<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Noiz &#187; são bento</title>
	<atom:link href="http://noiz.com.br/tags/sao-bento/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://noiz.com.br</link>
	<description>Noiz Cultura Urbana</description>
	<lastBuildDate>Fri, 23 Jul 2010 14:25:24 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Triunfo: a ponte do soul para o hip hop</title>
		<link>http://noiz.com.br/2009/10/29/triunfo-a-ponte-do-soul-para-o-hip-hoa/</link>
		<comments>http://noiz.com.br/2009/10/29/triunfo-a-ponte-do-soul-para-o-hip-hoa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 02:24:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juca Guimaraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[bboy]]></category>
		<category><![CDATA[break]]></category>
		<category><![CDATA[dança]]></category>
		<category><![CDATA[hip hop]]></category>
		<category><![CDATA[nelson triunfo]]></category>
		<category><![CDATA[são bento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noiz.com.br/?p=1955</guid>
		<description><![CDATA[ Com quase 1,90m de altura Nelson Triunfo chama a atenção por onde passa. O leve sotaque típico de pernambucano do Triunfo vem acompanhado de uma avalanche de histórias. Graças à boa memória, nenhum fato fica sem a referência de data ou local do ocorrido.
Em um bate-papo de quase uma hora com a equipe do NOIZ, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="TEXT-ALIGN: justify"> Com quase 1,90m de altura Nelson Triunfo chama a atenção por onde passa. O leve sotaque típico de pernambucano do Triunfo vem acompanhado de uma avalanche de histórias. Graças à boa memória, nenhum fato fica sem a referência de data ou local do ocorrido.</p>
<p>Em um bate-papo de quase uma hora com a equipe do NOIZ, Triunfo explicou, numa análise panorâmica irretocável, tudo o que aconteceu de importante no soul, funk e hip hop nos últimos 30 anos.</p>
<p>A conversa começa logo nos anos 60. Na época, a jovem guarda ditava as regras da música brasileira. Os percussores do movimento Roberto Carlos e Eduardo Araújo bebiam na fonte do soul (a raiz da black music). &#8220;Tinha uma referência forte da música negra que já me chamava atenção para estes caras. Lá fora tinha James Brown, Beatles, Ray Charles e Jimi Hendrix tudo isso ainda nos anos 60. Os anos 70 foram uma consequência dos anos 60&#8243;, disse Triunfo.</p>
<p>Na época, ele era um estudante do ginásio que mudou da Bahia, onde começou os estudos, para Brasília. &#8220;Eu saia de Brasília para ir a bailes no Rio e em São Paulo.  No Rio a gente ia só para comprar o pisante. Aquele sapato estiloso de sola boa para deslizar na pista de dança&#8221;.</p>
<p>Nas viagens  para o Rio ou para São Paulo, o rapaz teve a oportunidade de participar dos bailes mais badalados do país. Era o tempo do baile da Lespan, na Avenida Brasil; do baile de Madureira e do Rocha Miranda. &#8220;Lá iam pessoas como Toni Tornado, Gerson King Combo, Ademir Lemos, Mister Funk Santos e o Big Boy um dos primeiros DJ. Uma geração depois apareceram os caras da Black Rio, Carlos Daffé. Era muita gente boa dançando man&#8221;, lembra.</p>
<p>Além da seleção de estrelas que frequentavam os bailes, muitos craques da dança se divertiam a noite inteira nas pistas. &#8220;A maioria ficou para trás. Alguns saíram depois voltaram, mas só eu fiz a ponte do soul para o hip hop&#8221;.</p>
<p>A ponte começou na rua. Mais precisamente na Rua 24 de maio, no centro de São Paulo. Com um grupo de amigos, Triunfo fazia a roda de dança e improvisava os primeiros versos de rap que se tem notícia.</p>
<p>Em plena ditadura militar, a liberdade e a alegria dos bailes da Chic Show ou do Palmeira eram uma afronta para o regime linha dura. A resposta era violenta. &#8220;Era foda. O baile estava lotado e a polícia jogava bomba de fumaça lá dentro. Depois separaram homem de um lado e mulher de outro&#8221;. Essa cena de guerra aconteceu em 79, num dos bailes da Chic Show, na Brasilândia, zona norte da capital paulista.</p>
<p>E não era só nos bailes que a coisa ficava feia por conta da repressão. &#8220;Na rua, quando eles viam um preto com o cabelão e calça boca-de-sino, a polícia descia soco no estômago e tapa na cabeça&#8221;. Para escapar das blitze da polícia a estratégia eram os &#8220;desvios legítimos&#8221;. &#8220;Ficava sempre alguém de olho enquanto rolava a dança de rua. Se a polícia estava chegando, era dado o alerta e a gente desvia, saia por ali ou por aqui&#8221;.</p>
<p>Nessa mesma época, o rap estava ganhando corpo e força nos Estados  Unidos, seguindo uma linha evolutiva saída direto do soul. &#8220;Aqui era para acontecer à mesma coisa. Era para o rap brasileiro nascer naquele momento, mas aconteceu um problema que atrasou um pouco o negócio&#8221;.<br />
Em 1978 e 1979, a Discoteca invadiu o Brasil e os bailes com a ajuda de uma telenovela da TV. &#8220;Era o tempo de &#8216;abre as suas asas, me leve com voceeeeê&#8217;. Os negos véios não gostavam e deixaram os bailes de lado. Eles queriam mesmo era o soul queriam curtir a batida quebrada e não aquele som de disco&#8221;.</p>
<p>Sem o espaço nos bailes, os rapazes que já eram fãs do hip hop americano e estavam dispostos a montar a cultura de rua por aqui.</p>
<p>&#8220;Em 1983 o movimento já era grande. Foi quando eu saí na Vai-Vai fazendo uns passos de break no meio do desfile. Eu vinha sambando pra caramba e em alguns momentos marcados da letra eu dava um peão e deslizava. A galera ficava louca e a escola ganhou o troféu daquele ano&#8221;.</p>
<p>Nessa época, Triunfo, que morava no centro, passava parte do seu tempo ensaiando um grupo de amigos que fazia um rap que logo caiu no gosto do público. &#8220;Era o Black Junior que cantava &#8220;Mas que linda Estás&#8221;. Eles trabalhavam na feira e iam lá para casa com um monte de frutas. Era um barato&#8221;.</p>
<p>O break e o funk estavam de novo nas pistas. &#8220;O Gilberto Gil então me chamou para participar do clipe da música &#8216;funk-se quem puder&#8217;&#8221;.</p>
<p>No ano seguinte, em 1984, foi a vez do país inteiro cair na dança de rua. Por ironia, com a ajuda de uma telenovela, da mesma emissora que havia atrasado o nascimento do rap. &#8220;A rede Globo me convidou para fazer a coreografia de abertura da novela Partido Alto&#8221;.</p>
<dl id="attachment_1964" class="wp-caption aligncenter" style="width: 583px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_3937.JPG"><img class="size-large wp-image-1964" title="IMG_3937" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_3937-1024x697.jpg" alt="Por Janaína Castelo Branco/siteNOIZ" width="573" height="391" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Por Janaína Castelo Branco/siteNOIZ</dd>
</dl>
</div>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p>Com o break fazendo sucesso, o rap brasileiro também ganhou força. &#8220;No final de 84, eu precisei dar uma parada para cuidar da saúde e fui passar o carnaval na Bahia e Pernambuco. Quando eu voltei, o pessoal que dançava comigo na Rua 24 de maio tinham ido dançar na São Bento&#8221;.</p>
<p>Em 1985 era assim, o pessoal chegava na 24 e perguntava onde é que está o break onde é que é o rap. Nisso todos os olhos se voltavam em direção à estação São Bento do metrô.</p>
<p>&#8220;Foi ali que cresceu tudo. Em 1986 chegaram o Thaíde, o Brown, os outros caras dos Racionais. Era todo sabadão. Todo mundo colando para se divertir&#8221;.</p>
<p>A consagração da São Bento foi em 1993, no primeiro encontro nacional de dança. Colocamos três mil pessoas na São Bento. “Até hoje estão falando desse encontro”.</p>
<p>Além da seleção de estrelas que frequentavam os bailes, muitos craques da dança se divertiam a noite inteira nas pistas. &#8220;A maioria ficou para trás.</p>
<p>Alguns saíram depois voltaram, mas só eu fiz a ponte do soul para o hip hop&#8221;. A ponte começou na rua. Mais precisamente na 24 de maio, no centro de São Paulo. Com um grupo de amigos, Triunfo fazia a roda de dança e improvisava os primeiros versos de rap que se tem notícia.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_1966" class="wp-caption aligncenter" style="width: 574px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_3897.JPG"><img class="size-full wp-image-1966" title="IMG_3897" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_3897.JPG" alt="IMG_3897" width="564" height="376" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Por Janaína Castelo Branco/siteNOIZ</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div id="attachment_1968" class="wp-caption aligncenter" style="width: 617px"><a href="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_3940xx.jpg"><img class="size-large wp-image-1968" title="IMG_3940xx" src="http://noiz.com.br/wp-content/uploads/2009/10/IMG_3940xx-1024x850.jpg" alt="Por Janaína Castelo Branco/siteNOIZ" width="607" height="505" /></a><p class="wp-caption-text">Por Janaína Castelo Branco/siteNOIZ</p></div>
<p style="text-align: justify;"> </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noiz.com.br/2009/10/29/triunfo-a-ponte-do-soul-para-o-hip-hoa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>DJ KL JAY em: parece que foi ontem</title>
		<link>http://noiz.com.br/2009/08/17/dj-kl-jay-parece-que-foi-ontem/</link>
		<comments>http://noiz.com.br/2009/08/17/dj-kl-jay-parece-que-foi-ontem/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 20:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[dj kl jay]]></category>
		<category><![CDATA[racionais mcs]]></category>
		<category><![CDATA[são bento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noiz.com.br/?p=376</guid>
		<description><![CDATA[
A entrevista foi feita no Boulevard São Bento, escondida da segurança do metrô.
Imagens: Adriano Ministro
Entrevista: Gisele Coutinho
Edição: Tiago Projota
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noiz.com.br/2009/08/17/dj-kl-jay-parece-que-foi-ontem/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a><br />
<span id="more-376"></span></p>
<p>A entrevista foi feita no Boulevard São Bento, escondida da segurança do metrô.</p>
<p>Imagens: Adriano Ministro</p>
<p>Entrevista: Gisele Coutinho</p>
<p>Edição: Tiago Projota</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://noiz.com.br/2009/08/17/dj-kl-jay-parece-que-foi-ontem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
