diversão que dependia, antes, de superar alguns quilômetros sacolejando dentro de um ônibus e um desfalque considerável no orçamento.</p>
<p>Nesse cenário e com essas preocupações, o estudante de Letras Flávio Galvão, o estudante de História Cezar Sotaque junto com o coletivo Juventude Ativa (formado por jovens da região) idealizaram o projeto Sapocine.</p>
<p>Cezar, que também e MC no grupo CAGEBÊ, lembra que a ideia se espalhou com pólvora e “pipocou” em todos os cantos do Jardim Peri.</p>
<p>Em pouco tempo, o grupo que já tinha um quartel-general, ou como preferem chamar, uma base. O escadão 18-A, no Jardim Peri Alto. O endereço inconfundível virou também motivo para rebatizar o projeto como Cinescadão.</p>
<p>Com dois anos de exibições regulares, sessões concorridas com um público que chega a 100 pessoas &#8211;sendo a maioria crianças e adolescente, o Cinescadão é uma referência de idéia simples e vitoriosa.</p>
<p><strong>Confira a entrevista com o Cezar Sotaque:</strong></p>
<p><strong>NOIZ: Quais são as características mais importantes do projeto?<br />
Cesar Sotaque:</strong> A união da música e vídeo provoca um grande impacto nas pessoas, que naturalmente vão absorvendo a energia cultural que é produzida naquele momento. Podemos perceber que as pessoas estão passando de um estado para outro (como na física, do liquido para o sólido). As crianças têm facilidade de se apropriar do que está acontecendo e produzir muito mais do que já é feito.</p>
<p><strong>NOIZ: Como a população da região recebeu a idéia do Cinescadão?</strong><br />
<strong>CS:</strong> Antes com desconfiança, hoje com alegria porque percebem a importância que o evento tem na quebrada.</p>
<p><strong>NOIZ: Qual é o cinema mais próximo aí da região e qual o preço médio de ingresso lá?</strong><br />
<strong>CS:</strong> Cinemark no Shopping D ou Santana. Acredito que 15 reais quando tem promoção.</p>
<p><strong>NOIZ: Vocês já tentaram algum patrocínio para o projeto, o que aconteceu?<br />
CS:</strong> Começamos 2009 com patrocínio do programa PROAC do governo do Estado de São Paulo. Elaboramos um projeto e o enviamos para o edital que saiu ano passado e conseguimos a contemplação este ano. Também temos apoio do Mercadinho Paineiras, da região, que nos ajuda com algumas doações de refrigerantes, doces, pães e bolachas para as crianças.</p>
<p><strong>NOIZ: Além de filmes e vídeos quais são as outras manifestações culturais ligadas ao Cinescadão?</strong><br />
<strong>CS:</strong> Video, grafite, dança e grupos de rap tocando ao vivo. A gente deixa sempre um espaço aberto, chamado justamente “microfone aberto” para qualquer tipo de manifestações.</p>
<p><strong>NOIZ: Qual a contribuição que o Cinescadão traz para a comunidade? Qual é o futuro do projeto?<br />
CS:</strong> Acesso à cultura é o principal beneficio, lazer, diversão e principalmente informação para geração do conhecimento.</p>
<p><strong>NOIZ: Quais são os planos para fazer o projeto crescer?<br />
CS:</strong> O próximo passo é a “turnê pelos becos”, que é a extensão do evento para a Grande Zona Norte: Jaçanã, Taipas e Casa Verde. Também queremos chegar até os escadões do Centro Velho.</p>
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