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	<title>Noiz &#187; emicida</title>
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	<description>Noiz Cultura Urbana</description>
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		<title>MC&#8217;S EM CENA</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 14:24:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Workshop de MC's
Dia 31/07 no Espaço +soma
Vila Madalena - SP]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Unificado.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-3637" title="Unificado" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Unificado-1024x767.jpg" alt="Unificado" width="574" height="430" /></a></p>
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		<title>&#8220;Já é hora do jogo virar&#8221;</title>
		<link>http://noiz.com.br/2010/01/24/ja-e-hora-do-jogo-virar/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 21:46:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Coutinho</dc:creator>
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 Emicida começou bem o ano de 2010. Neste 24 de janeiro o rapper lança o single &#8220;Besouro&#8221; e um dia antes do lançamento, ele recebeu o Coletivo MTV em sua casa, no bairro Tucuruvi, zona norte de São Paulo.

BAIXE A MÚSICA &#8220;AVOA BESOURO&#8221;
EMICIDA_ AVUA_BESOURO
 
Em um bate-papo descontraído, o MC contou como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<div id="attachment_2769" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><strong><strong><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/01/MG_1922.jpg"><img class="size-full wp-image-2769" title="_MG_1922" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/01/MG_1922.jpg" alt="Ênio Cesar" width="590" height="393" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text">Ênio Cesar</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Emicida começou bem o ano de 2010. Neste 24 de janeiro o rapper lança o single &#8220;Besouro&#8221; e um dia antes do lançamento, ele recebeu o Coletivo MTV em sua casa, no bairro Tucuruvi, zona norte de São Paulo.</p>
<p><strong><br />
<a href="http://www.4shared.com/file/206408314/dbd69c54/EMICIDA__AVUA_BESOURO.html" target="_blank">BAIXE A MÚSICA &#8220;AVOA BESOURO&#8221;</a></strong><br />
<strong><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/01/EMICIDA_-AVUA_BESOURO.mp3">EMICIDA_ AVUA_BESOURO</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Em um bate-papo descontraído, o MC contou como surgiu a ideia de fazer a música que tem uma forte levada de mangue beat, falou sobre a autoria da batida do som, de Felipe Vassao, produtor responsável também por &#8220;Triunfo&#8221; (2008), maior sucesso de Emicida até então e que em 2009, sob a direção de Fred Ouro Preto, ganhou um videoclipe que concorreu ao VMB e teve mais de 250 mil exibições de setembro de 2009 pra cá.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_2770" class="wp-caption aligncenter" style="width: 612px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/01/MG_1903.jpg"><img class="size-full wp-image-2770" title="_MG_1903" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2010/01/MG_1903.jpg" alt="Foto: Ênio Cesar" width="602" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Ênio Cesar</p></div>
<p>Pra quem pensa que Emicida dará uma pausa com o single, engana-se. No video ele conta que 2010 será um ano de muitas novidades para quem acompanha de perto seu trabalho. Ficamos na expectativa, e enquanto isso, confira o bate-papo com Leandro Roque de Oliveira, o Emicida e baixe a música &#8220;Avoa Besouro&#8221;.</p>
<a href="http://noiz.com.br/2010/01/24/ja-e-hora-do-jogo-virar/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a>
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		<title>O remix que renova</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 14:50:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Serjao Carvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O termo remix ganhou um novo significado com o avanço da internet. Remix também pode soar como renovação. É exatamente essa feliz coincidência que acontece com o lançamento do clipe de “Só (remix)”, o primeiro oficial de Marcus Vinícius Kamau. Sob direção de Fred Ouro Preto fotografia de Carina Zaratin.
“Quando o Emicida fez o clip da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O termo remix ganhou um novo significado com o avanço da internet. Remix também pode soar como renovação. É exatamente essa feliz coincidência que acontece com o lançamento do clipe de “Só (remix)”, o primeiro oficial de Marcus Vinícius Kamau. Sob direção de Fred Ouro Preto fotografia de Carina Zaratin.</p>
<p>“Quando o Emicida fez o clip da Triunfo eu estava por acaso passando pelo Vale do Anhangabaú indo andar de skate e apareci em uma cena”, conta Kamau. “Já tinha visto o Fred numa festa no Hole (clupe que fica na Rua Augusta, em São Paulo) mas não tinha conversado com ele, então essa foi a primeira oportunidade. E ele disse: Se precisar de um vídeo, me dá um toque. E eu disse: Eu preciso de um video desde que eu comecei a rimar!”.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns encontros depois veio a decisão pela música. “Eu tinha um remix desse som (“Só”) feito pelo Nave que ia sair num CD junto com o documentário &#8220;Freestyle&#8221; do Pedro Gomes. Já estava usando essa base nos shows e resolvi fazer o clip com a versão remix, pois já se passou mais de um ano do &#8220;Non Ducor Duco&#8221; e quero apresentar algo relativamente novo”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://noiz.com.br/2009/12/21/o-remix-que-renova/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></p>
<p>A escolha da música reflete o momento de Kamau. “Acho que &#8216;Só&#8217; define o momento, é uma apresentação pra essa fase da minha carreira. O remix é uma renovação dessa apresentação”, diz Marcus. &#8220;O Remix me renovou as energias e a original tinha me motivado pra fazer o disco todo. Foi a primeira que gravei”.</p>
<p style="text-align: justify;">A renovação de Kamau começa a mostrar uma fase de posicionamento do<br />
gênero. A linguagem usada por Fred no clipe mostra também uma linguagem sendo estabelecida no documento das imagens da música rap. A<br />
fotografia com luz natural e pela noite de Sampa é outro ponto a ser destacado no videoclipe.</p>
<p style="text-align: justify;">Renovação com qualidade é sempre bom.</p>
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		<title>NAVE, zica da base, em São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 05:14:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Coutinho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Confira entrevista com o produtor feita no CEU Jabaquara]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noiz.com.br/2009/11/16/2204/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a><span id="more-2204"></span></p>
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		<title>NOIZ apresenta: NAVE, &#8220;Zica da Base&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 03:58:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Gisele Coutinho e Luciana Playmobile

Você pode não estar ligado ao mundo do rap, você pode não estar atento às produções musicais ou instrumentais de músicas que chegam à sua casa pelas ondas do rádio ou nas músicas que te distrai chegando pelos seus fones de ouvido entre uma estação ou outra do metrô. Mas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>por Gisele Coutinho e Luciana Playmobile<br />
</em><br />
Você pode não estar ligado ao mundo do rap, você pode não estar atento às produções musicais ou instrumentais de músicas que chegam à sua casa pelas ondas do rádio ou nas músicas que te distrai chegando pelos seus fones de ouvido entre uma estação ou outra do metrô. Mas, com certeza você já ouviu alguma base musical produzida por Vinicius Leonard Moreira. Ah, não sabe de quem estamos falando? Pois, apresentamos a vocês,<strong><span style="color: #ff0000;"> <a href="http://www.myspace.com/navebeats" target="_blank">Nave</a></span></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos 9 anos ele ouviu pela primeira vez um rap nacional. O garoto que nasceu em Joinville (SC) e que ficou louco ao som de &#8220;Voz Ativa&#8221;, dos Racionais MCs, não entendia muito bem o que era aquilo, mas foi nesse momento que começou a gostar de rap. Anos depois, surgiu o interesse pela produção musical. Hoje, aos 26 anos, ele explica: &#8220;O interesse veio mesmo depois do &#8220;Eu Tiro Onda&#8221; do D2, nesse disco as letras faziam muita referência à MPC e à SP (baterias eletrônicas), isso de certa forma despertou uma curiosidade em mim, hoje vejo que esse álbum foi crucial pra minha carreira&#8221;, explica Nave, bem conhecido pelas batidas que já produziu para Marcelo D2, e, não menos conhecido por trabalhos que fez para o rapper Kamau (&#8221;Equilíbrio&#8221;, &#8220;Homens Trabalhando&#8221; e &#8220;Resistência&#8221; são de Nave, e &#8220;Sabadão (os embalos de&#8230;)&#8221; é dele com co-produção do próprio Kamau) e por último para Emicida (somente na mixtape de Emicida, Nave produziu as músicas &#8220;E.M.I.C.I.D.A.&#8221;, &#8220;Fica Mais Um Pouco Amor&#8221;, &#8220;Preciso&#8221; e &#8220;Ooorra&#8221;).</p>
<p style="text-align: justify;">O apelido que inspirou a arte do flyer para o evento NOIZ Apresenta: NAVE, Zica da Base, que acontece no CEU Caminho do Mar (Jabaquara) no próximo sábado, dia 24 de outubro, surgiu da citação que Emicida faz em sua música &#8220;Emicida, Nave, zica da rima, zica da base, os outro é tipo aquaplay, divertido, mas não passa de fase&#8221;. Marcelo Lima, designer gráfico, foi contratado pelo NOIZ para fazer o flyer e fala da sua inspiração: &#8220;O Nave acima de tudo é um produtor musical, porém vai falar sobre produção musical voltada pro rap que é o que ele faz. Eu pensei num modo de retratar o rap no flyer sem precisar escrever que o Nave é um produtor de rap. Uma corrente no mais estilo rap com um trecho da música do Emicida em que ele cita o produtor foi a maneira encontrada e o resultado foi gratificante, é fácil olhar para o flyer e perceber do que se trata&#8221;, explica Marcelo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/internet1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1934" title="internet" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/internet1.jpg" alt="internet" width="560" height="407" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nave vai colhendo os frutos a todo momento e o reconhecimento pelo trabalho feito com dedicação (que vai além do talento) está aí. &#8220;Um momento que me marcou muito foi quando o D2 me ligou de um estúdio em Los Angeles dizendo que tinha acabado de gravar com o Chali Tuna e o Cut Chemist num beat meu, nesse dia eu fiquei bastante emocionado, em todos os sentidos&#8221;, conta o produtor, que está concorrendo ao Grammy Latino deste ano, pois assina a batida de “Desabafo”, de Marcelo D2.</p>
<p style="text-align: justify;">Confira algumas perguntas feitas por Luciana Playmobile, também produtora, ao Nave e compareçam ao evento promovido pelo NOIZ.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Dos sons que você  produziu, qual seriam os três que você mais gostou?<br />
NAVE ::: </strong>Difícil escolher três, mas gosto muito “E.M.I.C.I.D.A”, do Emicida, “Sabadão”, do Kamau e “Lapa” , do D2 com o Aori e Marechal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Qual som você gostaria de ter produzido?<br />
NAVE ::: </strong>São vários, mas dá pra citar alguns: “De La Soul – Shopping Bags”  beat do MadLib, e duas produções recentes do Dj Khalil, “Drake – Fear” e  “Clipse – Kinda of a Big Deal”, são sons que eu gostaria de ter feito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: O que você mais gosta de escutar para produzir?<br />
NAVE ::: </strong>Tudo que considero boa música, mas isso varia dependendo da vibe do dia, do meu humor, sempre tenho um som ou artista pra cada estado de espírito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Quem são suas maiores influências?<br />
</strong>NAVE ::: Hi-Tek, J-Dilla, Premier, The Soulquarians, Stevie Wonder, Max De Castro…</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: </strong><strong>Você tinha um trabalho fixo e &#8220;comum&#8221; como maioria dos brasileiros. Como foi tomar a iniciativa de deixar essa rotina de lado para se dedicar aos beats?</strong><br />
NAVE ::: Não foi fácil, porque todo mundo sabe que viver da rap no Brasil é correr “riscos”,  é apostar em algo que nem sempre vai te dar um retorno financeiro certo, resumindo, a parada não tem salário.  No meu caso tive que pensar em todos os prós e contras, principalmente porque tenho uma família pra cuidar. Mas todo esse lance de trampar com o D2 e por consequência conseguir emplacar um hit em rádio e televisão, foi decisivo  para eu optar  por esse caminho. Pensei comigo mesmo que era uma oportunidade que a vida estava me dando para viver do que amo.  Foi assim,  pedi as contas sem aviso prévio e  me joguei de cabeça, pronto pra arcar com as consequências.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: </strong><strong>Sobre o beat de &#8220;Desabafo&#8221;, que é um sucesso do disco do Marcelo D2 e que te rendeu recentemente uma indicação ao Grammy: Como foi o processo de produção desse som? Você já tinha feito esse beat e mostrou pro Marcelo, ou foi feito exclusivamente para ele?</strong><br />
NAVE ::: Muita gente acha que sampleei o som do disco da Claudia, de 1973, na verdade tirei de uma coletânea de música brasileira da Blue Note, “Blue Brazil Vol.3”, achei o CD num sebo e quando ouvi a “Deixa Eu Dizer” já sabia o que ia fazer. Fiz o beat sem pensar em ninguém, mas quando terminei, o D2 foi a primeira pessoa que me veio na mente, principalmente porque eu tinha acabado de fazer o “Meu Samba é Assim”. O beat quase entrou nesse CD, mas foi melhor que não entrou (risos).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>NOIZ ::: </strong>Como está sendo a preparação do próximo disco do Savave? Já existe uma previsão de lançamento, vocês vão prensar, ou lançar pela internet&#8230;</strong><br />
Começamos a gravar no final de julho. Com a gente na produção tem Renam Samam, Cabes, Thew Franklim, Dario e Munhoz, há outros beatmakers envolvidos no processo, porém,  não estão 100% certos no álbum, estamos tentando não precipitar nada para que saia da melhor maneira possível.  Provavelmente vamos lançar um single na internet até o final deste ano. Estamos prevendo o CD para  depois do carnaval, março ou abril.</p>
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		<title>&#8220;Ginga e fala gíria, gíria não, dialeto&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 07:33:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Coutinho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Saiba como foi o Festival Dialeto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1751" class="wp-caption aligncenter" style="width: 570px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_1726.JPG"><img class="size-full wp-image-1751" title="IMG_1726" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_1726.JPG" alt="Artistas reunidos no palco do Dialeto, por Janaina Castelo Branco" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Artistas reunidos no palco do Dialeto, por Janaina Castelo Branco</p></div>
<p>Eles gingaram no palco e falaram gírias, ops! Gíria, não, dialeto! O nome do festival independente de rap nacional que abalou a estrutura do Hole Clube (Rua Augusta, Jardins, SP) na noite de 10/10 foi inspirado no rap &#8220;Negro Drama&#8221;, dos Racionais MCs, e muito bem representando no palco pelos artistas Akira Presidente (RJ), Criolo Doido, Emicida, Kamau, Max B.O., Pentágono, DJ Dandan, DJ Marco, DJ Nyack e DJ Erick Jay.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia de fazer um festival era antiga, mas tomou força com uma vontade que surgiu no dia do show de lançamento da mixtape do rapper Emicida,  em um momento em que alguns artistas estavam ali, no mesmo lugar, no Hole Clube, espaço dirigido por Lu Brandão, uma das poucas pessoas responsável por um clube de São Paulo que acredita na força do rap nacional. Ela entregou o comando de algumas noites nas mãos de DJ Marco, que investe em shows semanalmente na casa. &#8220;O Hole não é uma casa de show, mas é o espaço que abriu as portas pra nós e não podemos perder essa oportunidade&#8221;, explicou o DJ durante a coletiva de imprensa do Festival Dialeto (<span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://noiz.com.br/galeria/album/72157622551708640/dialeto.html" target="_blank">confira fotos</a></strong></span> da coletiva realizada no Matilha Cultural).</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o NOIZ está aqui pra falar sobre o show, então, vamos lá. Bem antes da uma da manhã, casa lotada, sem grandes problemas com filas, pessoas simpáticas para receber o público na porta, casa cheia. A qualidade do som era excelente sob o comando de DJ Roger (Potencial 3 e Estúdio Ateliê). O público não arredava o pé da pista, mesmo com todo o calor. Normalmente, a parte de cima do clube fica lotada, desta vez, a pista fervia com os raps tocados por DJ Dandan e DJ Marco.</p>
<div id="attachment_1752" class="wp-caption aligncenter" style="width: 512px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Imagem-497.jpg"><img class="size-large wp-image-1752" title="Imagem 497" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Imagem-497-1024x682.jpg" alt="Artistas se abraçam. Celebração da amizade, por Luciana Playmobil" width="502" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Artistas se abraçam. Celebração da amizade, por Luciana Playmobile</p></div>
<p style="text-align: justify;">Aliás, o público do rap nacional, ao menos em São Paulo, mudou, e essa mudança é um grande avanço. A estudante de uma faculdade procurava um comprovante de que o festival aconteceu para uma disciplina complementar. Adolescentes com piercing na boca, cabelo liso e franja se aglomeravam nos cantos do clube, produtores de cinema, jornalistas, outros artistas também marcavam presença, mostrando que a música une pessoas de classes sociais e estilos diferentes. Até aí, metade da missão já estava cumprida.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma da manhã e entra no palco a primeira atração: Akira Presidente e DJ Alves nos toca-discos. Mesmo rimando para o público paulistano que ainda não conhece bem suas letras, o MC carioca arrancou o refrão em alto e bom som com a primeira das três músicas prometidas, &#8220;Bem Antes de Querer Rimar&#8221; (Roc Boys). Depois veio &#8220;Minha Área&#8221;, seguida por &#8220;Quer Dindin?&#8221;. O MC animou o público com sua presença marcante no palco e mandou, para fechar sua apresentação, a dançante &#8220;Mexe Mina&#8221;, emendando com o refrão de &#8220;Time do loko tá na casa&#8221;, do Pentagono.</p>
<p>No intervalo entre as apresentações, a expectativa do próximo show era animada pelos DJs da festa. No palco, preocupação com a organização do evento. Sob as luzes, Max B.O. entra e o MC Rappórter dá seu recado depois da primeira música: &#8220;Tenho duas notícias, uma boa e outra ruim. A boa é que gosto muito de vocês, a ruim é que hoje vou cantar só música nova&#8221;, disse o MC, referindo-se aos fãs que gostariam de cantar junto suas canções. Mas, notícia ruim que nada, afinal, todos curtem novidades, ainda mais ao vivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Max rimou três sons, fechando com &#8220;Fortaleza&#8221;, que tem no refrão a frase do rei Bob Marley: &#8220;A vida é para quem topa qualquer parada. Não para quem para em qualquer topada&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">É a vez de Criolo Doido se apresentar e jogar seu balde de água suja. Ao lado de DJ Kiko (Pentagono), André THDrez e DJ Dandan dobrando, o rapper percebeu o momento que vivia naquela noite. &#8220;Deus abençoe o Sistema Negro, RPW e outros grupos de rap&#8221;, mandou seu salve. &#8220;Chega de ser um peão nesse tabuleiro&#8221;, disse Criolo.  O público eufórico entrou definitivamente na magia do Festival Dialeto e Criolo mandou logo &#8220;É o Teste&#8221;, seguida por &#8220;Grajauex&#8221; e &#8220;Vasilhame&#8221;. Em uma das letras, a frase cabia perfeitamente para o sucesso da noite: &#8220;Essa é pra você que desacreditou no meu rolê&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O relógio marcava 2h40 (ao contrário, 4:20 para quem entender o recado e matar a charada da próxima apresentação). Para consolidar a euforia e alegria do público, entra no palco o grupo Pentágono, com versões um pouco diferentes de suas músicas mandadas uma atrás da outra, sem tomar fôlego: &#8220;Namoral&#8221;, &#8220;Swing&#8221;, &#8220;Time do Loko&#8221;. Rael da Rima puxa o refrão de &#8220;Parece Que Foi Ontem&#8221; em acapela e as mais de 500 pessoas presentes incendiaram a noite. Atendendo a expectativa, Pentágono mandou mais de três músicas, fechando uma das melhores apresentações da noite com o pedido para o público levantar seus celulares e isqueiros e cantar junto &#8220;Pelo o Que Eu Sei&#8221; e &#8220;O Moio&#8221;. Nessa hora, os artistas que já haviam se apresentado invadiram o palco. &#8220;Hoje é um dia histórico na vida de todo mundo aqui&#8221;, disse Rael no final da apresentação.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o show acabou o teto do clube pingava. Era a prova de que a estrutura do local realmente não aguenta shows de grande porte e que público não falta para curtir rap nacional, o que falta é a vontade de empreendedorismo de endinheirados que podem ganhar ainda mais, só que investindo em cultura hip hop de qualidade em nível elevadíssimo.</p>
<p style="text-align: justify;">Três e vinte da madrugada. De um lado do palco do Dialeto, DJ Nyack, o DJ de Emicida. Do outro, DJ Erick Jay, do rapper Kamau. Qual é a bola da vez? Aí vem a surpresa. Em um momento histórico do rap nacional, celebrando a amizade tão falada pelos organizadores do Festival, DJ Marco e Pedro Gomes, entram juntos no palco Emicida e Kamau, dois dos mais importantes MCs da cena, que vêm engrossando o caldo do rap na grande mídia, fazendo shows em todo o país e até mesmo fora do Brasil (Kamau se apresentou recentemente no Favela Chic, em Londres). &#8220;Esse momento é muito importante, morô?&#8221;, disse Emicida.</p>
<p style="text-align: justify;">Os MCs se revezaram nas rimas, abrindo com &#8220;Hey Rap&#8221;, de Emicida, com Kamau e Jeffe dobrando, Nyack e Erick tocando. Seguindo no mesmo ritmo com &#8220;Resistência&#8221;, de Kamau, &#8220;E.M.I.C.I.D.A&#8221;, de Emicida, e a fala de Marcus Vinicius Kamau: &#8220;A gente é mais que Emicida e Kamau&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O público eufórico foi o maior tempero da festa. Como presente para quem compareceu, vieram mais algumas canções da dupla da noite. &#8220;Sábadão (os embalos de&#8230;)&#8221; teve direito a dancinha de Kamau, DJ Nyack e Jeffe. Antes de &#8220;Triunfo&#8221;, uma das mais esperadas, Kamau, o MC que mais falou no palco, mandou mais um recado: &#8220;É uma honra fazer isso acontecer diante de todos vocês&#8221;. Em seguida, o recado para quem dedica o tempo para falar mal de tudo e de todos: &#8220;Komwé&#8221;. Logo depois, a homenagem a DJ PR!MO, que com certeza estava ali abençoando toda festa. Os MCs cantaram &#8220;A Quem Possa Interessar&#8221;, enquanto mostravam uma camiseta com o nome do DJ.</p>
<div id="attachment_1760" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_16951.JPG"><img class="size-full wp-image-1760" title="IMG_1695" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_16951.JPG" alt="O Triunfo do público e uma página na história. Por Janaina Castelo Branco" width="448" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">O Triunfo do público e uma página na história. Por Janaina Castelo Branco</p></div>
<p style="text-align: justify;">E então, o &#8220;N&#8221; (simbolizando o NOIZ) se levantou em mais um momento especial da festa. Foi vez do &#8220;Triunfo&#8221; de todos que compareceram e a confraternização de todos que se apresentaram pelo Festival Dialeto. Emicida, ao lado de Kamau, Jeff, Nyack, Erick e outros MCs que participaram do evento, fecharam a noite com &#8220;Eu Tô Bem&#8221;. (de Emicida) Espero que a noite de 10/10 seja o capítulo do livro de alguém sobre a história do rap nacional.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://www.noiz.com.br/galeria" target="_blank">Clique aqui</a></strong></span> e confira mais fotos do Festival Dialeto feitas pelas fotógrafas do site NOIZ.</p>
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		<title>Daniel João Ganjaman Donato</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 20:33:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Serjao Carvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O groove é livre. Leia!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1639" class="wp-caption aligncenter" style="width: 483px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/09/IMG_9074_web.jpg"><img class="size-large wp-image-1639" title="IMG_9074_web" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/09/IMG_9074_web-1024x912.jpg" alt="Ganjaman       Foto: Janaina Castelo Branco" width="473" height="421" /></a><p class="wp-caption-text">Ganjaman       Foto: Janaina Castelo Branco</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Daniel Ganjaman está para o rap assim como João Donato está para a bossa nova. Não, isso não é nenhum exagero. E a melhor prova dessa teoria aconteceu durante a gravação do DVD do Instituto no último dia 24 de setembro, no Studio SP, onde ele levou para o palco os principais nomes do hip hop paulistano.</p>
<p style="text-align: justify;">A comparação não é por acaso. João é um dos mestres da bossa nova, sua sonoridade sempre buscou harmonias diferentes e conseguiu deixar tudo com uma marca registrada, não é difícil saber que uma música tem o dedo de Donato. Assim como Ganjaman, que consegue deixar sua marca em qualquer faixa em que coloque seu Rhodes pra funcionar.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://groovelivre.wordpress.com/2009/09/30/daniel-joao-ganjaman-donato/" target="_blank">CLIQUE AQUI E LEIA O TEXTO COMPLETO NO GROOVE LIVRE</a></strong></span></p>
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		<title>“Já que o rei não vai virar humilde vou fazer o humilde virar rei”</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 20:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Serjao Carvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assista ao videoclipe de Emicida]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Todos já começam a esquentar os motores para o VMB 2009, mas enquanto a festa não chega o melhor é ir à festa de lançamento do videoclipe “Triunfo” de Leandro Roque, isso mesmo, o Emicida. Dirigido por Fred Ouro Preto e com uma bela direção de fotografia de Carina Zaratin, o clipe também estréia na MTV nesta quarta-feira, dia 2, e aqui no NOIZ, é claro. A torcida é para ganhar uma nova indicação.</p>
<p><strong>A DIREÇÃO &#8211; </strong>“Triunfo” é certamente uma das faixas mais poderosas de Emicida, que agora ganha um vídeo para coroar esse bom momento que passa o rapper; que está com duas indicações para o premio da MTV. O diretor do vídeo, Fred Ouro Preto, já trabalhou com nomes consagrados da música brasileira, mas ainda não havia trabalhado com rap. “Os vídeos que eu fiz foram: “Aqui” do Capital Inicial, que foi indicado como melhor videoclipe no Prêmio Multishow, “Nada Es Normal” do Victor &amp; Leo, que tem mais de dois milhões de acessos no Youtube e “Devolve Moço” da Ana Cañas”, diz o diretor, que também trabalhou com Angra, Agnaldo Rayol, Kiko Loureiro, entre outros. “Nunca tinha feito nada de rap, achei muito legal a experiência. A música é muito boa e todos (os artistas) mostraram muito disposição e animação em realizar a filmagem”, conta Fred.</p>
<p>Ele trabalha com cinema há quatro anos. “Uma das razões que me fizeram decidir por esse ramo foi ter acompanhado algumas produções de videoclipes do diretor Hugo Prata”, diz o diretor.</p>
<p>Gravado em três dias e usando a academia do Garrido – academia de boxe que fica o Viaduto do Café, no bairro Bela Vista, em São Paulo &#8211; e o bairro Brasilândia – que fica na zona norte e tem mais de 200 mil habitantes &#8211; como locações, o diretor conseguiu levar a estética da rua para o vídeo. “O Emicida e o pessoal que trabalha com ele têm muita disposição. Fizemos três diárias de filmagem e eles iam até quando não precisava (risos).A idéia foi de fazer um clipe bem “rua”, sem história de começo, meio e fim. Queríamos imagens que pudessem simbolizar momentos da música sem cair no óbvio”, explica Fred.</p>
<p>O diretor conta que gosta muito de filmar boxe e o quanto é interessante o projeto social do boxeador Garrido. As filmagens na Brasilândia foi sugestão do próprio Emicida. Outro momento importante é a forte participação de moradores de rua nas filmagens.</p>
<p>Também aparece em “Triunfo” Dj Nyack (dj oficial de Leandro), o rapper Kamau, Rashid, o designer Marcelo Lima, Fióti (Evandro Roque) e um grupo de Bboys da zona norte.</p>
<div id="attachment_1012" class="wp-caption aligncenter" style="width: 542px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/09/triunfo_interna.jpg"><img class="size-full wp-image-1012" title="triunfo_interna" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/09/triunfo_interna.jpg" alt="Gravação do videoclipe. Foto: Carina Zaratin " width="532" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Gravação do videoclipe. Foto: Carina Zaratin </p></div>
<p><strong>A MÚSICA -</strong> Um bom videoclipe só existe quando a imagem e a música conversam com clareza, e isso acontece em “Triunfo”. O encontro do músico com os dois foi natural. “O Fred achou a gente (risos) ele curtiu o som, essas paradas são de coração né, mano?” conta Emicida.  “Ele curtiu a música, e mandou um e-mail, mostrou uns trampos dele, curtimos os trabalhos dele, achamos foda mesmo, os lances com o Capital, com o Kiko Loureiro e marcamos uma conversa, demos umas risadas e marcamos de ver as locações”, recorda.</p>
<p>Para comemorar o lançamento do vídeo de “Triunfo” nada melhor que uma festa, então, dia 5, sabadão, no Hole Club é a data para comemoração do triunfo. “Estaremos lá e esperamos  que o povo também (risos) vamos mostrar nesse show bastante coisa que ficou fora da mixtape por não caber num CD, coisas que vão pra um próximo trampo que já esta no forno. Agora, temos que manter esse ritmo”, diz o incansável Emicida. “Todos estão convidados para essa celebração, o lançamento oficial de meu primeiro videoclipe, tá bonito e espero que as pessoas gostem”, completa.</p>
<p>Quando perguntei se existe ainda a possibilidade de uma nova indicação para o VMB por este lançamento, o rapper deu o recado: “Olha rapaz, eu boto uma fé que sim, hein! Afinal, pra quem já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe, e nada melhor<br />
que continuar indo longe&#8230;”.</p>
<p>Sorte nossa! Confiram o vídeo:</p>
<a href="http://noiz.com.br/2009/09/02/%e2%80%9cja-que-o-rei-nao-vai-virar-humilde-vou-fazer-o-humilde-virar-rei%e2%80%9d/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a>
<p>Artista: Emicida<br />
Música: Trifunfo<br />
Álbum: Pra quem já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe<br />
Direção: Fred Ouro Preto<br />
Direção de Fotografia: Carina Zaratin &amp; Fred Ouro Preto<br />
Câmera : Carina Zaratin &amp; Felipe Igarashi<br />
Edição: Fred Ouro Preto<br />
Assistente de produção: Felipe Rodrigues da Silva</p>
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		<title>DANIEL GANJAMAN e a cena musical paulistana</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 05:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Novidades]]></category>
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		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Confira entrevista com o produtor]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span id="more-578"></span>O produtor musical <span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.myspace.com/danielganjaman" target="_blank"><strong>Daniel Ganjaman</strong></a></span>, do Instituto Coletivo, fala ao NOIZ sobre as condições precárias no início das festas Seleta Coletiva, em São Paulo, do crescimento desta estrutura, das apostas de artistas da cena independente e critica djs e beat makers que &#8220;se dizem produtores quando sabem muito pouco do real processo de produção musical&#8221;.</p>
<p>Ganjaman ainda revela os próximos convidados da festa Instituto Convida, marcada para o dia 27 de agosto no <span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://www.studiosp.org" target="_blank">StudioSP</a></strong></span>. Na edição dedicada ao rap, o produtor contará com Flora Matos, Emicida, Kamau, MAX B.O. e &#8220;provavelmente&#8221; Marechal, que farão rimas junto com a banda de músicos consagrados na cena paulistana. Confira o breve bate-papo com Ganja e veja os vídeos da festa anterior.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: O Instituto Coletivo continua sendo a sua união com os produtores musicais Rica Amabis e Tejo Damasceno? Como está a formação e como nasceu o projeto?</strong><br />
DG ::: O Instituto é uma bagunça organizada. Na verdade, em estúdio somos nós três: Rica, Tejo e eu. Ao vivo acabo usando a alcunha do Instituto para praticamente todos os projetos especiais que desenvolvo. Dentre eles, fiz o Instituto Racional (fazendo releituras de Tim Maia na fase racional) e esses shows especiais que venho realizando no Studio SP (casa de shows de São Paulo que fica na Rua Augusta). A idéia do Instituto nasceu a partir do primeiro disco, o “Coleção Nacional”. Durante a gestação deste álbum o Rica e o Tejo decidiram formar um núcleo de produção e recrutaram uma série de convidados para o projeto. Inicialmente eu deveria ser mais um deles, mas acabei colaborando mais do que devia e fui convidado a fazer parte dessa família.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://noiz.com.br/2009/08/20/daniel-ganjaman-profissionalismo-na-cena-musical-paulistana/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a><br />
<strong><br />
NOIZ ::: Quando aconteceu a primeira festa Seleta Coletiva e quais são os convidados para a próxima, que acontece no dia 27 de agosto?</strong><br />
DG ::: A primeira Seleta Coletiva aconteceu numa das primeiras noites do próprio Studio SP, ainda na Vila Madalena. Se eu não me engano, foi em novembro de 2005. Naquela época, as condições existentes eram extremamente precárias em termos técnicos e posso dizer que fizemos milagre a cada edição. De lá pra cá muita coisa mudou, especialmente na cena musical paulistana que está mais ativa e intensa do que nunca. A idéia é manter a Seleta por tempo indeterminado nesse formato, de shows especiais e exclusivos do Instituto, sempre contando com convidados. A próxima será com foco no RAP e os convidados serão Kamau, Emicida, Max B.O., Flora Matos e provavelmente Marechal (RJ).</p>
<p><strong><a href="http://noiz.com.br/2009/08/20/daniel-ganjaman-profissionalismo-na-cena-musical-paulistana/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></strong></p>
<p><strong>NOIZ ::: Você é um músico consagrado no Brasil. Já viajou o mundo, é produtor, toca, canta&#8230; Como funcionam essas investidas em jovens artistas?<br />
</strong>DG ::: Acima de tudo, me considero produtor musical e acho que a cena independente carece bastante de profissionais com foco nessa atividade. Muitos djs e beat makers se dizem produtores quando sabem muito pouco do real processo de produção musical e isso faz com que muitas vezes as produções cheguem ao público com qualidade extremamente duvidosa. Acho importante que existam novos produtores, mas acho também que é uma parada que exige muita vocação. Hoje em dia, é muito fácil sentar em frente a um computador e fazer um beat, por isso só se destaca quem realmente tem talento. Ao mesmo tempo, tenho trabalhado com alguns novos artistas que me surpreendem pela maturidade e sagacidade que o trabalho me é apresentado. Nos dias de hoje, essa iniciativa por parte dos artistas é fundamental.</p>
<a href="http://noiz.com.br/2009/08/20/daniel-ganjaman-profissionalismo-na-cena-musical-paulistana/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Como é a relação com um público tão diversificado quando se tem que selecionar repertórios e escolher convidados?<br />
</strong>DG ::: Parto do princípio que temos que apresentar música de qualidade sempre, isso supondo que a música que gosto tem qualidade para as pessoas que vão aos nossos shows. A idéia dessa nova temporada da Seleta Coletiva é passar por vários estilos musicais que tenham a ver com o nosso universo, e que possamos interpretar de forma legítima. Fizemos um primeiro show tocando reggae, um segundo jazz funk e faremos esse terceiro em agosto com foco em rap.</p>
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