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	<title>Noiz &#187; kind of blue</title>
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	<description>Noiz Cultura Urbana</description>
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		<title>PSYCHOJAZZ: a magia do Kind of Blue</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 18:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[jazz]]></category>
		<category><![CDATA[junior boca]]></category>
		<category><![CDATA[kind of blue]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheça a jazz band Psychojazz, banda criada pelo guitarrista Junior Boca e que toca o álbum Kind of Blue de Miles Davis]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Confira abaixo entrevista sobre o Psychojazz, banda criada pelo guitarrista Junior Boca e que toca o álbum <em>Kind of Blue</em>. Esta é a homenagem do NOIZ aos 50 anos da obra de Miles Davis.<br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<div id="attachment_349" class="wp-caption aligncenter" style="width: 441px"><strong><strong><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/08/internaentrevistaIMG_9900.jpg"><img class="size-full wp-image-349" style="border: 5px solid black; margin: 5px;" title="internaentrevistaIMG_9900" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/08/internaentrevistaIMG_9900.jpg" alt="Psychojazz toca Kind of Blue no Studo SP - por Janaína Castelo Branco" width="431" height="200" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text">Psychojazz toca Kind of Blue no Studio SP - por Janaína Castelo Branco</p></div>
<p><strong><br />
NOIZ ::: Como surgiu a idéia de tocar o <em>Kind Of Blue</em>?</strong><br />
Esse disco é um dos mais importantes da historia do jazz e da musica de uma maneira geral, pois inaugurou uma nova forma de se tocar, praticamente um novo estilo de jazz. Achei legal tocar o disco no ano em que ele completa 50 anos da data de lançamento (17 de agosto de 1959). O fato de ser um disco importantíssimo e que a maioria dos músicos conhece me despertou interesse em fazer esses shows e chamar os mais chegados para participar. Tem sido ótimo, todos que tocam com a Psychojazz esse projeto se envolvem muito porque, além de curtir o álbum, sabem que estão tocando uma obra-prima que permanece atual ate os dias de hoje, 50 anos depois de ter sido feita.</p>
<p><strong>NOIZ ::: Quando você conheceu esta obra de Miles Davis? Você se lembra da primeira vez que ouviu o Kind of Blue?<br />
</strong>Escutei tardiamente, pois tive contato com o jazz já tocando, aprendendo e absorvendo a linguagem. Sempre escutei Rock de uma maneira geral, Beatles, Pink Floyd, Led Zeppelin, o jazz surgiu pra mim como algo inusitado e incrível, despertou meu real interesse por tocar musica instrumental e experimentar os caminhos da improvisação. Acho que em meados dos anos 90 escutei mesmo o disco, faixa por faixa, é bem diferente de escutar uma musica ou outra separadamente (o que já havia acontecido), isso gera outra visão das coisas. Escutar o disco completo, ouvindo de verdade te dá outra percepção sobre o assunto. O som, os caras tocando, a atmosfera, são detalhes que acho mais perceptíveis quando se escuta a obra toda de vez. Pelo que me lembro, acredito que escutei pela primeira vez na casa de um saxofonista amigo meu de Fortaleza, o Ellis Mario. Esse cara foi o primeiro a me chamar pra tocar essas paradas e a gente se reunia na casa dele pra ouvir as coisas. O <em>Kind of Blu</em>e entrou no meio desse processo, assim como coisas do Coltrane, Charlie Parker, Mingus e diversos outros. Foi uma época muito enriquecedora pra mim, escutar músicas incríveis e tocá-las tb.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Você conhece a história da gravação do Kind Of Blue? Se sim, como conheceu?<br />
</strong>Conheço algumas coisas, li a autobiografia do Miles e ali tem várias informações não só sobre ele, mas sobre a história do Jazz a partir da fase Bebop, que foi quando ele chegou a New York. O que mais me chamou atenção foi que eles gravaram tudo em dois dias. Meu amigo Daniel Ganjaman ganhou a edição especial lançada pela Columbia/Legacy Records em homenagem aos 50 anos do álbum e nela tem um livro falando muita coisa, com fotos incríveis. Tem ate um cd com outras musicas, standards de Jazz, gravados no meio da produção do Kind e que não fazem parte do disco. Nunca imaginei que os caras tivessem gravado outras músicas no meio desse processo, já achei pouco esse tempo pra fazer o lance. Tem várias outras, que ainda não ouvi, mas que pretendo, tenho que combinar de ir à casa do Ganja pra escutar. Por que pedir emprestado, não rola, né?!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOIZ ::: Como foi a criação das releituras da obra de Miles? Todo show é uma espécie de improvisação?<br />
</strong>Como o disco é muito conhecido por quem curte jazz, rola certa facilidade sobre estar ambientado com as músicas, que são 6 ao todo, sendo que uma delas (<em>Flamenco Sketches</em>) tem 2 versões. Então, na real, são 5 musicas. Só que as facilidades param por aí, porque não é uma coisa simples abordar um disco tão conceitual e tocar do seu jeito. Desde a primeira ideia sobre esse projeto nunca imaginei a gente tentando copiar ou reproduzir fielmente as coisas, não via sentido nisso e também não era meu objetivo. Sempre pensei em ter essa liberdade de fazer o que a gente imaginasse, porque na Psychojazz alternam-se diversas formações dependendo do show, então tudo fica muito na mão de quem está naquele show e naquela hora. Esse simples fator leva tudo para um caminho meio que sem destino certo, pois, mudou a banda mudou o show. Cada um tem sua própria linguagem musical, toca de um jeito diferente do outro, ouve o disco de uma forma distinta. Eu acho incrível poder dividir o palco com diversos músicos jazzistas ou não. Sempre é diferente, inusitado, a gente passa a se conhecer melhor musicalmente depois de ter a experiência de tocar um lance que todos nos curtimos e de maneira livre. A improvisação existe, porém dentro de vários outros fatores que não são improvisados, tem que tocar a música, saber os temas, entender pra onde vai, saber ouvir o que o outro está tocando, é assim com qualquer estilo musical e com o Jazz não é diferente. Falando mais especificamente do <em>Kind of Blue</em>, se não rolar o equilíbrio entre o que é improviso e obrigação não é possível tocar junto.</p>
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		<title>KIND OF BLUE: A obra de Miles Davis tocada pelo Psychojazz</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 19:51:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[jazz]]></category>
		<category><![CDATA[kind of blue]]></category>
		<category><![CDATA[miles davis]]></category>
		<category><![CDATA[psychojazz]]></category>

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		<description><![CDATA[Saiba como o guitarrista Junior Boca teve a idéia de criar uma banda de jazz para tocar Kind of Blue, obra que faz 50 anos no dia 17 de agosto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/08/kind-of-blue2.jpg"><img class="size-full wp-image-338 alignleft" style="margin: 5px;" title="kind-of-blue2" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/08/kind-of-blue2.jpg" alt="kind-of-blue2" width="240" height="240" /></a><em>Kind of Blue</em>. Uma obra prima do jazz gravada na primavera de março de 1959, em apenas dois dias, e que vendeu milhões de cópias em todo o mundo. Alguém presente no 30th Street Studio da Colombia, dentro de uma grandiosa igreja, pensaria que <em>Kind Of Blue</em> se tornaria o melhor disco de jazz da história e que inspiraria inúmeras pessoas famosas e anônimas? Alguém do sexteto formado por Bill Evans, Wynton Kell, Paul Chambers, John Coltrane e Cannnball Adderley além do mentor Miles Davis ou algum dos técnicos de som presentes no local imaginaria que até os anos 2000 este álbum seria ouvido diariamente por Quincy Jones? A obra faz 50 anos e o livro de Ashley Kahn (Barracuda, 2007) conta como foi a criação do álbum, dos diálogos dos músicos durante a gravação, e ainda traz depoimentos de quem viveu a história de <em>Kind of Blue</em>. Um trabalho de pesquisa que vale a pena conferir. Como o próprio autor narra, ouve quem conheceu a obra de Miles ao vivo, em sua primeira execução pública, em 1959, em um programa de Cleveland, houve ainda quem conheceu a obra anos e anos depois, descobrindo discos herdados pelos pais, pelos avós, ou quem conheceu a obra apresenta por algum amigo, e deste último exemplo, vem o meu caso.</p>
<p style="text-align: justify;">Com meus 27 anos, apenas no início de 2009 fui conhecer a obra prima do jazz, e me encantei. Convidada por Junior Boca, guitarrita mentor do Psychojazz, a ir ao show no Studio SP do quarteto do qual o artista é basicamente acompanhado por Fabio Sá (Baixo Acústico), Guilherme Guizado (Trompete), Humberto Zigler (Bateria). Basicamente, porque o próprio Junior Boca explica: &#8220;A Psychojazz tem sempre formações variadas, de acordo com o projeto. Acho legal manter isso para dar uma cara nova cada vez que a gente reúne essa diversidade para uma determinada proposta de som. Todos os shows da temporada no Studio SP tiveram formações distintas. Fizemos ainda temporada no Clube Berlin seguindo esse mesmo esquema&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o dia da primeira apresentação que presenciei, resolvi ficar por dentro da obra e baixei em um site na internet (imaginem se Miles Davis pensaria nesta revolução um dia, sua obra sendo baixada pela rede mundial!). Com certeza, a mesma paixão que senti também foi o que motivaram muitos dos entrevistados por Kahn dizer que o álbum foi trilha sonora de amores e paixões, por sua &#8220;atmosfera de transe&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://noiz.com.br/2009/08/20/psychojazz-a-magia-do-kind-of-blue" target="_blank"><strong><span style="color: #ff0000;">Confira</span></strong></a> a entrevista com o guitarrista Junior Boca.<br />
<span style="text-decoration: underline;"><br />
</span><strong><span style="text-decoration: underline;">Depoimento do repórter e trompetista Juca Guimarães</span> &#8211; </strong>Me lembro perfeitamente a primeira vez que ouvi o álbum <em>Kind of Blue</em> e a impressão que ele me causou.  Eu já conhecia boa parte da obra do mestre Miles, mas comprava os cd fora da ordem cronológica. Esse disco, gravado em 1959, em Nova York, por uma das formações mais brilhantes do jazz, eu só comprei em 1998.</p>
<p>Na época, eu não era nem jornalista e nem trompetista, no ano seguinte entrei no meu primeiro emprego em jornal e só muitos anos depois comprei um trompete.</p>
<p>Era um dia normal que, depois da audição do cd, se tornou muito especial. Eu estava acostumado a ouvir um Miles Davis rápido, irreverente e preciso como nos álbuns da fase bebop; ou um som mais encorpado com muito ritmo das fases fusion e elétrica de Miles.</p>
<p><em>Kind of Blue</em> não se parecia com nada do que eu já tinha ouvido. Cinco músicas executadas com precisão e suavidade surpreendentes. O álbum é conceitual e econômico. Cada nota, cada intervenção dos músicos tem uma importância fundamental para a obra. Não sobra e não falta nada. É um álbum inspira e preenche emoções. Sem erudição ou exageros, <em>Kind of Blue</em> oferece uma sensível viagem ao jazz. Por isso, é o disco mais vendido do gênero em todos os tempos. Onze anos após ouvi-lo pela primeira vez, ainda é fresca e surpreendente para mim a genialidade de Miles nesse álbum.<br />
<em><strong><br />
*Atualizada no dia 17, às 22h</strong></em></p>
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